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Festival da Colheita celebra resultados do Arranjos Produtivos
A força do campo, os sabores da agricultura familiar e a valorização das tradições rurais marcaram o primeiro dia do Festival da Colheita, realizado nesta sexta-feira (19), na Praça Domingos Martins, em Itapemirim.
Com a participação de 60 expositores da agricultura familiar, artesanato e gastronomia, o festival celebra os resultados do projeto Arranjos Produtivos, uma iniciativa da Assembleia Legislativa (Ales) desenvolvida em parceria com agricultores familiares da região.
De acordo com a secretária da Casa dos Municípios, Joelma Costalonga, o próprio nome do evento traduz sua essência. “O Festival da Colheita é a celebração do agricultor e da agricultora, um momento especial para comemorar os frutos do trabalho realizado ao longo do ano”, destacou.
Segundo Joelma, o principal objetivo é valorizar o homem e a mulher do campo, protagonistas dessa grande festa. “Eles estão muito felizes em apresentar tudo o que produzem e oferecem à população. É uma oportunidade para que as pessoas conheçam de perto o trabalho desenvolvido pelo Arranjos Produtivos e entendam como essas iniciativas contribuem para melhorar a qualidade de vida e fortalecer a renda das famílias rurais”, afirmou.
Entre os expositores e exemplo de inovação no campo está o produtor rural Rogério Paresqui, que cultiva tilápias e hortaliças por meio do sistema de aquaponia. Neste festival, dez famílias de Itapemirim foram contempladas com kits para implantação da tecnologia em suas propriedades.
“Muitas pessoas ainda associam o cultivo apenas ao plantio direto no solo, mas a aquaponia mostra que é possível produzir em bancadas, integrando a criação de peixes ao cultivo de hortaliças em um único sistema. Os nutrientes gerados pelos peixes são aproveitados pelas plantas, tornando a produção mais eficiente e sustentável”, explicou.
Na região, o projeto Arranjos Produtivos incentiva a diversificação agrícola com culturas como acerola, uva, aroeira, maracujá, café, cacau, citrus, mandioca, pupunha e banana.
O presidente da Assembleia Legislativa (Ales), deputado Marcelo Santos (União), destacou a abrangência da iniciativa. “O programa está presente em 36 municípios capixabas, promovendo capacitação, diversificação da produção, preservação ambiental, acesso ao crédito de carbono e regularização de agroindústrias”.
Marcelo Santos ressaltou ainda que “a agricultura familiar responde por 75% da produção agrícola do Espírito Santo” e que o programa tem contribuído para ampliar o conhecimento técnico e fortalecer a atividade no campo.
Já o governador Ricardo Ferraço (MDB) enfatizou a importância do apoio à agricultura familiar. “O que vemos aqui é uma agricultura diversificada, com tecnologia, integração, produtos de qualidade e princípios de sustentabilidade, além de uma forte preocupação social”, afirmou.
Programação
O primeiro dia do evento reuniu capacitação e entretenimento. Os participantes acompanharam um minicurso promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-ES), com demonstrações de receitas à base de abacaxi. O público também desfrutou de música ao vivo e pôde acompanhar, em um telão, a transmissão do jogo do Brasil.
A programação do Festival da Colheita continua neste sábado (20), das 6 às 23 horas. Um dos destaques é a 1ª Corrida do Festival da Colheita, com 400 participantes inscritos e trajeto de 5 quilômetros.
Confira a programação de sábado (20)
6 horas – Corrida do Festival da Colheita
7h30 – Recepção dos corredores
8 às 12h – Minicursos de culinária com abacaxi – Kelly Cristina Feitosa (Senar)
9 horas – Culto ecumênico em ação de graças pela colheita do projeto Arranjos Produtivos
10 horas – Abertura dos estandes
11h30 – Apresentação de voz e violão de Daniel Lial
13 às 17h – Minicursos de culinária com café – Kelly Cristina Feitosa (Senar)
14 horas – Apresentação de moda de viola de Ni e Guinho
19h30 – Aula-show com Tilápia – Chef Ariosto
21 horas – Show com Garotos Tradição
23 horas – Encerramento
Fonte: POLÍTICA ES
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Seminário debate políticas públicas para segmento LGBTQIAPN+
A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) realizou, nesta sexta-feira (3), no Plenário Dirceu Cardoso, o 2º Seminário LGBTQIAPN+Fobia. Com o tema “Não é só close, é luta”, o encontro reuniu representantes de movimentos sociais, conselhos, entidades e parlamentares para discutir o enfrentamento à discriminação, a ampliação de políticas públicas e os desafios enfrentados pela população LGBTQIAPN+.
