conecte-se conosco


Geral - ES1.com.br

Centro de Barra de São Francisco ganha novo conjunto de sinais luminosos

Publicado em

camera_enhance O projeto foi elaborado no início do ano passado. (Crédito: divulgação)

A avenida Jones dos Santos Neves ganhou esta semana o seu terceiro conjunto semafórico. Os novos sinais luminosos, que ficam na esquina com a rua Gumercindo Farias, devem começar a funcionar nesta terça-feira, 30. O local, depois que tiveram início as mudanças no trânsito de Barra de São Francisco, dentro do projeto de reorganização que está sendo tocado pelo Detran-ES, em parceria com o Departamento de Trânsito (DT) da prefeitura, tornou-se muito movimentado.

A rua Gumercindo Farias, agora, tornou-se a principal via de acesso ao centro de Barra de São Francisco, para quem vem de Mantena, pois ela evita que os motoristas desejam ir para Colatina ou mesmo acessar o centro, tenham que contornar todo o morro do bairro Cruzeiro.

A cidade teve seu primeiro conjunto semafórico instalado há cerca de 20 anos, na confluência da avenida Prefeito Manoel Vilá com a praça Senador Atílio Vivácqua, em frente à prefeitura.

leia também:  Farm Show MT encerra edição histórica em Primavera do Leste

Posteriormente foram instalados semáforos nas confluências da rua Eliseu Divino com a avenida Jones dos Santos Neves e também no encontro desta avenida com a rua vereadora Alacy Costa. Ambas as vias servem de acesso ou chegada de Minas Gerais. A rua vereador Alacy Costa funciona em mão única, no sentido Barra de São Francisco a Mantena e a Eliseu Divino também funciona em mão única no sentido Bambé ao centro da cidade.  

O gerente do Departamento de Trânsito da prefeitura, Adilson Melo, assinala que algumas mudanças já foram feitas pela Sinales, empresa contratada pelo Detran para fazer a sinalização horizontal e vertical dos logradouros, como a instalação de placas de contramão na subida da rua Gumercindo Farias, para quem vem da rua Tito Valdemar Vieira, no Bambé e, agora, veio a sinalização luminosa.

O projeto foi elaborado no início do ano passado e a empresa Sinalização Espírito Santo (Sinales), que presta serviços ao Detran, começou esta semana a primeira fase de implantação que prevê mudanças de mão, nova sinalização horizontal, vertical e dispositivos auxiliares nas ruas de Barra de São Francisco.

leia também:  Faep pede revisão de regras de crédito para afetados por eventos climáticos

 

Editora Hoje

Geral - ES1.com.br

Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

leia também:  Estado receberá R$ 10 bilhões de investimentos em petróleo e gás

Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

leia também:  Obras de pavimentação em comunidades rurais são entregues pela Prefeitura de Governador Lindenberg

Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

Visualizar

MAIS LIDAS DA SEMANA

error: Conteúdo protegido!!