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Primavera começa neste sábado e deve ter temperaturas acima da média
A primavera de 2018 começa neste sábado, 22, exatamente às 22h53, e termina no dia 21 de dezembro às 20h22. Nesta estação, a atmosfera gradualmente sai do padrão seco característico do inverno e ganha o padrão úmido e quente típico do verão. Mas esta transformação não ocorre de uma semana para outra.
Segundo Felipe Pungirum, meteorologista da Climatempo, para o início da primavera há uma grande massa de ar seco que predomina no Sudeste. “No mês de outubro, vai chover um pouco menos que a média na região”, explica.
Os principais centros internacionais de meteorologia indicam probabilidade superior a 60% de que seja registrado um novo episódio de El Niño no final da primavera e início do verão de 2019.
Se o fenômeno for confirmado, provavelmente, será de curta duração e de intensidade baixa ou moderada. O El Niño provoca o aquecimento anormal das águas superficiais no oceano Pacífico Tropical, afetando a distribuição das chuvas, que também são influenciadas pela temperatura na superfície do oceano Atlântico Tropical e na área oceânica próxima à costa do Uruguai e da Região Sul.
Previsão
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com a possível presença do El Niño, as chuvas na região Sul do País deverão ficar acima da faixa normal nos três Estados, enquanto as temperaturas médias devem predominar dentro da normalidade no Rio Grande do Sul e acima da média nos outros Estados.
Durante a primavera, a região Sudeste deve apresentar temperaturas acima da média. As chuvas devem permanecer abaixo da faixa normal, exceto em algumas áreas de São Paulo em que pode haver chuvas mais fortes, principalmente em novembro.
Na região Norte, há previsão de forte variabilidade espacial na distribuição de chuvas, com significativa probabilidade de áreas com precipitações dentro da faixa normal ou abaixo. De acordo com o Inmet, normalmente existe uma redução das chuvas no meio norte do Pará, Roraima e Amapá, ficando abaixo de 400 mm, durante os meses de outubro e dezembro.
Já na parte oeste de Amazonas, Roraima, Acre e Rondônia, bem como no extremo sul do Pará, haverá possibilidade de chuvas acima da média. As temperaturas serão de normal a acima da média.
O Nordeste terá predomínio de áreas com maior probabilidade de chuvas próximas à média ou ligeiramente abaixo durante a primavera. As temperaturas estarão mais elevadas sobre o sul do Maranhão e do Piauí e no oeste da Bahia.
Na região Centro-Oeste há alta probabilidade das chuvas ocorrerem de normal a ligeiramente abaixo da normalidade, exceto no sudoeste do Mato Grosso do Sul e extremo norte mato-grossense, em que as chuvas serão mais regulares durante a primavera.
Folha Vitória
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Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes
Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.
Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.
A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.
Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.
A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.
Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.
Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.
A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.
O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.
O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.
Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.
O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.
Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.
O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.
O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.
Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.
Fonte: Pensar Agro
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