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Por que celulares esquentam e o que fazer para evitar isso?

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Basta você ficar alguns minutos mexendo no seu smartphone para perceber que, conforme o tempo passa, a carcaça dele começa a esquentar. O quanto ele esquenta depende diversos fatores, mas ele pode ficar desde “morninho” até virar uma verdadeira batata quente.

Mas, afinal, por que isso acontece?

Basicamente, esquentar é algo que todo produto eletrônico faz. A explicação está na física: trata-se do chamado efeito Joule, que se refere à relação entre o calor gerado e a corrente elétrica que percorre um condutor em determinado tempo.

Traduzindo para o português: quanto maior a resistência para uma corrente elétrica percorrer um determinado trajeto (como os circuitos do seu smartphone, por exemplo) —ou quanto maior a corrente nesse trajeto— mais calor ela gera. “É esse efeito que faz uma lâmpada com potência de 100W esquentar mais do que uma de 25W, por exemplo. No caso do smartphone, que tem funcionamento similar ao de um computador, quanto maior o poder de processamento for exigido dele, mais energia ele irá demandar. E, consequentemente, mais ele irá aquecer”, explica o professor Rudolf Bühler, do departamento de Engenharia Elétrica da FEI.

Se quanto maior o poder de processamento, maior o consumo de energia e o calor gerado, então você deve estar pensando: “Ah, é melhor ficar longe dos celulares mais avançados porque eles vão esquentar mais, certo?”.

Na verdade, não. “Nem sempre aparelhos mais potentes aquecem mais. Na verdade, avanços como a nanotecnologia buscam diminuir esse efeito”, diz o professor João Carlos Lopes Fernandes, do curso de Engenharia de Computação do Instituo Mauá de Tecnologia.

Além, disso, esses avanços também buscam diminuir o consumo energético desses aparelhos, aumentando sua autonomia —um dos pontos críticos dos smartphones nos últimos tempos. Uma vez que consomem menos energia, menos calor será gerado.

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Então é bem provável que o celular topo de linha que você queria irá esquentar menos do que aquele intermediário que você está tentando substituir.

Além dos momentos de uso “mais puxado”, os smartphones esquentam mais quando estão carregando. Neste caso, o que aquece é a bateria ao receber corrente elétrica.

Se você tentar usar o celular nesse período, ele esquentará muito mais.

Fritando tudo

“Por funcionarem com eletricidade, é de se esperar que os smartphones tenham um aquecimento razoável”, diz Danilo Martins, sócio-diretor da Yesfurbe. O problema, no entanto, é quando ele deixa de ser “razoável”.

Não é só você quem sofre muito nos dias quentes. O calor, de maneira geral, pode causar danos nos smartphones.

Neste caso, a primeira a sofrer é a bateria. E aqui a catástrofe pode vir de diversos tamanhos e formatos, sendo o mais leve dele a perda gradual de capacidade até situações mais extremas.

“Ao aquecer a bateria excessivamente, os componentes químicos da peça podem formar gases tóxicos, o que faz a bateria estufar. Caso isso persista, há o risco de explosão”, diz Bühler.

Mas o professor ressalta que a maioria dos smartphones têm sistemas e sensores para interromper o seu funcionamento caso detectem uma situação do tipo.

A bateria não é a única a ser afetada. Os componentes do aparelho, como memória, processador, placa de vídeo, sensores, entre outros, também são comprometidos pelo excesso de calor. “Isso faz com o que o aparelho comece a travar e, em casos extremos deixe de funcionar”, completa Martins.

E isso tudo vale não apenas para o calor gerado “de dentro para fora”, mas também pelo calor do ambiente. Deixar um celular sob a luz solar, por exemplo, pode causar danos similares, bem como afetar até mesmo a sua tela.

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O que fazer para evitar?

Agora que você já sabe que o calor é um inimigo e tanto para o seu smartphone, o que fazer para evitar que ele sucumba às altas temperaturas? Bem, ainda que não dê para evitar todas as situações, alguns hábitos e configurações para ajudar.

