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Finanças avalia impactos da ampliação da isenção de ICMS para elétricos

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Comissão de Finanças se reuniu nesta segunda (22) no Plenáro Dirceu Cardoso / Foto: Nicole Contão

A Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa (Ales) repercutiu, nesta segunda-feira (22), a recente decisão do governo do Estado de isentar taxistas e motoristas de aplicativos do pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na aquisição de veículos elétricos ou híbridos.

Fotos da reunião

O tema foi puxado pelo presidente do colegiado, deputado Mazinho dos Anjos (MDB), que salientou o alcance social da medida, que beneficia cerca de 60 mil profissionais. “São cerca de 7 mil taxistas e mais de 50 mil motoristas trabalhando por aplicativos e que poderão trocar seus veículos com uma redução de 12% no preço”, disse o deputado.

O presidente do colegiado ressaltou que o Espírito Santo foi o primeiro Estado da federação a tomar esse tipo de medida. “Isso contribui também para a sustentabilidade e o meio ambiente, porque emitem muito menos poluentes do que os carros a combustão”, acrescentou. “Isso teve a participação importante da Assembleia, que aprovou a lei neste sentido, agora regulamentada por decreto”.

O deputado Denninho Silva (União) apoiou o pronunciamento de Mazinho, observando a coesão do governador Ricardo Ferraço (MDB) com as medidas já adotadas pelo seu antecessor, Renato Casagrande (PSB).

Participando de forma on-line, o deputado Delegado Danilo Bahiense (PL) comentou que é uma conquista grande para os profissionais do volante. “É uma demanda antiga e o governador faz justiça com as categorias”, disse Danilo.

Alexandre Xambinho (Podemos) disse que, além de sair na frente na questão do benefício aos taxistas e motoristas de aplicativos, o Espírito Santo é referência em uso de energia renovável. “Além de ser estado porta-aberta para a entrada de veículos elétricos no país, vamos receber uma montadora de veículos elétricos, a GWM, o que vem ao encontro do momento vivido pelo Estado”, disse.

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Deliberações

Na fase das deliberações, os deputados aprovaram o envio de ofício ao Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCE-ES) para que elabore um programa especial de fiscalização e orientação aos consórcios intermunicipais na aplicação da Lei 14.133, a chamada Nova Lei das Licitações.

“Queremos que o Tribunal diagnostique riscos, vulnerabilidades administrativas e eventuais irregularidades, com foco prioritário em duas frentes: primeiro, as adesões irregulares, as chamadas caronas, feitas sem o devido planejamento, às atas de registro de preços. E , segundo, o superdimensionamento do objeto, ou seja, a previsão de quantidade de bens e serviços muito acima das reais necessidades dos municípios, o que abre brecha para fraudes e direcionamentos”, esclareceu Mazinho.

A comissão recebeu 30 novas proposições, que começaram a tramitar com a designação de relatores pela Presidência, a fim de serem avaliadas nas próximas reuniões.

Com poucos projetos na pauta de votação, em função da limpeza da agenda na sessão anterior, cinco das nove propostas em pauta foram apreciadas, sendo uma rejeitada por inconstitucionalidade e quatro aprovadas. Dentre elas, o PL que estabelece multa administrativa para indivíduos que utilizem qualquer tipo de arma como instrumento de infrações penais no âmbito do Estado do Espírito Santo.

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Na fase das comunicações, Mazinho anunciou a realização de audiência pública, no dia 13 de julho, às 13h30, para prestação de contas do secretário de Estado da Fazenda, Benicio Suzana Costa, referente ao primeiro quadrimestre de 2026.

Projetos avaliados

  • Projeto de Lei 246/2024. Autor: Ex-deputado Lucas Scaramussa. Ementa: Dispõe sobre o programa estadual de polos gastronômicos de revitalização econômica local e dá outras providências. APROVADO.
  • Projeto de Lei 518/2023. Autor: Deputado Alcântaro Filho. Ementa: Dispõe sobre o “Programa Oportunidade Jovem”, no âmbito do Estado do Espírito Santo. REJEITADO POR INCONSTITUCIONALIDADE.
  • Projeto de Lei 389/2024. Autor: Deputado Sergio Meneguelli. Ementa: Institui a Política Estadual de Incentivo ao Voluntariado e dá outras providências. APROVADO.
  • Projeto de Lei 225/2024. Autor: Tyago Hoffmann. Ementa: Estabelece sanção pecuniária administrativa para indivíduos que utilizem qualquer tipo de arma como instrumento de infrações penais, no âmbito do Estado do Espírito Santo. APROVADO.
  • Projeto de Lei 191/2025. Autor: Dr. Bruno Resende. Ementa: Acrescenta item ao Anexo I da Lei nº 10.974 de 14 de janeiro de 2019, conferindo ao Município de Vila Velha o Título de Capital Estadual da Canoagem Havaiana.

