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Órgãos do Estado recebem homenagem por boas práticas em Ouvidoria
O 1º Workshop da Rede de Ouvidoria do Governo do Estado reuniu mais de 100 servidores na manhã desta terça-feira (19) no auditório da Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger), no Centro de Vitória. Durante o evento, realizado pela Secretaria de Estado de Controle e Transparência (Secont) em parceria com a Escola de Serviço Público do Espírito Santo (Esesp), os órgãos que se destacaram por suas boas práticas em Ouvidoria em 2018 foram homenageados, e os participantes assistiram à palestra “Técnicas de Escrita do Texto Administrativo Aplicadas ao Setor Público”.
O evento fez parte da programação do Dia Nacional do Ouvidor, comemorado no dia 16 de março. O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES), a Secretaria de Estado de Educação (Sedu) e o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (IPAJM) foram os destaques, pelo alto índice de responsividade no atendimento às reclamações, sugestões e pedidos de informação enviados pela população. Juntos, os três órgãos receberam 3.789 demandas por meio da Ouvidoria em 2018, a 100% delas.
O diretor-geral do Detran, Givaldo Vieira; o secretário de Estado de Educação, Vitor Amorim de Angelo e o presidente executivo do IPAJM, José Elias Marçal, receberam a homenagem em nome dos órgãos. O secretário de Estado de Controle e Transparência, Edmar Camata, ressaltou que, ao reconhecer as boas práticas e investir na qualificação dos servidores, o objetivo da Secont é estimular e fortalecer o trabalho da Rede de Ouvidoria.
“Responder bem, e no prazo, é o desafio a ser perseguido todo dia. Nossa meta, agora, é que a Ouvidoria vá mais longe: além de atender a 100% das demandas, que possamos dar respostas cada vez mais qualificadas ao cidadão”, destacou o secretário. Camata observou que treinamentos para os servidores diretamente envolvidos no trabalho de Ouvidoria, como o que aconteceu durante o Workshop, são fundamentais para atingir esse objetivo.
Para o diretor-geral do Detran, Givaldo Vieira, a homenagem é o reconhecimento ao trabalho de qualidade desenvolvido pelos servidores do órgão. O Detran atende a um público amplo, de quase dois milhões de veículos registrados e cerca de 1,5 milhão de condutores. “Temos um grande volume de atendimento ao cidadão, que muitas vezes entra em contato por meio da Ouvidoria. Esse é um trabalho que buscamos desenvolver com a máxima eficiência para dar o retorno ao nosso usuário com agilidade e transparência”, disse.
O presidente executivo do IPAJM, José Elias Marçal, também dedicou a homenagem aos servidores do Instituto, pelo comprometimento na elaboração das respostas às demandas. “Fico extremamente feliz por receber uma homenagem como essa, pois a Ouvidoria do IPAJM é a voz dos beneficiários do Instituto, aposentados e pensionistas, bem como dos segurados que estão na ativa, os servidores efetivos estaduais”, comemorou.
Já o secretário de Estado de Educação, Vitor Amorim de Angelo, observou que os dados de a atendimento refletem o engajamento da Sedu em dar respostas efetivas ao cidadão. “Além disso, mostram o peso da Secretaria de Educação, dado o seu tamanho, na avaliação do Governo como um todo. Nossa atuação pode contribuir puxando para cima ou para baixo a avaliação. Por isso, a necessidade de um engajamento e comprometimento da equipe”, lembrou.
Palestra
Na palestra “Técnicas de Escrita do Texto Administrativo Aplicadas ao Setor Público”, o professor J. Jerry Tononi – que é professor universitário e consultor, com larga experiência em Linguagem Jurídica e Acadêmica, Comunicação Empresarial, Leitura e Produção de Textos – mostrou os erros mais comuns cometidos na comunicação administrativa e apresentou um método exclusivo, desenvolvido por ele, para facilitar a redação de ofícios, memorandos e e-mails. O professor também disponibilizou material de suporte para responder a algumas das principais dúvidas que surgem na hora de redigir um documento.
Ao apresentar o evento, a subsecretária de Estado de Transparência, Mirian Porto do Sacramento, anunciou que a Ouvidoria – que hoje está sob a coordenação da Subsecretaria de Integridade Governamental e Empresarial – passará a ser gerenciada pela Subsecretaria de Transparência, que concentra as ações que visam divulgar dados e informações da gestão governamental e garantir a participação popular na aplicação dos recursos públicos. Também estiveram presentes ao evento o subsecretário de Integridade, Marcelo Altoé, e a coordenadora da Ouvidoria, Audicéia Andrade.
Assessoria/Secont
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A digitalização das empresas capixabas chega ao departamento pessoal
A digitalização das empresas chega ao departamento pessoal. Veja como a folha em nuvem resolve cálculos, prazos do eSocial e comprovantes
A digitalização das empresas capixabas avançou por diferentes frentes na última década, e agora alcançou a área que mais resistia a sair do papel: o departamento pessoal. Emissão fiscal, controle financeiro e vendas migraram para sistemas digitais primeiro, motivados por ganho operacional imediato ou exigência legal.
A rotina trabalhista ficou por último, apesar de concentrar boa parte do risco jurídico da operação. Esse cenário mudou, e empresas de todos os portes no Espírito Santo têm descoberto que manter a folha isolada em uma máquina local deixou de fazer sentido.
