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Casagrande recebe Comando Unificado da Crise sobre óleo que atinge litoral brasileiro
O governador Renato Casagrande recebeu, na manhã deste domingo (10), em seu Gabinete no Palácio Anchieta, em Vitória, os gestores federais, estaduais e municipais que participam do combate aos fragmentos de óleo descobertos no litoral do Espírito Santo. O chefe do Executivo Estadual também homenageou as empresas que doaram equipamentos de proteção individual (EPIs) e materiais para a operação de limpeza das praias, além da contenção para evitar o comprometimento de manguezais e estuários.
Durante a reunião de alinhamento, os membros do Comitê de Preparação da Crise avaliaram que o Espírito Santo está preparado para combater o óleo que começou a aparecer em pequenos fragmentos nas praias do litoral norte capixaba. O Comitê se reuniu pela primeira vez no dia 14 de outubro, quando já foi dado o primeiro passo na gestão da crise com a construção de um Plano de Ação que pudesse nortear as tomadas de decisão desde o planejamento até a execução operacional das pessoas que iriam a campo combater o óleo que se aproximava.
O governador Casagrande conheceu os atores que desenharam o Plano de Ação e parabenizou a proatividade dos órgãos que compõem o Comitê por acreditar que planejamento e ações assertivas são fundamentais para resolutividade numa crise ambiental desta proporção e que tem impactos imensuráveis e sérios à natureza e às pessoas. Ele ponderou ainda sobre o cuidado em preservar as comunidades locais e o turismo nestas regiões.
“Nos preparamos para diminuir o impacto [da crise]. O óleo já chegou de forma mais amena do que no Nordeste. Estamos há um mês nos preparando. Estamos atuando retirando o óleo do mar, atuando de forma planejada, as pessoas estão equipadas e isso tudo isso contribui. Esperamos que não afete o turismo e que o meio ambiente seja agredido o mínimo possível . Nossa primeira preocupação é com o meio ambiente, pois ainda não sabemos da dimensão, da gravidade. Estamos tirando o óleo que fica na superfície, mas não sabemos o impacto no fundo. Nossa preocupação é o estuário, a foz dos rios, os manguezais. Em segundo lugar queremos trazer segurança aos turistas e moradores”, afirmou o governador.
Na última sexta-feira (08) foi confirmada a presença de vestígios de óleo na praia de Guriri, em São Mateus. A Marinha do Brasil, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informaram, em nota, que o resíduo encontrado é o mesmo que vem poluindo as praias do Nordeste. No entanto, todo o material já foi recolhido e as praias estão limpas e liberadas para banho, sem nenhuma confirmação de reaparecimento de óleo.
O secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Fabricio Machado, apresentou o panorama cronológico das ações do Comitê e salientou que o empenho dos órgãos envolvidos na etapa de preparação foi o que determinou o sucesso do trabalho. A estratégia de se antecipar ao problema, de acordo com ele, teria feito toda a diferença, o que acabou não sendo feito por outros estados atingidos pelo óleo.
“Nos antecipamos para não errar. Foram 27 dias desde a primeira reunião do Comitê, unindo vários órgãos federais, estaduais, municipais, a universidades federal, técnicos e até a iniciativa privada para consolidar um Plano de Ação e também uma força tarefa em prol do meio ambiente. Todos estavam com o mesmo propósito: proteger nossas praias, manguezais e estuários. Sabemos que o óleo é imprevisível e desconhecido, mas nosso litoral está sendo monitorado, permanentemente, para que o impacto ambiental seja mínimo”, afirmou Fabricio Machado.
Ao longo das semanas de preparação, foram capacitados multiplicadores municipais nas 14 cidades costeiras do Espírito Santo. De Conceição da Barra, no extremo norte, a Presidente Kennedy no extremo sul. Os técnicos do Ibama, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) nivelaram conhecimentos que vão desde procedimentos para interdição das praias, do uso dos materiais e EPI´s, até os primeiros desenhos de comando, definindo os pontos de atuação das brigadas.
Com as capacitações, também foi possível alinhar as equipes municipais para entenderem as peculiaridades dos seus respectivos territórios (praias) e de como atuar em ambientes de difícil acesso, gerando o menor impacto ambiental possível. Foram mapeadas ainda as dificuldades em praias mais isoladas ou de trânsito restrito, por exemplo. O grau de sensibilidade e as prioridades de ação também foram explanados, dando ênfase aos manguezais que são áreas extremamente sensíveis a esse tipo de resíduo.
