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Estudantes capixabas viram filme

Filme “Adeus, verão!” estreia em mostra internacional com história inspirada em jovens secundaristas do ES

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Foto: Felipe Amarelo

A rotina dos estudantes secundaristas de Vitória é inspiração para o filme “Adeus, verão!”, que acaba de ser selecionado para a 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Com uma abordagem voltada para o público jovem e imagens que retratam Vitória no final do verão de 2017, a obra vai estrear em um dos principais eventos de cinema da América Latina e será exibida a partir de 17 de outubro (próximo sábado).

Baseado em histórias freais

O roteirista e diretor Diego de Jesus conta como vivências reais trouxeram verdade para seu filme e do desafio de fazer cinema para o público jovem. “Estamos muito felizes com a estreia em um dos maiores festivais do Mundo. Para construir o roteiro, fizemos uma pesquisa intensa entrevistando jovens que participaram do movimento secundarista. Sinto que ainda faltam obras no cinema brasileiro que dialoguem de verdade com as novas gerações sem soar piegas ou ultrapassado”, disse.

O filme

Com referências que misturam cultura pop, rap e o universo da internet, o filme conta a história de Kênia(Danyelli Garajau), uma estudante que enfrenta os dilemas do fim da adolescência. Após passar por frustações, a personagem constrói uma bomba alimentada por ondas sonoras que planeja armar em Brasília.

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O elenco de “Adeus, verão!” conta ainda com Bárbara Colen (Bacurau), interpretando uma professora de ensino médio, com Santz dando vida ao youtuber Yuri e com Rejane Faria (Marte Um). O filme é uma produção da Ventania com recursos do Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo, Secult/ES, BRDE, FSA e Ancine.

SERVIÇO:

Lançamento do filme “Adeus, Verrão!” na 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

 

17/10/26 – 19:00 – (Sábado)

Cinesystem Belas Artes Frei Caneca – sala 2

Shopping Frei Caneca – Piso 3

Rua Frei Caneca, 569, Consolação, São Paulo – SP

 

18/10/26 – 17:15 – (Domingo)

Reserva Cultural – sala 2

Av. Paulista, 900 – Bela Vista, São Paulo – SP, 01311-000

 

29/10/26 – 14:00 – (Quinta)

Cine Tutu

R. Girassol, 555 – Vila Madalena, São Paulo – SP, 05433-001

 

Foto: Felipe Amarelo

Foto: Felipe Amarelo

Foto: Felipe Amarelo

 

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Interpretação é a base da prova de Linguagens do Enem; veja dicas

Saber interpretar textos é tão importante quanto conhecer os conteúdos na prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, que faz parte do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para 8 de novembro. 

Uma das formas de se preparar é resolver questões de edições anteriores, prestando atenção nos comandos e nos contextos que envolvem os assuntos. O professor Eduardo Calbucci explica que as habilidades avaliadas em Linguagens seguem um histórico consolidado.

“O Enem tem uma matriz de referência que é a mesma desde 2009. Então, a prova tem um grau de previsibilidade bastante grande”.

“A primeira orientação que a gente dá aos alunos é estudar provas anteriores. As habilidades que estão sendo exigidas pelo Enem são as mesmas há 16, 17 anos.”

O professor Eli Carlos Guimarães define que a espinha dorsal da prova é a leitura e a interpretação de texto.

“Todo ano, mais de um terço das questões exige análise de gêneros textuais, como charge, artigo de opinião, resenha, canções, postagens digitais, além de variação linguística e funções da linguagem. O texto muda, mas a habilidade cobrada é totalmente previsível”.

Como lidar com os textos durante a prova

Para o estudante Pedro Augusto Rocha Rodrigues, de 18 anos, o grande volume de leitura nas questões é um dos desafios da avaliação.

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“Como sempre, o Enem tem muito texto, uma coisa muito bruta para ser processada, digerida. Se você não entende o comando, não tem como você resolver a questão de uma forma adequada”.

O professor Eli concorda com o Pedro e detalha que a melhor estratégia para a prova é ler primeiro o comando da questão, que fica abaixo do texto.

“Sabendo exatamente o que a banca está pedindo, você vai para o texto com um olhar focado na informação correta. Dessa forma, você economiza tempo e evita releituras desnecessárias.”

Na reta final, o professor recomenda revisar funções da linguagem, variação linguística e coesão textual, com foco em conectores, como “contudo”, “portanto” e “embora”, entendendo como as palavras se articulam para construir o sentido do texto.

O que cai em Literatura?

O mais importante é compreender as relações entre o contexto histórico, as ideias de uma época e as características das obras literárias, os temas. O professor exemplifica que o contexto do modernismo brasileiro e da Semana da Arte Moderna de 22 ajuda a entender a busca por novas formas de expressão que marcaram a época.

Entre os conteúdos e autores que merecem revisão, Eli destaca:

“Modernismo, principalmente a primeira e segunda fases, com Drummond, Graciliano Ramos, Cecília Meirelles, o realismo de Machado de Assis e o romantismo. Também ficar atento à literatura contemporânea, porque ela dá voz a pautas sociais, como as obras de Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus e a literatura indígena”.

Língua estrangeira

No Inglês, é preciso ir além da leitura tradicional de textos, como explica o professor Tiago Gentil.

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“O Enem tende a empregar não somente textos e interpretação, mas a relação entre imagens, diagramas, situações do dia a dia e documentos. Não é se ater somente ao vocabulário, à gramática, mas se atentar a contextos, à mensagem global do que está sendo dito”.

Segundo Gentil, poemas em Inglês têm aparecido nas edições mais recentes do exame.

Em Espanhol, um dos cuidados é com os falsos cognatos: palavras parecidas nos dois idiomas, mas com significados diferentes. Esse é o alerta do professor Júlio Manuel Sanchez Tello.

“Por exemplo: para nós, falantes da língua espanhola, algo esquisito é algo requintado, é algo saboroso, é algo delicioso. Não o esquisito de raro, de raridade e rareza como seria na língua portuguesa”.

O professor comenta que a estrutura da prova de Espanhol costuma incluir dois ou três textos em espanhol e cinco questões em português, fundamentalmente para interpretação.

“Gramática pura aparece pouquíssimo. Sinônimos e antônimos aparecem dentro do contexto do próprio texto. A sintaxe é raríssima.”

*Com produção de Salete Sobreira e sonoplastia de Jailton Sodré, da Rádio Nacional em Brasília.

Fonte: Agência Brasil

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