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Governo do Estado antecipa pagamentos de abono e salário de servidores

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O Governo do Estado anunciou nesta quarta-feira (21) a antecipação dos pagamentos do abono natalino de R$ 1,5 mil e do salário referente a dezembro aos mais de 90 mil servidores do Executivo Estadual, entre ativos e inativos. O abono será pago em 07 de dezembro e o salário depositado no dia 21 desse mesmo mês.

A informação foi divulgada em entrevista coletiva concedida pelos secretários de Estado de Economia e Planejamento (SEP), Regis Mattos Teixeira, e de Gestão e Recursos Humanos (Seger), Dayse Lemos. “Estou feliz por estarmos anunciando com bastante antecedência a data de pagamento de dezembro. Dessa forma, os servidores terão tempo de sobra para se organizarem e fazerem suas compras de Natal. A folha será de aproximadamente R$ 530 milhões e esse valor com certeza contribuirá para a movimentação do comércio capixaba”, disse a secretária.

O secretário Regis Mattos ressaltou o fato de o Governo do Espírito Santo ser o único Estado com nota A do Tesouro Nacional e lembrou que deixará para a próxima gestão R$ 300 milhões livres em caixa. Em relação à antecipação dos pagamentos de abono e salário em dezembro, explicou que é possível pela organização financeira do Estado.

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Na coletiva, os secretários informaram também sobre um termo de autocomposição  entre Governo, Sindiupes, Sindisaúde e Sindifiscal, sindicatos que representam, respectivamente, servidores da Educação; da Saúde; de tributação, arrecadação e fiscalização do Estado. A homologação judicial do acordo, no valor de R$ 50.984.588,52, beneficiará cerca de 14 mil pessoas das três categorias, e diz respeito a reclamações envolvendo recolhimento de contribuições previdenciárias  indevidas e a encargos de empréstimo rotativo, entre os anos 1998 e 1999, e 1998 e 2003.

Projeto de Lei

Para viabilizar o pagamento mensal de dezembro aos servidores ativos e inativos, e também o valor definido no acordo judicial com os três sindicatos, o Governo enviará no dia 03 de dezembro, à Assembleia Legislativa, Projeto de Lei visando à abertura de crédito suplementar. O secretário Regis Mattos diz que o valor exato desse crédito será definido no final deste mês, após o fechamento da folha de novembro.

Para pagamento das despesas de pessoal, em dezembro, e o valor decorrente da decisão judicial envolvendo os três sindicatos, Regis Mattos explica que será feita a alocação de recursos no Caixa do Governo para ajustar as dotações orçamentárias no encerramento do exercício. “São recursos disponíveis no Caixa, decorrentes da arrecadação do Estado em 2018”, diz o secretário da SEP.

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Assessoria/Secom-ES

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

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O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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