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Tempo – poema escrito pela gabrielense Ackilla Nayhara Vechi

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Foto: Pixabay

Ouvi dizer que o tempo voa.

Será mesmo?

Depende meu caro, talvez fosse melhor perguntar: “está no início, meio ou fim? Como num precipício sem fim.

O tempo é um antídoto do qual fazemos uso, queiramos ou não.

Ele simplesmente rege o ritmo, intensidade e prazo, para tudo que acontece, é como uma poeira dispersa num canto, onde não há vento e de repente, a seguir surge uma brisa quente e alvoroça a superfície rasa.

É lindo, é belo, mas por último e não menos importante também é desastroso, e não menos perigoso.

Vem e vai sem ser convidado.

Horas, se assim não for, então qual sentido do furor?

Pois bem, muitas vezes somos cercados e encarcerados pelos outros, ou até pior, por nós mesmos.

Engraçado como tudo que sentimos não passe do desejo de sermos heróis e heroínas, príncipes e princesas, ou algo ainda maior em que se perca.

Prazer e desejo, no fundo buscamos essas duas latentes para nos acolher, podendo até ser primitivo, um verdadeiro pecado instintivo.

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Eu gosto da surpresa que chega sorrateiramente sem avisar, que pode estar acompanhada de uma meiga beleza.

O produto das minhas lembranças nada mais é que a soma dos erros e acertos que vivi, que se misturam formando uma trajetória de vida, onde não cabe lamentar os ocorridos e sim agradecer as oportunidades.

Enxergar o caminho como uma chance diária para obter dias melhores e mais aprendizado, é o que nos permite reagir positivamente frente as adversidades.

 

Autora: Ackilla Nayhara Vechi

E-mail: ackilla[email protected]

Tel.: 27 99512-2802

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O não alcançado – poema escrito pela gabrielense Ackilla Nayhara Vechi

O não alcançado

Um quase afeto.

Um quase afago.

Um quase: “eu te quero”, ou um quase: “só estou desesperado”.

Um quase amor.

Um quase laço, super bem feito e muito entrelaçado.

Um quase interesse latente, que como uma serpente, serpenteou e foi embora.

Uma quase dor de um amor que sequer começou.

Uma ligeira superação de uma quase emoção que não vingou.

Um quase abraço apertado e bem dado, com gosto de lar para repousar e se possível até morar.

Um quase perfeito caminho que nos direcionava para as estrelas, mesmo estando com os pés firmados ao chão.

Um quase acordo de sentimentos mútuos que se estabeleceria assim que nossos olhares se cruzassem.

Um quase descompasso do coração ao sentir a sua presença, sua aproximação inconfundível entre os demais.

Um quase cumprimento tão cheio de vida, que faria florescer até a mais rara flor em terreno árido e infértil, um verdadeiro substrato da alma.

Certamente uma quase história bem vivida, colorida e rica em detalhes de paixão.

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Certamente o quase ficou bem no meio de ambos, quase mesmo seria a tragédia que se desenrolaria nas cenas dos capítulos que quase existiram.

Quase uma decisão, quase uma brutal paixão.

Quase uma escolha, escolha essa que foi feita e a seguir desperdiçada, e mais a seguir ainda renunciada.

Não é prudente se contentar com pouco, com aquilo que não se faz esforço e que se desmancha em meio as falas contraditórias.

Certamente se houve um quase em sua vida, significa que você se encontra na encruzilhada da dúvida e certeza ao mesmo tempo.

É chegada a hora de fazer escolhas, trazer convicções a esse coração.

Não tenha medo de frear o que não te serve e não te cabe mais, vista-se de coragem.

Perdoe e deixe ir essas quase memórias.

Liberte esse grito amordaçado, entalado na garganta.

Apenas vou partir em busca dos melhores caminhos, nada poderá me impedir.

Pois seu olhar já não me causa mais emoção, apenas estranhamento, é como um véu pintado de preto feito venda para cobrir meus olhos, de maneira que a luz jamais atravesse.

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Entre os fragmentos de alegrias e tristezas,

Angústias e euforia,

Vitórias e derrotas, eu escolho entregar tudo ao vento.

Para dar lugar ao alento, e cicatrizar feridas persistentes.

Aproximar.

Acreditar.

Ressignificar.

Ainda são ações que funcionam em uma alma rasurada como a que vos fala.

Só fique atento, e não ansioso.

Pois é com bom gosto que apreciamos a arte de amar e ser amado.

Autora: Ackilla Nayhara Vechi (Gabrielense)

E-mail: [email protected]

Tel.: 27 99512-2802

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