Segundo a organização, o tema do seminário faz referência à defesa de direitos e ao fortalecimento da mobilização social, para além da visibilidade da comunidade.
A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, deputada Camila Valadão (Psol), destacou que a construção do seminário contou com a participação de lideranças históricas, conselhos e fóruns do movimento LGBTQIAPN+ no Espírito Santo. “Um verdadeiro movimento foi o seu processo de construção, reunindo lideranças históricas, conselhos, fóruns e movimentos do estado”, afirmou.
Durante sua fala, a parlamentar também defendeu a importância de ampliar os espaços de participação e debate sobre os direitos da população LGBTQIAPN+ no Parlamento.
“A oportunidade de receber e de promover este seminário é para que vocês se sintam à vontade. Esta Casa precisa e deve ser a Casa do povo, embora muito pouco represente vocês. Estou convicta de que a pauta do enfrentamento à LGBTQIAPN+fobia não é só de vocês, embora o protagonismo seja de vocês”, afirmou Camila.
Para a deputada, a Casa tem combatido a comunidade LGBT cotidianamente. Mas, segundo ela, não basta apenas se contrapor a esses discursos – o que ela chama de LGBTQIAPN+fobia institucionalizada. Para ela, é preciso ir além e este seminário, afirmou, é uma tentativa, embora insuficiente, mas é também para garantir o espaço de fala.
Por sua vez, a vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, deputada estadual Iriny Lopes (PT), destacou que os direitos já conquistados têm que ter continuidade, “gratificantes as pequenas conquistas, mas elas existem, mas há tantas conquistas a serem realizadas porque as trevas estão querendo brigar com a luz”, alertou a deputada.
Conselhos e políticas públicas
Um dos destaques do seminário foi a celebração dos dez anos de criação do Conselho Estadual LGBT do Espírito Santo. Participantes também lembraram que atualmente existem 20 conselhos estaduais semelhantes em funcionamento no país, além de outros em fase de implantação.
Representando o Conselho Estadual LGBT, Kassandro Silva dos Santos afirmou que as políticas públicas voltadas à população LGBTQIAPN+ são resultado da mobilização social e defendeu o fortalecimento dos conselhos e a garantia de recursos para a área.
Para Kassandro Santos, a comunidade enfrenta todas as formas de discriminação que acentuam a desigualgade, e que os direitos humanos não são privilégios, mas garantias institucionais. Por isso é preciso garantir orçamento para as políticas públicas, fortalecer os conselhos e impedir qualquer retrocesso. “Enquanto existir desigualdade, existirá resistência”, garantiu.
Avanços e desafios
Representantes de fóruns e entidades também abordaram temas como a atuação do Poder Judiciário na garantia de direitos, o combate à desinformação, o envelhecimento da população LGBTQIAPN+, a necessidade de fortalecimento da participação social e os desafios para ampliar políticas públicas voltadas ao segmento.
O representante do Fórum Estadual LGBT Fábio Veiga afirmou que importantes conquistas da comunidade ocorreram por meio de decisões judiciais, como o reconhecimento da união homoafetiva e do direito à adoção por casais do mesmo sexo.
“Há aqueles que tentam reduzir a população LGBTQIAPN+ pela sua aparência e que a comunidade é só festa e entretenimento. No entanto, não é só o close por close, é a luta pelos nossos direitos. As conquistas são graças às lutas e muitas vidas. É nesta Casa que nossa população, os nossos corpos são massacrados”, pontuou.
Já o professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e representante do Fórum Municipal LGBT de Vitória Alexsandro Rodrigues enfatizou a necessidade de motivação para ser militante no movimento social. Alexsandro Rodrigues destacou a importância da valorização da alegria e da esperança como elementos de fortalecimento dos movimentos sociais.
“Michel Foucault disse que não precisamos ser tristes para sermos militantes. Falarmos da importância da alegria enquanto condimento do existir. Como que a alegria incomoda demais a quem quer nos enfraquecer e entristecer. Um corpo, uma vida dissidente só se mantém em vida a partir da alegria. Precisamos pensar a alegria enquanto um direito”, defendeu Rodrigues.
A representante do Fórum Municipal LGBT da Serra, Layza Lima, apresentou ações desenvolvidas no município, como a implantação de um ambulatório para pessoas trans e programas de capacitação de servidores públicos.
Também participaram do seminário representantes do Instituto Brasileiro de Transmasculinidade (Ibrat-ES), do Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros (Fonatrans), além de parlamentares municipais da Serra e de Cariacica.
Fonte: POLÍTICA ES
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