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Governo libera R$ 277,26 milhões e amplia investimentos no Estado em 2018

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O Governo do Espírito Santo liberou nesta terça-feira (04) crédito suplementar de R$ 227,26 milhões e anunciou envio à Assembleia Legislativa de Projeto de Lei de Crédito Especial no valor de R$ 50 milhões para linha de crédito do Fundo de Desenvolvimento Econômico do Sul do Estado do Espírito Santo (Fundesul). Com esses recursos, investimentos previstos para este ano no Estado vão superar R$ 1,2 bilhão, sendo que R$ 800 milhões desse montante são do Caixa do Tesouro. 

“Hoje estamos anunciando a ampliação de investimentos em R$ 227 milhões com recursos próprios. Estamos saindo de um patamar onde investíamos R$ 1 bilhão para R$ 1,2 bilhão. Ao todo, serão R$ 800 milhões oriundos de recursos próprios e R$ 400 milhões em operações de crédito. O mais importante é que esses novos recursos, que são originários de renda de petróleo, deixam de ser usados no custeio e passam a ser aplicados em investimentos estruturantes para o Estado”, ponderou o governador Paulo Hartung.

Entre outras ações, os R$ 227,26 milhões serão aplicados na ampliação e na melhoria de creches e pré-escolas; na compra de equipamentos para a rede estadual de Saúde; em obras de rodovias e de infraestrutura urbana nos municípios; na compra de armas e viaturas policiais; no incentivo à inovação, ciência e tecnologia; e também no financiamento de projetos que vão gerar emprego e renda no Sul do Estado. 

 

Renda de petróleo e contas organizadas

Os dois créditos decorrem do excesso de arrecadação do Estado nas Participações Especiais de Petróleo, e também da organização das contas públicas, que permite ao Governo manter pagamentos em dia e usar todos os recursos anunciados nesta terça-feira, pelo governador Paulo Hartung, em despesas de capital. 

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O secretário de Estado de Economia e Planejamento, Regis Mattos Teixeira, explica que a arrecadação do Estado foi favorecida pela variação da taxa de câmbio, fator importante para determinação dos royalties e Participações Especiais.  Em agosto de 2017, quando o Orçamento de 2018 foi elaborado, o barril de petróleo do tipo brent, utilizado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) como referência para pagamento de royalties e Participações Especiais, tinha valor de US$ 50,56, enquanto que em agosto deste ano chegou a US$ 77,52.  A taxa de câmbio, que estava em R$ 3,16 por dólar, em agosto de 2017, chegou a R$ 4,13 por dólar no mesmo mês de 2018.

 

Projetos estruturantes

Seguindo o que havia definido desde o início da gestão, o Governo prioriza a utilização de recursos da renda de petróleo em investimentos e inversões financeiras, promovendo linhas de financiamento do Fundesul.

 “A totalidade dos créditos irá para despesas de Capital (ver tabela abaixo). “Todos os recursos serão destinados a projetos estruturantes, capazes de produzir desenvolvimento do Espírito Santo no curto, médio e longo prazos”, diz Regis Mattos. 

Em 2010, todo o recurso de royalties e Participações Especiais do Estado foi utilizado para investimento no Estado. Já no início da atual gestão, constatou-se que a maior parte dos recursos das rendas de petróleo estava comprometida com o custeio da máquina pública.  “Como esse recurso é finito, porque o petróleo uma hora vai acabar – e os royalties e participações especiais também -, é preciso que ele seja destinado para investimentos estruturantes”, explica o secretário da SEP. 

De forma gradual, à medida que a arrecadação do Estado vai se recuperando o Governo está aumentando a destinação da renda de petróleo para despesa de Capital. “Hoje, mais de 50% das rendas de petróleo já são destinados a investimentos”, diz o secretário. 

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Para onde vão os R$ 227,26 milhões:

 

Secretaria da Segurança Pública 

Valor: R$ 4.767.000,00

Principais ações: Compra de armas e de viaturas 

 

Secretaria de Transportes e Obras Públicas

Valor: R$ 30.000.000,00

Principais ações: Investimento em infraestrutura de transporte coletivo 

 

Departamento de Estradas de Rodagem (DER)

Valor: R$ 17.335.816,82

Principais ações: Manutenção de rodovias estaduais; construção de pontes; revestimento primário (Revsol) Santa Leopoldina – Santa Teresa 

 

Secretaria da Saúde

Valor: R$ 10.946.160,00

Principais ações: Compra de equipamentos para a rede de serviços da Saúde

 

Secretaria de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano

Valor: R$ 90.000.000,00

Principais ações: Pavimentação e drenagem de vias urbanas em parceria com municípios

 

Secretaria da Educação

Valor: R$ 20.000.000,00

Principais ações: Transferência a municípios para investimentos em creches e pré-escola (Pacto pela Aprendizagem)

 

Secretaria da Agricultura

Valor: R$ 32.705.452,79

Principais ações: Construção de pontes; máquinas agrícolas; calçamento rural; Programa Energia Produtiva

 

Fundo Estadual de Ciência e Tecnologia (Funcitec)

Valor: R$ 16.800.000,00

Principais ações: Recursos para inovação produtiva visando a desenvolver mercados, produtos e processos

 

Secretaria da Justiça

Valor: R$ 4.200.000,00

Principais ações: Compra de viaturas operacionais 

 

Secretaria de Desenvolvimento

Valor: R$ 510.049,39

Principais ações: Implantação de infraestrutura de esgotamento sanitário no Micropolo Industrial de Piúma

 

Fundo de Desenvolvimento Econômico do Sul do Estado do Espírito Santo (Fundesul)

 

Valor: R$ 50.000.000,00

Ação: Projeto de Lei de Crédito Especial para linha de crédito do Fundo de Desenvolvimento Econômico do Sul do Estado do Espírito Santo (Fundesul).

Assessoria/Secom-ES

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

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O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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