O que impulsionou a digitalização no Espírito Santo
A economia capixaba se diversificou de forma expressiva, combinando atividade portuária e logística, indústria de rochas ornamentais, petróleo e gás, comércio, agronegócio e um setor de serviços em expansão. Esse ambiente mais complexo elevou a exigência sobre a gestão das empresas.
Ao mesmo tempo, a conectividade melhorou, com fibra chegando às cidades polo e cobertura móvel avançando no interior, o que viabilizou sistemas que dependem de conexão estável. E a pressão regulatória fez o resto: obrigações fiscais e trabalhistas passaram a ser transmitidas eletronicamente, deixando de aceitar alternativas em papel.
As áreas que saíram do papel primeiro
A sequência foi parecida na maioria das empresas. A emissão fiscal migrou primeiro, por imposição legal. Em seguida vieram o controle de estoque e o ponto de venda, motivados por ganho operacional direto. O financeiro acompanhou, com conciliação bancária e contas a pagar.
A área de pessoal quase sempre ficou por último. A explicação é simples: os benefícios das outras áreas aparecem no faturamento, enquanto os da folha aparecem na forma de problemas que deixam de acontecer, e prejuízo evitado é sempre menos visível do que receita gerada.
Por que o departamento pessoal resistiu mais
A demora tem componentes técnicos e culturais. É a área que lida com os dados mais sensíveis da empresa, com cálculos que mudam conforme a legislação e a convenção coletiva de cada categoria, e com um processo que muitos empresários consideravam funcionar bem o suficiente.
Havia ainda o receio de que migrar significaria uma transição trabalhosa e arriscada. Esses fatores, somados, adiaram por anos uma mudança que hoje se mostra menos complexa do que se imaginava e mais necessária diante da fiscalização eletrônica.
A folha na nuvem e o que ela resolve
Substituir controles manuais por um sistema de folha de pagamento online permite processar salários, gerar guias e cumprir prazos do eSocial de qualquer lugar, sem servidor próprio nem papelada acumulada.
As regras aplicáveis a cada categoria são parametrizadas uma vez e passam a valer de forma uniforme, sem depender do critério de quem executa em determinado mês. Os eventos são validados antes da transmissão, o que reduz rejeições e retrabalho.
E documentos, cadastros e histórico ficam centralizados e consultáveis, resolvendo o problema recorrente em empresas menores, em que toda a informação relevante estava concentrada na memória de uma pessoa ou em pastas físicas espalhadas.
Operar de qualquer lugar
Esse ponto tem peso especial para empresas com operação distribuída. É comum que um mesmo grupo tenha loja em uma cidade, unidade em outra e contador em uma terceira. No modelo antigo, isso significava documentos circulando fisicamente, com custo e demora.
Com o processamento em nuvem, empresário e contador acessam as mesmas informações simultaneamente, de onde estiverem. Gestores que passam boa parte do tempo fora do escritório conseguem aprovar a folha e acompanhar pendências pelo celular. A distância geográfica, que sempre foi um custo adicional, deixa de pesar nesse aspecto.
Setores capixabas e suas rotinas trabalhistas distintas
O comércio opera com jornadas que se intensificam em datas comerciais e frequentemente adota escalas que incluem sábados e domingos. Atividades portuárias e logísticas envolvem turnos, adicionais específicos e categorias com normas próprias.
A indústria de rochas ornamentais lida com adicionais de insalubridade e periculosidade que, quando pagos de forma habitual, repercutem em férias, décimo terceiro, descanso semanal e FGTS. Serviços e agronegócio seguem calendários próprios.
Uma mesma empresa pode reunir mais de um desses perfis, o que multiplica as regras aplicáveis dentro de uma única folha e torna a automação ainda mais valiosa.
Segurança e proteção de dados: o que verificar
Uma dúvida frequente na hora de migrar diz respeito à segurança das informações. O raciocínio antigo sugeria que dados guardados no próprio computador estariam mais protegidos do que enviados para um servidor de terceiros, mas a prática mostra o contrário na maioria dos casos.
Provedores sérios mantêm cópias redundantes em locais distintos, controle de acesso por usuário e registro detalhado de quem alterou o quê.
Ainda assim, vale verificar as práticas do fornecedor e confirmar a adequação à legislação de proteção de dados pessoais, já que informações trabalhistas são sensíveis e a responsabilidade sobre elas permanece com a empresa.
O que a tecnologia não substitui
É importante calibrar a expectativa. O sistema calcula corretamente aquilo que recebe como informação, mas não corrige um registro de ponto que não reflete a jornada real, nem identifica sozinho que a empresa está aplicando a convenção coletiva errada.
A responsabilidade legal continua sendo do empregador, e o conhecimento sobre as regras da categoria segue necessário. O que a automação elimina são os erros de cálculo e os esquecimentos de prazo, que juntos representam a maior parte dos problemas, mas ela não dispensa organização nem informação de qualidade na entrada.
Acesso deixou de ser o obstáculo
Durante muito tempo, empresas fora dos grandes centros operaram em desvantagem estrutural, com acesso mais caro e limitado a ferramentas de gestão.
Esse cenário mudou. Hoje, um comércio no interior do Espírito Santo pode usar o mesmo sistema que uma empresa da Grande Vitória, pagando valor proporcional ao seu porte e com o mesmo grau de conformidade legal.
A limitação deixou de ser de acesso e passou a ser de decisão. Para os negócios capixabas que atravessaram um ciclo de crescimento e hoje administram equipes maiores, organizar a área trabalhista é o que permite sustentar o que já foi conquistado e seguir crescendo com segurança.
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