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A arte do crochê: artesã dominguense Claudilene de Almeida conta como o hobby se transformou em fonte de renda

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O crochê é um artesanato que nunca vai sair de moda, é uma arte que está sempre em evolução. Com agulha e linha nas mãos, artesãos de todas as partes do mundo mostram seu talento e habilidade, criando belíssimas peças, de todas as cores e formas.

Embora muitas pessoas considerem o artesanato apenas um trabalho informal, cada vez mais essa atividade tem sido adotada por pessoas que ganham a vida através dela, como é o caso da dominguense Claudilene de Almeida, popularmente conhecida como Cláudia. Criativa e talentosa, Cláudia é a prova de que o trabalho com artesanatos pode ser a melhor opção para quem deseja ter uma nova fonte de renda ou até mesmo o seu próprio negócio.

“O crochê é uma atividade artística muito presente nos municípios brasileiros e é capaz de transformar a vida das pessoas, quando não visto somente como um simples passatempo”, destaca Cláudia.

De hobby a fonte de renda

Cláudia, desde criança foi muito curiosa e logo se interessou pelos trabalhos de crochê feitos pela vizinha dos avós. Com o tempo, ela foi ganhando maior confiança a cada ponto e com sua habilidade, passou a desenvolver técnicas diferenciadas para fazer suas próprias criações.

“Trabalho com artesanatos há mais de 20 anos, aos 6 anos de idade, aprendi a fazer crochê com uma vizinha de meus avós, a partir daí, comecei a gostar e confeccionar pequenas peças. O tempo foi passando e minhas habilidades melhorando, até então eram só por distração. Mais 15 anos atrás vendi minha primeira peça que foi um caminho de mesa em crochê e ponto cruz, inclusive este trabalho foi diretamente para Madrid, desde então, não parei mais de trabalhar com isso, e cada dia que passa, trabalho com mais amor ainda e procuro melhorar em cada peça”, conta Cláudia.

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As peças

São peças variadas como tapetes, jogos de banheiro, artigos para enfeites, bonecas, toalhas, jogos de cozinha e souplat. Mesmo tendo o chochê como seu carro chefe, Cláudia diz se arriscar também em alguns outros trabalhos como, ponto cruz (marca), Patch Aplique e Patchwork.

“No dia 24 março de 2014 adquiri minha carteira de artesã, com a ajuda de uma amiga, Márcia Piassi, fiquei em primeiro lugar no município pelos trabalhos bico de crochê pregado em toalha, e ponto cruz perfeito. A média de encomendas mensais sempre varia, tem meses que estou cheia de encomendas, outros, já são poucas, porém, não paro de pesquisar coisas novas e novas técnicas, como o amigurumi (bonecos em crochê), que é algo novo no mercado”, afirma a artesã.

Inspiração para produzir as peças e continuar o trabalho

“Minha história de vida e todas as minhas superações é o que me inspira em continuar com meus trabalhos, vejo o que Deus preparou e vem preparando a cada dia para mim, sou muito grata a Ele, principalmente. Antes das tecnologias que temos hoje, divulgava meus trabalhos para meus vizinhos, amigos do meu marido, meus filhos levavam para escola toalhinhas de mão que fazia para eles, com isso as pessoas me procuravam para fazer trabalhos. Atualmente, estou com uma conta profissional no Instagram (@claudi.artesanato), onde mostro alguns dos trabalhos já feitos”, explica a profissional.

Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

Sonhos a serem alcançados

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“Como artesã, minha meta é ver clientes que adquirem um trabalho meu, felizes e satisfeitos pela peça confeccionada. Procuro sempre deixar o trabalho mais que perfeito, sempre melhorando, ouvindo o cliente, preparando a peça da forma que ele espera. Sonho em poder abrir meu ateliê aqui na cidade, expandindo ainda mais meu trabalho, pelo município e redondezas. Sou muito grata a Deus pelo meu dom, e pela minha família, pelo apoio de sempre”, finalizou Cláudia.

Fonte: Editora Hoje

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

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O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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