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O desafio da qualificação profissional no agronegócio brasileiro
A nova edição da Revista Pensar Agro já está disponível nas versões em português e inglês. A publicação vem consolidando sua presença como uma das principais publicações especializadas do setor agropecuário brasileiro. Na edição anterior, a Pensar Agro alcançou a marca de 13.140 leitores distribuídos em 58 países, resultado que reforça sua crescente relevância junto a produtores, empresários, pesquisadores, investidores e formuladores de políticas públicas ligados ao agronegócio.
A nova edição da revista coloca em pauta um dos desafios mais críticos para as próximas décadas do agronegócio brasileiro: o capital humano. Em um setor que opera integrado aos mercados globais, sustentado por inteligência artificial, automação, infraestrutura complexa e tecnologia de ponta, a publicação defende que o próximo salto de competitividade do país dependerá, primordialmente, da capacidade de formar, atrair e valorizar os talentos responsáveis por integrar ciência, gestão e sustentabilidade. A matéria de capa transcende a análise técnica e presta uma homenagem à força de trabalho do setor, reconhecendo a importância vital de todos os profissionais que, nos bastidores, sustentam o êxito do agro.
Mais do que diagnosticar desafios, a reportagem propõe uma reflexão sobre o futuro. O Brasil reúne condições para ampliar sua liderança na produção global de alimentos, fibras e energia renovável, mas o sucesso dessa trajetória dependerá da valorização das pessoas que sustentam o funcionamento da cadeia produtiva, muitas vezes longe dos holofotes.
Na tradicional Coluna Mercado, o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, aprofunda a discussão ao abordar a crescente escassez de profissionais qualificados diante da rápida transformação tecnológica que vem remodelando todos os elos da cadeia produtiva. Segundo a análise, a modernização acelerada do setor exige uma revisão das estratégias de formação, capacitação e desenvolvimento de mão de obra especializada.
A nova edição também reúne contribuições de colunistas e especialistas que analisam tendências, riscos e oportunidades que já influenciam as decisões do agronegócio brasileiro. Com abordagens voltadas para inovação, mercado, sustentabilidade, gestão e cenário econômico, os articulistas oferecem uma visão ampla dos fatores que moldam o presente e o futuro do setor.
Ao ampliar seu alcance internacional e fortalecer o debate sobre temas estruturantes para o desenvolvimento do agronegócio, a Revista Pensar Agro reafirma sua proposta editorial de estimular análises qualificadas, independentes e alinhadas aos desafios de um dos segmentos mais relevantes da economia brasileira.
Você lê a versão em português clicando aqui.
You can read the English version by clicking here.
Fonte: Pensar Agro
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Mitos sobre crédito que travam quem está negativado
Mitos sobre crédito travam quem está negativado. Descubra o que é verdade e onde buscar empréstimo para negativado com segurança
Quem já ficou com o nome nos cadastros de proteção ao crédito sabe como a desinformação pesa tanto quanto a dívida em si.
Circulam histórias de que negativado não consegue nada, de que toda oferta é golpe, de que quitar uma dívida limpa o nome na hora. E cada uma dessas crenças pode fazer a pessoa desistir de soluções que, de fato, existem.
O problema não é só financeiro. É também a ansiedade de tomar uma decisão errada num momento de vulnerabilidade.
Por isso, este artigo desmonta os mitos mais comuns sobre crédito para quem está negativado e mostra como encontrar alternativas reais sem cair em armadilhas.
Por que tantas informações erradas circulam sobre crédito para negativados?
A desinformação nesse campo tem um terreno fértil: quem está negativado, em geral, está sob pressão financeira e emocional.
Nesse estado, qualquer notícia que pareça dar esperança ou confirmar um medo tende a ser compartilhada sem verificação. O resultado é um ciclo em que meias-verdades se misturam a golpes bem elaborados.
Parte do problema também vem da complexidade do próprio sistema. Regras de crédito, prazos legais e diferenças entre modalidades de empréstimo não são ensinados na escola e raramente chegam em linguagem clara.
Quando a informação é confusa ou escassa, o mito preenche o espaço. E o mito, quase sempre, trava.
Mito 1: quem está negativado nunca consegue empréstimo
Essa é talvez a crença mais difundida, e ela está errada. Existem modalidades de crédito que avaliam o perfil financeiro do solicitante de forma diferente, sem depender exclusivamente da consulta aos birôs de crédito.
O empréstimo consignado, por exemplo, é voltado para aposentados, pensionistas e trabalhadores com carteira assinada.
As parcelas são descontadas diretamente do salário ou do benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o que reduz o risco para a instituição. Por isso, essa modalidade aprova crédito mesmo para quem tem restrição no CPF.
