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Saúde

Trabalho intensivo no combate a COVID-19 em indústrias e transportes coletivos de São Gabriel

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Fotos: Divulgação

Além de todas as medidas adotadas pela Secretaria Municipal de Saúde de São Gabriel da Palha no enfrentamento do novo Coronavírus (COVID-19), novos procedimentos dos servidores municipais, mais precisamente da Vigilância Sanitária, estão sendo realizados para um trabalho mais efetivo.

Prova disso, é o monitoramento e medição de temperatura de todos os funcionários em fábricas de roupas da cidade. O trabalho baseia-se em monitorar os munícipes zelando pela saúde e bem-estar de todos.

Segundo o Diretor do Departamento de Saúde do município, Dejair Paulo Sarmento, essa, tem sido uma ação bem vista pelos proprietários, que se mostraram interessados e apoiaram a medida.

“Por isso, na situação que estamos vivendo hoje, medir a temperatura de um funcionário ou pedir para ir ao médico é uma questão de segurança não só para ele, mas também para as outras pessoas que trabalham naquele ambiente”, afirmou Dejair Paulo Sarmento.

Além da medição da temperatura é averiguado nas fábricas, se o uso das máscaras de proteção é feito corretamente por todos, se há álcool em gel disponibilizado ao lado do local de bater ponto e em todos os pontos de maiores aglomerações e se há também sabonete líquido e papel toalha para a higienização sempre que necessário.

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“O distanciamento das máquinas de costura e outros postos de trabalho também é verificado e também se a empresa possui veículo de transporte de funcionários, este deve ser munido de dispensadores de álcool gel e ter como regra a proibição da entrada de funcionários que não estiverem usando a sua máscara de proteção”, ressalta Dejair.

Outra medida tomada é a averiguação dos ônibus que compõem a frota do transporte público municipal. Todos estão sendo parados na barreira sanitária para averiguação de dispensadores de álcool gel, se possuem uma medida de desinfecção veicular como rotina, evitando o acúmulo excessivo de passageiros em seu interior e se realmente estão proibindo a entrada de munícipes sem o uso de máscara de proteção.

“São medidas como essa que visam evitar a proliferação do vírus no município e somente com a ajuda da população que o resultado vai ser satisfatório”, finalizou o diretor.

Fonte: Editora Hoje/Saúde SGP

Saúde

Covid-19: Escassez de doses e desigualdade marcam vacinação na África


Dificuldades logísticas, escassez de doses e forte desigualdade entre os países marcam a campanha de vacinação contra a covid-19 no continente africano. Enquanto o Marrocos conseguiu imunizantes o suficiente para 36,32% da sua população, Burundi e Eritreia não receberam nenhuma dose, segundo os dados dessa sexta-feira (30) do Africa Centres for Disease Control and Prevention (CDC África).

Outros países receberam quantidades irrisórias de imunizantes, como Saara Ocidental, com 20 mil doses para uma população de 600 mil pessoas, Sudão do Sul, que recebeu 60 mil doses e tem 11,2 milhões de pessoas ou a República Centro-Africana, com 80 mil doses para 4,8 milhões de pessoas.

De acordo com o CDC África, o país mais adiantado na vacinação é o Marrocos, que recebeu 26,8 milhões de doses para uma população de 36,9 milhões de pessoas, tendo aplicado as duas em 26,89% das pessoas e a primeira em 33,93%.

O segundo país que mais vacinou foi a África do Sul. Com população de 59,3 milhões de pessoas, recebeu 8,7 milhões de doses, aplicou a primeira em 11,56% das pessoas e 0,57% recebeu a segunda dose. O Egito, com 102,3 milhões de pessoas, recebeu 7,3 milhões de doses e imunizou completamente apenas 1,46% da população. Um total de 3,57% dos egípcios recebeu a primeira dose.

O país mais populoso do continente, a Nigéria, com 206 milhões de pessoas, recebeu 3,9 milhões de doses, tendo aplicado a primeira em 1,23% da população e imunizado completamente apenas 0,68% com as duas doses, já esgotando o estoque disponível.

Dificuldades

De acordo com o pesquisador do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cris-Fiocruz) Augusto Paulo Silva, em entrevista ao portal da Fiocruz, a União Africana, que reúne os 55 países do continente, aderiu à iniciativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) Covax Facility, para a aquisição de vacinas contra a covid-19. Porém, as doses estão longe de ser o suficiente para o continente, que tem 1,2 bilhão de habitantes.

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“A União Africana também aderiu à Covax. Só que muito antes de os europeus começarem a doar vacinas para a Covax, doaram dinheiro. Mas esse dinheiro nunca foi suficiente. Para o abastecimento e fornecimento da Covax, contava-se com China e Índia. Mas a Índia teve uma explosão de casos, as vacinas começaram a não ser suficientes, e a Covax passou um tempo quase seca”.

Segundo o escritório regional da OMS na África, 43 países africanos aderiram ao Covax, garantindo vacinas para 20% da população, com 600 milhões de doses. Desse total, 82 milhões já foram entregues e 63,8 milhões aplicadas até o momento. O pesquisador explica que a segunda opção do continente são os 400 milhões de doses que a União Africana tentou garantir de forma suplementar, por meio da Equipe de Intervenção para a Aquisição de Vacinas (AVATT, do inglês African Union’s COVID-19 Vaccine Acquisition Task Team), mas os países terão que pagar por essas vacinas.

“A União Africana, por meio dos seus bancos de fomento, agiu como se fosse caução para garantir o pagamento. E o Banco Mundial está fornecendo dinheiro aos países para adquirirem essas vacinas. Mas a maioria está endividada, tem tetos de gastos já limitados pelo Banco Mundial por causa dos programas de ajuste estruturais”.

Silva detalha, também, o problema logístico para a distribuição das doses, em uma região carente de infraestrutura de transporte e de saúde.

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“Um programa de imunização tem toda uma logística por trás. E essa logística tem gastos. Por isso, muitos desses 55 países tiveram que devolver vacinas porque não conseguiram aplicá-las por falta de dinheiro para sustentar as campanhas. Precisam de câmaras frias, geradores. E como o Estado está endividado, não tem como bancar isso. São problemas estruturais que vêm lá de trás e que foram exacerbados pela pandemia. É por isso que a vacinação na África é muito lenta, não só por falta de imunizantes, mas por toda a cadeia de infraestrutura e logística”.

Covid-19 na África

De uma forma geral, o continente surpreendeu o mundo com a relativa baixa taxa de contágio o óbitos pelo novo coronavírus. Segundo Silva, explicações possíveis para o fenômeno incluem a pouca conectividade de muitos países africanos com outros continentes e também entre si, além da faixa etária média mais baixa que a da população mundial.

Comparativo de casos e mortes por covid-19 Comparativo de casos e mortes por covid-19

Comparativo de casos e mortes por covid-19 – Arte Agência Brasil

O continente todo tem população de 1,2 bilhão de pessoas e registra, até o momento, cerca de 6,7 milhões de casos de covid-19, segundo dados do Wordometers. O número é um terço do registrado no Brasil, que tem 210 milhões de habitantes, população seis vezes menor. Ou seja, a África está com uma taxa de incidência da doença de 558,3 casos por 100 mil habitantes, enquanto no Brasil a taxa é de 9.460,2, segundo dados desta sexta-feira (30) do Ministério da Saúde.

Edição: Claudia Felczak

Fonte: EBC Saúde

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