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Saúde

Veja como é possível conciliar o vegetarianismo com a dieta low carb

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É muito comum as pessoas terem dificuldades ao tentar conciliar o vegetarianismo à estratégia alimentar low carb. Isto porque a prática se caracteriza por reduzir o consumo de carboidratos e por buscar as calorias necessárias para o corpo humano em proteínas, principalmente, as encontradas em produtos de origem animal.

Ao contrário da impressão comum, a Associação Brasileira LowCarb (ABLC) afirma que é perfeitamente possível adaptar a estratégia low carb aos hábitos alimentares dos vegetarianos. Como no vegetarianismo é excluído total ou parcialmente um grupo de macronutrientes que provem aminoácidos e ácidos graxos essenciais à vida humana, a ABLC recomenda que quem optar por adotar esta estratégia alimentar, seja num contexto low carb ou não, busque ajuda de um nutricionista ou profissional da área de saúde para que a dieta seja adequada às suas necessidades.

Além de ser uma estratégia que restringe carboidratos, a low carb é uma prática alimentar que se baseia no consumo de alimentos naturais e na restrição de alimentos ultraprocessados. Então, se alguém deseja aderir à prática deve evitar açúcares, farináceos e o excesso de amido, que se transformam em glicose no sangue, levando ao aumento do hormônio insulina e, consequentemente, ao maior armazenamento de gordura no corpo.

Segundo o diretor-presidente da ABLC, José Carlos Souto, muitos vegetarianos quando iniciam a prática sem acompanhamento de um profissional de saúde tendem a optar por uma dieta baseada em pães, massas, bolos e batatas fritas, a fim de buscarem a energia necessária para o bom funcionamento do corpo, já que folhas verdes tais como couve, espinafre, alface, agrião e rúcula, não apresentam calorias significativas e, isoladamente, não conferem saciedade.

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Com a proteína da carne banida de sua dieta, Souto esclarece que os vegetarianos devem ter como principal fonte de calorias, não os carboidratos refinados e industrializados, mas as boas gorduras, que podem ser encontradas em diversos produtos vegetais, como: frutas (abacates); oleaginosas (nozes, castanhas, macadâmias, amêndoas); laticínios (principalmente queijos e manteiga) e azeite de oliva e óleo de coco. Além disso, o aporte proteico adequado também deve ser garantido em uma dieta vegetariana bem formulada.

De acordo com o médico, ovos também são importantes aliados nessa estratégia alimentar, pois, além de serem excelente fonte de gordura, são ricos em proteína. “Para quem não apresenta problemas de digestibilidade e autoimunidade, comer feijões e lentilhas é recomendável, pois também colaboram no aporte de proteínas”, explica o diretor-presidente a ABLC.

Pessoas que aderiram à low carb e optaram por não consumir carnes podem achar que o vegetarianismo é incompatível com essa prática alimentar. Como dito, não é viável ter como base da alimentação humana somente folhas verdes. Conforme explica o médico, quando combinados a boas fontes de proteínas vegetais, os vegetais folhosos e, também, os vegetais de baixo amido (couve-flor, berinjela, brócolis, cenoura, cebola e alho) são unanimidade em termos nutricionais, estando universalmente associados a bons desfechos de saúde em 100% dos estudos clínicos.

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Frutas 

Enquanto hortaliças podem fazer parte basicamente de qualquer dieta, a ingestão de frutas deve estar de acordo com a necessidade de cada pessoa. “Se a pessoa precisa perder peso ou já tem resistência à insulina, glicose no sangue se alterando, mas não tem diabetes, é recomendado consumir frutas com moderação”, diz Souto. 

Neste caso, é melhor optar por frutas menos açucaradas. As campeãs nesse quesito são coco e abacates. As frutas vermelhas, tais como morango, mirtilo, framboesa e amora, também têm poucos açúcares e são boas opções. Outras, como ameixa, melão, pêssego, laranja, maçã, e mamão, contêm níveis moderados de açúcar e podem se adequar à dieta.

Entre as frutas contendo mais açúcares estão banana, figo, uva, manga, abacaxi e melancia. Caso não haja problemas de saúde, estas frutas podem ser consumidas, desde que tenha atenção às quantidades. Essas questões são individuais, e um nutricionista pode ajudar a calcular as porções adequadas, de acordo com as necessidades e objetivos de cada um. 

Apesar de não serem proibidas em uma estratégia alimentar low carb, Souto destaca que frutas não são bons lanches para se fazer de estômago vazio. Isto porque os níveis de glicose no sangue podem se elevar rapidamente, ocasionando fome uma ou duas horas depois, assim que os níveis voltarem a baixar. 

 

Folha Vitória

Saúde

Covid-19: MS concluirá plano de vacinação após registro de imunizantes


A conclusão do plano nacional de vacinação contra a covid-19 no país depende do registro das vacinas na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A informação foi dada nesta terça-feira (1) pelo secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros.

“É fundamental pensarmos que esse plano operacional para a vacinação da covid-19 só ficará definitivamente pronto, fechado, quando tivermos uma vacina, ou mais de uma, que esteja registrada na Anvisa. Para isso, ela [vacina] precisa mostrar seus dados de segurança e eficácia para a população brasileira”, afirmou o secretário.

Segundo o Ministério da Saúde, uma das características importantes para o registro da vacina contra a covid-19 é que ser termoestável. “Desejamos que a vacina seja fundamentalmente termoestável por longos períodos, em temperaturas de 2 a 8 graus, porque a nossa rede de frios é montada e estabelecida com essa temperatura”, lembrou. Redes de frios são os refrigeradores que armazenam as vacinas pelos municípios brasileiros.

Também estão entre os critérios para liberação da vacina segurança, proteção contra doença grave e moderada, eficácia, indução de memória imunológica, possibilidade de uso em todas as faixas etárias e grupos populacionais, proteção com dose única e que ela acrescente tecnologia com baixo custo de produção.

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Ainda durante entrevista coletiva nesta terça-feira, Armando Medeiros lembrou os dez eixos prioritários que vão guiar a campanha de vacinação dos brasileiros. O objetivo é imunizar, tão logo uma vacina segura seja disponibilizada, os grupos com maior risco de desenvolver complicações e óbitos pela doença e as populações mais expostas ao vírus.

O público-alvo será detalhado apenas após a conclusão dos estudos de Fase 3 dos imunizantes testados. “Só assim conseguiremos avaliar em quais grupos [a vacina] teve maior eficácia”, afirmou.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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