Fonte: POLÍTICA ES

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Novos projetos criam e ampliam rotas turísticas capixabas

Oito novos projetos de lei (PLs) apresentados por deputados foram lidos na sessão ordinária desta segunda-feira (22) e começaram a tramitar na Assembleia Legislativa (Ales). Dentre as matérias, três versam sobre criação de rotas e circuitos turísticos no estado.

Fotos da sessão

O PL 401/2026, da deputada Janete de Sá (PSB), traz a proposta do Circuito dos Sabores do Caparaó. Conforme a ementa, o trajeto “integra empreendimentos gastronômicos, cafeterias, cervejarias artesanais, produtores de cafés especiais e estabelecimentos de turismo de experiência localizados na região do Caparaó Capixaba”.

Janete apresentou ainda o PL 400/2026 que reconhece a Rota das Cachoeiras do Caparaó, interligando pontos dos municípios de Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto, Guaçuí, Ibitirama, Iúna, Irupi e Muniz Freire.

Quem também trouxe nova proposta pelo fortalecimento do turismo capixaba foi o deputado Mazinho dos Anjos (MDB), com o PL 404 incluindo municípios na Rota do Café Conilon, recentemente reconhecida em lei.

Atualmente a rota conta com os municípios de Jaguaré, Vila Valério, São Gabriel da Palha, São Domingos do Norte, Governador Lindenberg, Rio Bananal, Linhares e Sooretama. A proposta agora inclui os municípios de Pancas, Marilândia, Vila Pavão, Águia Branca, Barra de São Francisco, Água Doce do Norte, Nova Venécia, Colatina, Alto Rio Novo e Mantenópolis.

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Esporte e cultura

O deputado Dr. Bruno Resende (União) protocolou dois novos projetos. O PL 405/2026 declara o Hino da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Liceu Muniz Freire, sediada no município de Cachoeiro de Itapemirim, como de relevante interesse cultural.

Já o PL 396/2026 estabelece no ES a vedação da participação de crianças e adolescentes menores de 18 anos em atividades esportivas e eventos de risco. A iniciativa leva em consideração a recente fatalidade no interior de São Paulo com a morte de uma jovem de 21 anos lançada sem equipamentos de segurança de uma ponte com 40 metros de altura.

A matéria proíbe menores em atividades que exponham o participante a risco relevante de morte ou de lesão grave.

Utilidade pública

Os deputados Marcos Madureira (Podemos) e Raquel Lessa (PP) apresentaram matérias que declaram a utilidade pública de três associações capixabas. Com o PL 398, Madureira busca o reconhecimento para a Associação Xapuri-ES, de Guarapari. Já no PL 403/2026 o mesmo parlamentar apresenta a possibilidade para a Associação de Pequenos Produtores Rurais de Lajinha do Oito, que fica em Colatina.

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Com o PL 402/2026, Raquel Lessa busca a declaração de utilidade pública da Associação de Produtores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Nossa Senhora da Saúde, localizada em São Roque do Canaã.

Urgências aprovadas

Durante o expediente da sessão foram aprovados dois pedidos de tramitação em regime de urgência. Com isso, já poderão entrar direto na pauta de votações da próxima sessão o PL 399/2026 e o Projeto de Lei Complementar (PLC) 24/2026.

O PL 399 autoriza o Poder Executivo a alienar, mediante doação, áreas de zona industrial localizadas no Município de Aracruz-ES. Durante a votação do requerimento da urgência, o presidente da Ales, deputado Marcelo Santos (União), destacou a importância da medida para garantir a instalação de uma montadora de veículos que deverá evoluir para importante complexo industrial na área.

Já o PLC 24/2026 traz nova unidade fazendária estadual para dar suporte técnico e coordenar a atuação das assessorias da Reforma Tributária necessárias no âmbito da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).

Fonte: POLÍTICA ES

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