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Meio Ambiente debate medidas para garantir balneabilidade de praias

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Foto: Paula Ferreira

Em reunião nesta terça-feira (24), a Comissão de Meio Ambiente recebeu os vereadores de Vitória Pedro Trés e Bruno Malias (ambos do PSB). Os convidados apresentaram pesquisa realizada de forma independente e que apontou a presença de coliformes fecais acima do permitido nas águas da praia da Curva da Jurema, na capital. As amostras foram coletadas no último 6 de fevereiro.

Fotos da reunião

Membro da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal, Malias disse que atuou no sentido de buscar uma solução para o problema. Segundo ele, as amostras analisadas em laboratório particular, a partir de coletas feitas em três pontos distintos da região, apontaram que há 40 vezes mais coliformes totais acima do aceitável. A concentração é maior na saída de uma manilha que desemboca na praia. Os laudos estão abertos para consulta pública.

Os resultados assustaram, conforme revelou o vereador, porque as placas de balneabilidade na Curva da Jurema apontam para local próprio para banho. “O que me assusta, realmente, é a balneabilidade permitida (…) é o ponto verde do ponto 12”. Os vereadores afirmaram que continuarão com a fiscalização independente, mesmo embora o processo seja custeado por eles mesmos.

Pedro Trés avaliou que o tema pode ser tratado de diversas formas, inclusive poderia ser enquadrado até como crime ambiental com o objetivo de buscar responsáveis. “Existem culpados, existem responsabilidades a serem apuradas no âmbito administrativo, no âmbito potencialmente criminal”, afirmou. Ele condenou o posicionamento da prefeitura, que afirmou não haver contaminação na água da praia.

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Os vereadores disseram que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) e a Secretaria de Meio Ambiente de Vitória estão entre os órgãos oficiados pelos laudos com os resultados das análises, assim como o Ministério Público Estadual. Os convidados pediram à Comissão de Meio Ambiente da Casa para que esse trabalho de fiscalização independente seja executado com regularidade.

De acordo com o deputado Gandini (PSD), a Prefeitura de Vitória foi convidada, mas não compareceu à reunião. O presidente do colegiado destacou que na capital, de acordo com dados da Cesan, hoje há 10 mil imóveis prontos para serem ligados à rede de esgoto. “Estão jogando 3,5 milhões de litros por dia de esgoto no nosso mar”. O parlamentar cobrou uma ação enérgica para resolver essa questão.

A deputada Iriny Lopes (PT) considerou que houve omissão dos órgãos de fiscalização de Estado, além de falta de transparência acerca do ocorrido. Ela lembrou que a aferição dessas informações é obrigação dessas instituições e precisa ser periódica para garantir a segurança aos banhistas. “É crime mesmo. Se é intencional é de uma gravidade. Se não é intencional, é por omissão”.

A parlamentar Camila Valadão (Psol) demonstrou preocupação com o processo que envolve a medição e divulgação da balneabilidade das praias do Espírito Santo. Essa tarefa foi assumida, em 2016, pelas administrações locais e, de acordo com ela, é um erro. Conforme dados informados pela socialista, 43% dos municípios capixabas não deram continuidade ao monitoramento anteriormente de responsabilidade do Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), não realizando, portanto, o estudo de balneabilidade.

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O assunto também foi repercutido pelo representante da Organização Não Governamental Juntos SOS ES Ambiental, Eraylton Moreschi. Na opinião de Moreschi, as prefeituras precisam dar respostas rápidas e atualizadas sobre a balneabilidade das praias a fim de garantir a saúde das pessoas e a reputação turística local. Ele explicou que o longo intervalo de coleta (semanal) e análise das águas pode sofrer interferências de eventos ambientais diversos, “criando um intervalo de risco e incerteza”.

Pó preto

Na apresentação de um extenso relatório elaborado pela ONG, Eraylton Moreschi também salientou a alta incidência do pó preto, sobretudo em Vitória, e a falta de ações do Estado, incluindo a ausência de esclarecimentos sobre o impacto da poeira sendimentável na saúde humana.

Para ele, os altos índices do pó preto nos últimos anos na Grande Vitória e Anchieta apontam para a falta de eficiência dos Termos de Compromisso Ambiental (TCAs) firmados com as siderúrgicas e mineradoras. “Os bilhões que foram gastos não trouxeram nenhuma melhora”, completou.

Entre outros temas, Moreschi também cobrou o Estado para a criação de mecanismos financeiros de apoio aos municípios para combater as mudanças climáticas e promover a melhoria dos serviços prestados pela Cesan ao capixaba no abastecimento de água e saneamento básico.

A reunião contou com a presença de representantes da Agência de Regulação de Serviços Públicos (Arsp) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Seama), além de cidadãos interessados no tema.