Além de servidores municipais capacitados, um contingente significativo de militares que também estão prontos para atuar, caso seja necessário, nas praias capixabas nas atividades de limpeza, logística e suporte. Foram disponibilizados 120 bombeiros, 120 soldados do Exército e 160 militares da Marinha.
Doações
O Comitê de Preparação da Crise se reuniu no mês de outubro com alguns representantes de empresas com atividades econômicas ligadas, direta ou indiretamente, à área portuária, petrolífera e de logística. Eles se uniram ao trabalho de combate ao desastre ambiental por meio da doação de equipamentos de segurança, de materiais para limpeza das praias, de barris e recipientes adequados para contenção dos resíduos coletados e de outros serviços ofertados pelas empresas, como transporte e logística, bem como a disponibilização de mão de obra especializada.
O governador Casagrande aproveitou o encontro para receber os diretores executivos das empresas que colaboram com a operação e agradecer a iniciativa de todos. Ele destacou a agilidade no encaminhamento dos objetos doados à Defesa Civil do Estado. As empresas que apoiam as operações são: Transpetro, ArcelorMittal, Vale, Samarco, Codesa, Portocel, Imetame, Norte Recicla, Login TVV, Jurong e Vitória Ambiental. Os equipamentos e materiais começaram a chegar nessa quinta-feira (07).
Plano de Ação
O Plano está sendo dividido em três etapas: “Prévia ou atenção”, que são ações voltadas à previsão, monitoramento, comunicação e suporte logístico; “Operacional”, com a contenção, limpeza e destinação final dos resíduos recolhidos, além do atendimento à fauna oleada e início do trabalho de mensuração dos impactos nos ambientes costeiro e marinho; e “Posterior ou de Avaliação”, que consiste no monitoramento dos locais atingidos e levantamento dos danos ambientais e socioeconômicos, bem como realizar valoração monetária dos impactos.
Compõem o Comitê de Preparação da Crise: as Secretarias de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e Turismo (Setur); Procuradoria Geral do Estado (PGE); Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema); Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf); Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh); Defesa Civil do Espírito Santo; Exército Brasileiro; Marinha do Brasil; Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Governo / Iema
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Reforma de interiores: detalhes que fazem a diferença no resultado
Uma reforma de interiores raramente é definida apenas pela troca do piso, pela nova cor da parede ou pela escolha do mobiliário. O que realmente eleva a percepção de cuidado e qualidade são os elementos que costuram o ambiente, criam continuidade visual e tornam o uso diário mais confortável. São esses acabamentos que fazem um espaço parecer planejado, coerente e bem resolvido.
Em projetos residenciais e comerciais, pequenos componentes interferem diretamente na estética, na manutenção e até na durabilidade das superfícies. Quando esses pontos são pensados desde o início, a reforma tende a ganhar fluidez, menos improvisos e um resultado final mais valorizado. A seguir, estão alguns itens que merecem atenção especial nesse processo.
1. Rodapés bem proporcionados e elegantes
O rodapé tem função prática e visual. Ele protege a base da parede contra impactos, ajuda a disfarçar pequenas irregularidades e cria uma transição mais limpa entre piso e alvenaria. Quando a altura, a espessura e o acabamento são proporcionais ao pé-direito e ao estilo do ambiente, o espaço transmite mais equilíbrio.
Em ambientes contemporâneos, linhas retas e superfícies lisas costumam reforçar a sensação de organização. Já em propostas mais clássicas, perfis mais marcados podem contribuir para a linguagem decorativa. Além da aparência, vale observar a compatibilidade com o tipo de piso e com a rotina de limpeza do espaço.
Em obras com cronograma apertado, soluções de aplicação simplificada costumam ganhar espaço. Nesse contexto, o rodapé autocolante aparece como alternativa interessante para reformas sem quebra-quebra, ajustes em imóveis alugados e modernizações pontuais de quartos, salas e escritórios. Esse tipo de acabamento tende a reduzir etapas da instalação e pode colaborar para uma obra mais limpa.
2. Perfis de transição entre ambientes
A passagem de um revestimento para outro merece atenção técnica. Perfis de transição ajudam a compensar pequenas diferenças de nível, protegem as bordas do piso e evitam que o encontro entre materiais distintos pareça improvisado. Esse cuidado costuma ser decisivo em reformas que integram sala, corredor, escritório ou áreas de circulação intensa.
