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Voos no novo Aeroporto de Vitória podem ficar mais caros

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O novo Aeroporto de Vitória vai oferecer uma infraestrutura bem superior do que a atual aos passageiros: um terminal cinco vezes maior, um aumento de seis balcões de check-in, três vezes mais pontos comerciais, o triplo de vagas de estacionamento e de banheiros públicos, entre outras melhorias. Mas tudo isso terá um custo para o usuário.
Com a ampliação do complexo aeroportuário, as taxas deverão ficar mais caras. No caso da tarifa de embarque, que é aquela que afeta diretamente os passageiros, a expectativa é de que ela suba de R$ 24,57 para R$ 31,27, ou seja, um aumento de R$ 6,70.
A alta do preço deverá acontecer porque tudo indica que o novo Aeroporto Eurico de Aguiar Salles mudará de categoria, saindo da 2 para a 1. Atualmente, os aeroportos administrados pela Infraero são classificados em quatro categorias para fins de arrecadação tarifária.
Os da categoria 1 são aqueles que apresentam maior pontuação em relação à infraestrutura disponibilizada e, portanto, cobram o maior teto tarifário, enquanto a categoria 4 é a com a menor infraestrutura e, consequentemente, menor custo.
Questionada sobre a possibilidade de alteração de classificação do aeroporto capixaba, a Infraero confirmou que ela existe. “Sim, poderá haver mudança de categoria de taxas e tarifas cobradas de passageiros e empresas aéreas em função da melhoria na infraestrutura e serviços oferecidos no Aeroporto de Vitória.”
Segundo a estatal, entre os fatores que são considerados para se definir uma categoria tarifária estão estrutura (pontes de embarque, elevadores, escadas rolantes, estacionamento, banheiros, tamanho do pátio, equipamentos de suporte) e oferta de serviços (lojas, restaurantes, locadoras de veículos, entre outros).
Para que o terminal suba um degrau, a Infraero tem que solicitar à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) essa mudança, que é a quem cabe definir a categoria dos aeroportos e suas respectivas taxas e tarifas a serem cobradas. “A Infraero poderá aumentar a receita obtida com o Aeroporto de Vitória, o que possibilitaria uma melhora de caixa para a empresa, desde que a Anac autorize a reclassificação”, ressaltou a estatal.
De acordo com a agência reguladora, a alteração pode acontecer em qualquer momento, no entanto, para fins de cobranças tarifárias é necessário a atualização de portaria específica. A Anac pondera ainda que os novos valores só poderão ser cobrados 30 dias após a publicação da portaria.
Para especialistas, a Infraero não deverá demorar para solicitar a migração de faixa, e o aumento no preço para os passageiros já deve ser sentido neste ano. Assim que isso se concretizar, caberá à Infraero e às companhias aéreas informarem aos usuários.
Aliás, nem mesmo o preço das passagens no novo aeroporto deve dar trégua para compensar a alta das tarifas. O comentarista de viagens da CBN Vitória, Edson Ruy, explica que a variação do valor dos bilhetes não depende da infraestrutura em si, mas da demanda e oferta de voos. “O que acredito que não deve sofrer grandes mudanças por agora. Isso é algo mais para o médio e longo prazos.”

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Arrecadação

Aeroportos administrados pela Infraero são classificados em quatro categorias para fins de arrecadação tarifária.

Infraestrutura

Os aeroportos da categoria 1 são aqueles que apresentam maior pontuação em relação à infraestrutura disponibilizada e, portanto, maior teto tarifário, enquanto a categoria 4 é a menor categoria tarifária.

Mudança

Mudanças de classificação de terminal levam em consideração itens como pista, balizamento, processamento de passageiros, facilidades aos usuários, climatização etc.

Categoria 1

Hoje, entre os aeroportos da categoria 1 estão: Santos Dumont (RJ), Curitiba (PR), Congonhas (SP) e Goiânia (GO), que mudou de classificação recentemente após passar por melhorias, em 2016, como está acontecendo com Vitória.

Categoria 2

Nesta categoria estão: Vitória (ES), Joinville (SC), Campo Grande (MS) e Palmas (TO).

Categoria 3

Estão nessa lista: Paraíba (PI), Ponta Porã (MS), Bagé (RS), e outros.

Categoria 4

Só o Aeroporto Carlos Prates, em Belo Horizonte (MG) está nessa categoria.

Gazeta Online

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BB e agência francesa liberam 100 mi de euros para energia renovável

Os desenvolvedores de energia renovável ganharão um incentivo para terem acesso a recursos. O Banco do Brasil (BB) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) assinaram, nesta semana, um contrato para viabilizar a liberação de 100 milhões de euros em financiamentos para projetos no setor.

Segundo o Banco do Brasil, a parceria ajuda no cumprimento de metas da Agenda 2030, plano de ação global com 17 objetivos de desenvolvimento sustentável e 169 metas de erradicação da pobreza.

O acordo permitirá que o BB expanda a oferta de empréstimo para projetos de energia renovável para as pessoas físicas e para as pessoas jurídicas na categoria varejo pelos próximos dez anos. A AFD também destinou 300 mil euros para financiar projetos de cooperação técnica.

O Banco do Brasil calcula que os 100 milhões de euros, que equivalem a R$ 555 milhões no câmbio atual, gere 3,1 mil empregos. Esse investimento, informa a instituição financeira, evitará a emissão de cerca de 113 mil toneladas de gás carbônico por ano.

Atualmente, o BB aplica cerca de R$ 300 bilhões em projetos de sustentabilidade ambiental e social. Em relação ao setor de energia renovável, o banco destina cerca de R$ 10 bilhões para essa finalidade e tem como meta emprestar R$ 15 bilhões até 2025.

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Ampliação

A instituição pretende ampliar as parcerias com a AFD nos próximos anos. Em maio, durante o congresso Mercado Global de Carbono, o BB e a AFD firmaram um memorando de entendimentos que prevê novas oportunidades de financiamentos a estados e municípios.

As linhas de crédito para os governos locais se concentrarão em projetos de infraestrutura de saneamento, incluindo o tratamento de esgoto e resíduos sólidos, energia renovável e eficiência energética, transporte limpo, mobilidade urbana, transição da infraestrutura para cidades inteligentes e adaptação a mudanças climáticas, saúde e educação.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Economia

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