“Evitar usar o aparelho quando ele estiver carregando e só usar carregadores originais é algo que pode ajudar a manter a temperatura do celular mais baixa e também evitar acidentes”, diz Fernandes.

Se o uso do poder de processamento do aparelho faz com que ele esquente, é natural concluirmos que, quanto menos apps abertos ao mesmo tempo, mais frio ele ficará. Ainda que aparelhos modernos tenham um bom gerenciamento multitarefas, os especialistas recomendam fechá-los.

“Evitar deixar executando, em segundo plano, apps que demandam alto uso de processamento do aparelho irá ajudar não apenas a reduzir as temperaturas, mas também a economizar a carga da bateria”, explica Bühler.

Já Martins dá outra dica. “Na hora de carregar, tire a capinha do aparelho e deixe ele no modo avião, se possível”, aponta. Isso diminui a sua temperatura e o tempo durante o qual ele ficará na tomada.

Ah, e claro: não se esqueça de dar um descanso eventual para o seu aparelho, especialmente após muitos minutos vendo filmes ou jogando.

Como os smartphones não se refrigeram usando “coolers” (ventiladores internos) como os computadores, a única maneira de eles diminuírem a sua temperatura é efetuando troca de calor com o ambiente. Sendo assim, caso seu celular tenha dado aquela leve “fritada”, deixe ele em local fresco por alguns minutos até ele voltar ao normal.

Caso o problema persista, no entanto, o ideal é procurar uma assistência técnica.

Terra

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A Era Digital: avanços, transformações e desafios

Vivemos a chamada Era Digital, um período marcado pela intensa presença da tecnologia em praticamente todos os aspectos da vida cotidiana. Dos smartphones às redes sociais, dos sistemas bancários online às compras virtuais, a transformação digital alterou profundamente a forma como nos relacionamos, trabalhamos, estudamos e consumimos informação.

A importância da Era Digital

A digitalização trouxe inúmeras facilidades e oportunidades de crescimento. O acesso à informação nunca foi tão amplo e rápido, permitindo que o conhecimento esteja disponível a qualquer hora e em qualquer lugar. No campo da educação, por exemplo, plataformas online democratizam o ensino e aproximam estudantes de universidades e cursos renomados em todo o mundo.

Na economia, a tecnologia favoreceu a criação de novos modelos de negócio, ampliou o comércio eletrônico e abriu portas para profissões e carreiras antes inexistentes. Além disso, a digitalização facilita o contato entre pessoas e reduz distâncias geográficas, encurtando caminhos tanto no âmbito pessoal quanto no profissional.

Os malefícios e riscos

No entanto, a Era Digital também apresenta desafios e malefícios que não podem ser ignorados. A exposição excessiva às telas pode trazer impactos à saúde, como problemas de visão, sedentarismo, distúrbios do sono e ansiedade. Outro ponto preocupante é a dependência tecnológica: a sensação de estar “desconectado” pode gerar angústia, e muitas pessoas já demonstram dificuldade em realizar atividades sem o auxílio constante de aparelhos eletrônicos.

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As redes sociais, embora aproximem, também alimentam a propagação de informações falsas, discursos de ódio e comparações que afetam a autoestima. Além disso, questões relacionadas à segurança digital e à privacidade são cada vez mais urgentes, já que dados pessoais circulam em grande escala e muitas vezes acabam expostos a riscos de fraudes e crimes virtuais.

O equilíbrio como caminho

A Era Digital é irreversível e seguirá moldando o presente e o futuro. O grande desafio está em encontrar o equilíbrio entre o uso saudável da tecnologia e os limites necessários para preservar a saúde física, emocional e social.

Mais do que nunca, é preciso desenvolver consciência crítica e responsabilidade digital, para que possamos usufruir dos benefícios da conectividade sem nos tornarmos reféns dela. Afinal, a tecnologia deve servir ao ser humano — e não o contrário.

Fonte: Wanderson Rubim da Silva

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