Outra opção é a antecipação do saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), disponível para trabalhadores que optaram por essa modalidade.
O saldo do FGTS serve como garantia da operação, o que também torna a análise de crédito mais flexível. Ou seja: negativado consegue empréstimo, desde que conheça as opções certas.
Mito 2: toda oferta para negativado é golpe
Não é. Mas é verdade que o público negativado é um alvo preferido de fraudadores, exatamente porque está mais vulnerável e com urgência de solução. Por isso, saber diferenciar uma oferta legítima de um golpe é uma habilidade necessária.
Instituições regulamentadas pelo Banco Central do Brasil (BCB) são obrigadas a seguir regras claras. Uma delas é que nenhuma cobrança pode ser exigida antes da liberação do crédito.
Se alguém pedir um depósito, Pix ou boleto para “desbloquear” o empréstimo, é golpe, independentemente do argumento usado. O próprio BCB confirma que essa prática é ilegal.
Outros sinais de fraude incluem: propostas enviadas por WhatsApp sem que o solicitante tenha feito nenhum contato prévio, taxas de juros muito abaixo da média de mercado e promessa de aprovação garantida sem nenhuma análise.
Para verificar se uma instituição é regulamentada, basta consultar o site oficial do Banco Central e pesquisar pelo nome ou CNPJ da empresa.
Mito 3: quitar a dívida limpa o nome na hora
A quitação é o primeiro passo, mas não o último. Após o pagamento ser confirmado, a empresa credora tem até 5 dias úteis para solicitar a remoção do nome dos cadastros de inadimplência, como Serasa e SPC, conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e a Súmula 548 do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Esse prazo começa a contar somente após a confirmação do pagamento, não da data em que o boleto foi gerado. Pagamentos via Pix têm compensação imediata; os feitos por boleto bancário podem levar de um a três dias úteis para serem reconhecidos pelo sistema da credora.
Por isso, quem paga e não vê o nome limpo no dia seguinte não está diante de um problema, mas dentro do prazo legal.
Uma medida simples e importante: guarde o comprovante de quitação. Se o prazo de 5 dias úteis passar sem que o nome seja removido, esse documento é o que vai respaldar qualquer reclamação no Procon ou na própria plataforma do birô de crédito.
Como encontrar alternativas reais e seguras de crédito?
O ponto de partida é buscar instituições autorizadas pelo Banco Central e entender qual modalidade faz sentido para o seu perfil.
Aposentados e pensionistas do INSS têm acesso ao consignado, com parcelas descontadas diretamente do benefício. Trabalhadores CLT podem recorrer ao consignado privado ou à antecipação do FGTS. Cada modalidade tem condições específicas, e comparar antes de assinar faz toda a diferença.
Fintechs especializadas ampliaram bastante as opções disponíveis para quem tem restrição no CPF.
Hoje, plataformas como a meutudo oferecem empréstimo para negativado de forma 100% digital, com taxas claras e contratação sem burocracia, o que ajuda a evitar as armadilhas mais comuns do mercado. A análise leva em conta o perfil completo do solicitante, não apenas o histórico nos birôs.
Antes de contratar em qualquer plataforma, confirme que ela está listada no site do Banco Central, não aceite nenhum pagamento antecipado e leia as condições completas do contrato. Crédito seguro é crédito transparente: tudo no papel, sem pressão e sem cobranças antes da liberação.
Pontos para avaliar antes de assinar qualquer contrato
Independentemente da modalidade ou da instituição, alguns números precisam ser analisados com calma antes de qualquer assinatura:
- Taxa de juros: é o custo cobrado pelo empréstimo. Taxas muito acima da média para a modalidade escolhida merecem atenção
- CET (Custo Efetivo Total): inclui juros, tarifas, Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e outros encargos. É o número que representa o custo real do crédito
- Valor total a pagar: a soma de todas as parcelas. Compare com o valor que você vai receber para entender o peso real da operação
- Valor das parcelas: precisa caber no orçamento mensal sem comprometer contas básicas
- Condições de quitação antecipada: contratos que permitem quitar antes do prazo com desconto nos juros são sempre mais vantajosos
Por lei, toda instituição financeira regulamentada é obrigada a informar o CET antes da assinatura. Se esses dados não estiverem claros no contrato ou na simulação, desconfie.
Conhecer os mitos mais comuns sobre crédito para negativados é um passo importante para tomar decisões mais seguras.
As alternativas existem, as proteções legais estão no lugar e as ferramentas para verificar a legitimidade de uma oferta são acessíveis. O que falta, na maioria das vezes, é informação organizada e sem ruído.
Com os dados certos em mãos, a escolha fica mais clara. Pesquise, compare e avance com calma. Crédito bem contratado resolve, crédito mal escolhido complica. A diferença, agora, você já conhece.
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