Fonte: POLÍTICA ES

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Seminário debate políticas públicas para segmento LGBTQIAPN+

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) realizou, nesta sexta-feira (3), no Plenário Dirceu Cardoso, o 2º Seminário LGBTQIAPN+Fobia. Com o tema “Não é só close, é luta”, o encontro reuniu representantes de movimentos sociais, conselhos, entidades e parlamentares para discutir o enfrentamento à discriminação, a ampliação de políticas públicas e os desafios enfrentados pela população LGBTQIAPN+.

Segundo a organização, o tema do seminário faz referência à defesa de direitos e ao fortalecimento da mobilização social, para além da visibilidade da comunidade.

A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, deputada Camila Valadão (Psol), destacou que a construção do seminário contou com a participação de lideranças históricas, conselhos e fóruns do movimento LGBTQIAPN+ no Espírito Santo. “Um verdadeiro movimento foi o seu processo de construção, reunindo lideranças históricas, conselhos, fóruns e movimentos do estado”, afirmou.

Durante sua fala, a parlamentar também defendeu a importância de ampliar os espaços de participação e debate sobre os direitos da população LGBTQIAPN+ no Parlamento.

“A oportunidade de receber e de promover este seminário é para que vocês se sintam à vontade. Esta Casa precisa e deve ser a Casa do povo, embora muito pouco represente vocês. Estou convicta de que a pauta do enfrentamento à LGBTQIAPN+fobia não é só de vocês, embora o protagonismo seja de vocês”, afirmou Camila.

Para a deputada, a Casa tem combatido a comunidade LGBT cotidianamente. Mas, segundo ela, não basta apenas se contrapor a esses discursos – o que ela chama de LGBTQIAPN+fobia institucionalizada. Para ela, é preciso ir além e este seminário, afirmou, é uma tentativa, embora insuficiente, mas é também para garantir o espaço de fala.

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Por sua vez, a vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, deputada estadual Iriny Lopes (PT), destacou que os direitos já conquistados têm que ter continuidade, “gratificantes as pequenas conquistas, mas elas existem, mas há tantas conquistas a serem realizadas porque as trevas estão querendo brigar com a luz”, alertou a deputada.

Conselhos e políticas públicas

Um dos destaques do seminário foi a celebração dos dez anos de criação do Conselho Estadual LGBT do Espírito Santo. Participantes também lembraram que atualmente existem 20 conselhos estaduais semelhantes em funcionamento no país, além de outros em fase de implantação.

Representando o Conselho Estadual LGBT, Kassandro Silva dos Santos afirmou que as políticas públicas voltadas à população LGBTQIAPN+ são resultado da mobilização social e defendeu o fortalecimento dos conselhos e a garantia de recursos para a área.

Para Kassandro Santos, a comunidade enfrenta todas as formas de discriminação que acentuam a desigualgade, e que os direitos humanos não são privilégios, mas garantias institucionais. Por isso é preciso garantir orçamento para as políticas públicas, fortalecer os conselhos e impedir qualquer retrocesso. “Enquanto existir desigualdade, existirá resistência”, garantiu.

Avanços e desafios

Representantes de fóruns e entidades também abordaram temas como a atuação do Poder Judiciário na garantia de direitos, o combate à desinformação, o envelhecimento da população LGBTQIAPN+, a necessidade de fortalecimento da participação social e os desafios para ampliar políticas públicas voltadas ao segmento.

O representante do Fórum Estadual LGBT Fábio Veiga afirmou que importantes conquistas da comunidade ocorreram por meio de decisões judiciais, como o reconhecimento da união homoafetiva e do direito à adoção por casais do mesmo sexo.

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“Há aqueles que tentam reduzir a população LGBTQIAPN+ pela sua aparência e que a comunidade é só festa e entretenimento. No entanto, não é só o close por close, é a luta pelos nossos direitos. As conquistas são graças às lutas e muitas vidas. É nesta Casa que nossa população, os nossos corpos são massacrados”, pontuou.

Já o professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e representante do Fórum Municipal LGBT de Vitória Alexsandro Rodrigues enfatizou a necessidade de motivação para ser militante no movimento social. Alexsandro Rodrigues destacou a importância da valorização da alegria e da esperança como elementos de fortalecimento dos movimentos sociais.

“Michel Foucault disse que não precisamos ser tristes para sermos militantes. Falarmos da importância da alegria enquanto condimento do existir. Como que a alegria incomoda demais a quem quer nos enfraquecer e entristecer. Um corpo, uma vida dissidente só se mantém em vida a partir da alegria. Precisamos pensar a alegria enquanto um direito”, defendeu Rodrigues.

A representante do Fórum Municipal LGBT da Serra, Layza Lima, apresentou ações desenvolvidas no município, como a implantação de um ambulatório para pessoas trans e programas de capacitação de servidores públicos.

Também participaram do seminário representantes do Instituto Brasileiro de Transmasculinidade (Ibrat-ES), do Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros (Fonatrans), além de parlamentares municipais da Serra e de Cariacica.

Fonte: POLÍTICA ES

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