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Internacional

Trump diz que Brasil e Suécia têm dificuldades no combate à covid-19

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© REUTERS/Jonathan Ernst/Direitos Reservados


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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, citou nesta sexta-feira o Brasil como exemplo de país com dificuldades para lidar com a pandemia de coronavírus, ao defender a estratégia adotada por seu governo contra a doença e dizer que agora os EUA devem mudar o foco para se concentrar em proteger grupos de risco e permitir uma maior reabertura da economia.

Trump disse que o Brasil está seguindo o mesmo caminho da Suécia, país que não impôs quarentenas e decidiu se basear principalmente em medidas voluntárias de distanciamento social e higiene pessoal, mantendo a maioria das escolas, restaurantes e empresas abertas. Como resultado, a Suécia tem um número muito maior de casos de Covid-19 do que seus vizinhos nórdicos.

“Se você olhar para o Brasil, eles estão passando por dificuldades. A propósito, eles estão seguindo o exemplo da Suécia. A Suécia está passando por um momento terrível. Se tivéssemos feito isso, teríamos perdido 1 milhão, 1 milhão e meio, talvez até 2 milhões ou mais de vidas”, disse Trump na Casa Branca, acrescentando que agora é hora de acelerar a reabertura.

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Os Estados Unidos são o país do mundo com o maior número de casos do novo coronavírus, com 1,9 milhão de infecções e mais de 108 mil mortos.

O Brasil é o segundo do mundo em número de casos, com quase 615 mil infecções confirmadas pelo Ministério da Saúde e 34.021 mortes, mas tem neste momento a maior taxa de aceleração da doença no mundo, uma vez que quase diariamente registra mais casos e mortes do que os EUA.

Apesar disso, diversos governos municipais e estaduais têm anunciado planos para afrouxar as medidas de distanciamento social no Brasil diante da pressão econômica provocada pela paralisação das atividades, o que levou especialistas alertarem para o risco de um agravamento da situação.

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Internacional

ONU pede fim do financiamento ao carvão e apoio à energia renovável


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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu que países deixem de financiar o setor de carvão e se comprometam a não construir novas usinas movidas pelo combustível fóssil, para que uma mudança rumo à energia limpa seja possível.

As declarações foram feitas em cúpula virtual sobre transição energética, envolvendo 40 países que representam 80% do uso de energia e emissões de gases de efeito estufa. Eles discutiram maneiras de impulsionar a economia, reduzir emissões e tornar os sistemas energéticos mais resilientes às mudanças climáticas.

À medida que países tentam reabrir suas economias em meio à desaceleração causada pela pandemia de covid-19, governos e investidores pedem que os pacotes de recuperação sejam focados, em parte, em estímulos “verdes”. A União Europeia e a Coreia do Sul já se comprometeram com programas de recuperação voltados ao meio ambiente.

Guterres afirmou que alguns países usaram pacotes de estímulos para fornecer apoio a empresas de combustíveis fósseis que já passavam por problemas financeiros, e que outros optaram por fortalecer as usinas movidas a carvão.

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“O carvão não tem vez nos planos de recuperação da covid-19”, disse Guterres em discurso virtual na cúpula, organizada pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).

Para ele, os argumentos a favor de energias renováveis são melhores do que os pró-carvão em praticamente todos os mercados, e empregos relacionados à proteção do meio ambiente e ao crescimento sustentável são fatores cruciais.

Os custos de energias renováveis, como eólica e solar, tiveram forte queda ao longo da última década.

A China, segunda maior economia do mundo e maior produtora global de carvão, disse que está comprometida com um desenvolvimento limpo, eficiente e de baixo teor de carbono no setor energético.

Enquanto isso, o secretário de Energia dos Estados Unidos, Dan Brouillette, afirmou que se opõe a qualquer proibição a combustíveis que produzem emissões de gases de efeito estufa.

“As renováveis não conseguem, por si só, garantir um fluxo confiável de energia para qualquer nação”, disse. “Resumindo, toda nação pode se beneficiar de um ‘mix’ mais amplo de combustíveis para manter sua rede funcionando. Se uma fonte não é tão limpa, a inovação busca torná-la mais limpa e, por fim, totalmente limpa”, disse o secretário.

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