Quando a transição é mal resolvida, o resultado visual perde continuidade e a manutenção pode se tornar mais difícil. Em projetos com reforma rápida, esse item também contribui para um acabamento mais seguro, especialmente quando há combinação entre pisos com composições e espessuras diferentes.
3. Guarnições e acabamentos de portas
Portas e passagens funcionam como molduras dentro do projeto. Guarnições bem escolhidas reforçam a leitura estética do ambiente e evitam que a reforma pareça incompleta. Quando há coerência entre rodapés, vistas de porta e demais acabamentos lineares, o interior ganha unidade.
Além do aspecto visual, esse item ajuda a arrematar encontros entre parede e batente, cobrindo folgas e pequenas imperfeições. Em reformas de atualização, trocar apenas esses elementos já pode alterar significativamente a sensação de acabamento, mesmo sem mudanças estruturais amplas.
4. Soleiras e arremates de passagem
Soleiras continuam relevantes em muitos projetos, especialmente em áreas de mudança de uso, como a transição entre ambientes secos e úmidos. Elas ajudam a organizar visualmente a passagem, protegem bordas e podem contribuir para uma separação mais funcional entre superfícies.
A escolha do material, da espessura e da cor interfere diretamente no resultado. Quando a soleira contrasta em excesso sem intenção estética clara, o ambiente pode parecer fragmentado. Quando dialoga com o piso e com os demais acabamentos, a passagem se torna mais natural e elegante.
5. Revestimentos compatíveis com a rotina
Um interior bonito precisa funcionar bem no cotidiano. Por isso, a escolha do revestimento deve considerar circulação, incidência de umidade, conforto térmico, conforto acústico e facilidade de limpeza. Pisos vinílicos e laminados, por exemplo, costumam ser lembrados justamente por atenderem a diferentes perfis de uso com instalação mais prática do que sistemas tradicionais.
Em apartamentos, consultórios, salas comerciais e dormitórios, esse critério pesa ainda mais. Um material visualmente atraente, mas pouco compatível com a rotina do espaço, tende a gerar desgaste precoce ou manutenção trabalhosa. O acabamento ideal é aquele que combina desempenho técnico com linguagem decorativa coerente.
6. Pintura com recortes precisos
Mesmo quando não é o foco principal da reforma, a pintura influencia a leitura de todo o ambiente. Recortes bem feitos junto ao teto, ao rodapé, às guarnições e aos pontos de marcenaria comunicam capricho. Já pequenas falhas nessas áreas costumam chamar atenção e enfraquecer a percepção de qualidade final.
A cor também interfere na valorização dos acabamentos. Tons claros ampliam a leitura de limpeza e destacam linhas arquitetônicas. Tons mais fechados podem criar aconchego, desde que conversem com o piso, com a iluminação e com o volume do espaço. O importante é que a pintura funcione como integração, não como elemento isolado.
7. Iluminação que valoriza superfícies
A iluminação muda completamente a forma como pisos, texturas e acabamentos são percebidos. Um revestimento de boa qualidade pode perder presença quando a luz cria sombras duras, reflexos excessivos ou áreas escuras mal resolvidas. Por outro lado, um projeto simples pode ganhar sofisticação quando a luz destaca corretamente volumes e materiais.
Luz geral, pontos de destaque e temperatura de cor precisam conversar com a proposta do ambiente. Em espaços de permanência prolongada, conforto visual importa tanto quanto estética. Por isso, a iluminação deve ser tratada como parte do acabamento e não apenas como etapa final de instalação.
8. Planejamento dos encontros e emendas
Muitas reformas ficam visualmente comprometidas não pelos materiais escolhidos, mas pela falta de planejamento dos encontros. Emendas desalinhadas, recortes mal distribuídos e paginações improvisadas prejudicam a leitura do conjunto. Esse problema aparece com frequência em pisos, rodapés, painéis e revestimentos de parede.
Quando a paginação é estudada antes da execução, o espaço ganha continuidade e menos desperdício. Esse cuidado também favorece a durabilidade, porque reduz pontos frágeis e improvisos técnicos. Em outras palavras, o bom resultado não depende apenas do produto, mas da forma como cada peça se relaciona com a outra.
Uma reforma de interiores se destaca quando os detalhes deixam de ser secundários. São esses itens, muitas vezes discretos, que dão acabamento, conforto e valor real ao ambiente.
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