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Agronegócio amplia presença em conselho estratégico do governo

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O setor agropecuário ganhará mais espaço nas discussões sobre o futuro econômico do país a partir da próxima semana. O Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, conhecido como “Conselhão”, receberá novos representantes ligados ao agronegócio em sua composição, que conta com cerca de 200 integrantes e funciona como um órgão consultivo do governo federal.

O colegiado tem a missão de assessorar a Presidência da República em temas estratégicos, reunindo diferentes setores da sociedade civil, do empresariado e do meio acadêmico para debater soluções de longo prazo. Suas reuniões servem como um espaço de diálogo e formulação de propostas em áreas como desenvolvimento sustentável, transição energética, uso da terra e políticas de inclusão produtiva.

A entrada de novos integrantes ligados ao agro ocorre em um momento em que o governo busca estreitar laços com o setor, historicamente um dos motores da economia brasileira, mas que mantém distância do atual ciclo político.

Os novos conselheiros terão mandato até 2027 e devem levar pautas como a recuperação de terras degradadas, a ampliação do seguro rural, a criação de um fundo para catástrofes climáticas e a securitização de dívidas de produtores afetados por eventos extremos.

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A expectativa é que a participação mais ativa do segmento ajude a embasar políticas públicas e acordos comerciais, além de fortalecer a agenda de práticas sustentáveis no campo. O conselho já discute, por exemplo, a formação de um grupo de trabalho para tratar do reaproveitamento de áreas improdutivas, de forma a ampliar a produção sem necessidade de desmatamento.

Com a nova configuração, o “Conselhão” reforça seu papel de ponte entre governo e sociedade, abrindo espaço para que diferentes setores apresentem suas demandas e contribuam para decisões que impactam a economia e o meio ambiente nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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