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Suspeito de ser um dos principais fornecedores de armas da Grande Vitória é preso

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A equipe da Delegacia Especializada de Armas, Munições e Explosivos (Desarme) prendeu, nessa quinta-feira (30), um homem de 41 anos, apontado como um dos maiores fornecedores de armas de grosso calibre para a Grande Vitória. A operação foi integrada com a Superintendência de Inteligência e Ações Estratégicas (Siae), Serviço de inteligência do 7º Batalhão da Polícia Militar (PMES) e do Ministério Público (MPES) que cumpriu três mandados de prisão e oito mandados de busca e apreensão. A prisão aconteceu em uma residência de luxo em Santa Mônica, Vila Velha.

Segundo o titular da Desarme, delegado Christhian Waichert, os policiais cumpriram o mandado de busca e apreensão na casa do detido onde foi apreendido uma pistola calibre 380 e R$ 20 mil, em espécie. “Ele foi preso pela equipe da Desarme há, aproximadamente, três meses, com uma arma de fogo. Novamente cumprimos um mandado de busca e apreensão e encontramos mais armas com ele. Isso demonstra que ele tem facilidade em conseguir essas armas”, disse.

Além do cumprimento de mandado de prisão preventiva, ele foi autuado em flagrante delito por posse ilegal de arma de fogo. “As investigações mostraram que ele trazia esse armamento de outros Estados para o Espírito Santo. Ele é apontado como um dos maiores fornecedores de armas do Estado e tinha como público alvo traficantes da Grande Vitória”, afirmou Christhian Waichert.

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O detido também tem envolvimento no trafico de drogas na Serra e em Cariacica. “ Por ser  considerado um dos maiores fornecedores de arma do Estado acreditamos que, a partir da prisão dele, acabamos com uma linha de venda de arma. As investigações continuam para saber se ele tem mais arma e o caminho que ele usa para trazer  essas armas para o Estado”, destacou o responsável  pelo caso.

No decorrer das buscas, os policiais receberam informações anônimas de que um veículo teria abandonado uma sacola com armas de fogo na  Rodovia do Contorno, em Cariacica. “Fomos ao local e encontramos um fuzil calibre 556 e um kit Roni com uma pistola calibre .40 adaptada para efetuar disparos em rajadas como uma submetralhadora”, disse o delegado. 

Um homem de 31 anos também foi preso em flagrante, no bairro Guaranhuns em Vila Velha. “Com ele foram encontrados um revólver calibre 38 especial e 750 pontos de LSD, o que nos leva a crer que ele também teria envolvimento com o tráfico de drogas. Os dois suspeitos pertenciam a uma mesma organização criminosa. Durante a operação, dois simulacros também foram apreendidos”, relatou o titular da Desarme.

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Também nessa operação, os policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa de um jovem de 19 anos onde foi encontrada pequena quantidade de munições. “No momento da abordagem, ele conseguiu desligar o computador e se negou a dar mais detalhes, o que leva a crer que ele tem envolvimento com a organização criminosa. Por enquanto, ele foi autuado em flagrante,  por portar as munições, pagou fiança e por enquanto, responderá o processo em liberdade”, disse o delegado.

O trabalho de investigações continuará para apurar a origem desse armamento. “São armas caras, de difícil acesso e que eram utilizadas pelos detidos para ostentar nas redes sociais e demonstrar poder. O Inquérito está em andamento e, em breve, será concluído”, relatou o responsável pelo caso.

Os suspeitos de foram encaminhados ao Centro de Triagem de Viana (CTV) e permanecem à disposição da Justiça.

 

Texto: Fernanda Pontes

 

Assessoria de Comunicação Polícia Civil

Comunicação Interna – (27) 3137-9024

Agente de Polícia Fernanda Pontes

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Policial

Divisão de Atendimento à Mulher trabalha para a proteção da mulher capixaba por meio de ações preventivas e repressivas


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Nesta sexta-feira (07), é comemorado o 14º ano de uma das mais importantes ferramentas na luta contra a violência à mulher no Brasil: a Lei n° 11.340 de 2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha. Na Polícia Civil capixaba, a Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (DIV-Deam) trabalha com afinco no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Neste ano, já foram mais de 170 agressores presos e mais de 800 prisões em flagrante pela equipe da DIV-Deam durante as operações “Maria’s”, cujo objetivo é cumprir mandados de prisão e busca e apreensão em desfavor de homens que praticaram qualquer tipo de violência contra a mulher. Em 2019 foram detidos 389 homens autores de violência contra a mulher, além de 1.585 prisões em flagrante.

Com uma equipe composta por delegadas, escrivães, investigadores, agentes, assistentes sociais e psicólogas, a DIV-Deam também atua por meio da prevenção, com o projeto “Homem que é Homem”.  “Precisamos trabalhar na desconstrução dos valores machistas, infelizmente, ainda existentes na sociedade, e essa deve ser uma luta e um compromisso, não só das mulheres, mas de toda a sociedade”, destaca a chefe da Divisão, delegada Claudia Dematté.

Por isso, a DIV-Deam trabalha para combater a violência doméstica e familiar contra a mulher, seja ela física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, objetivando descontrair valores machistas, que persistem ainda na sociedade brasileira. “Esta lei veio fazer com que a igualdade entre homens e mulheres deixasse de ser meramente formal. Em todo o mundo, há homens que persistem em discriminar e violentar mulheres, apenas por serem mulheres, chegando, muitas vezes, a ceifar suas vidas. Essa é uma realidade que combatemos, incessantemente, na DIV-Deam e deve ser uma luta e um compromisso de toda a sociedade, não apenas de nós mulheres”, declarou.

Antes da Lei Maria da Penha, o número de mulheres que denunciavam seus agressores era bem menor, e a delegada acredita que isso se dá em razão dos aspectos culturais, frutos de uma sociedade machista e patriarcal, bem como por não haver uma punição efetiva e eficaz. “A legislação criou mecanismos legais para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Passou a punir de forma mais rigorosa os agressores, além de trazer à sociedade um caráter, educativo, orientador e preventivo desse grande mal”, relatou Claudia Dematté.

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Uma das proibições da lei foi a proibição da condenação do agressor ao pagamento de cesta básica, prestação pecuniária ou multa isolada. “ Isso porque antes da publicação da Maria da Penha, era possível, ao final do caso, a condenação do agressor ao pagamento de cesta básica, e este ainda usava este fato para abalar psicologicamente a mulher, com alegações que ela valia uma cesta básica ou que estava retirando o alimento dos próprios filhos. Hoje, em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal, o agressor poderá ser preso preventivamente, podendo esta prisão ser decretada pelo Juiz, a requerimento do Ministério Público, bem como por representação da Autoridade Policial”, contou.

Dematté orienta ainda que, se alguém presenciar um agressor cometendo o crime deve acionar a Polícia Militar por meio do número 190. “Com a Lei Maria da Penha, o homem agressor poderá ser preso e autuado em flagrante. Além disso, denúncias sobre casos de violência doméstica e familiar também podem ser feitas por meios do Disque Denúncia 181 e do Disque 180, que é a Central de Atendimento à Mulher do Governo Federal”, disse.

Ela deixa um recado para os homens que persistirem em violentar mulheres no Espírito Santo. “Continuaremos no combate incessante contra este grande absurdo e saibam que não ficarão impunes”, concluiu.

Projeto “Homem que é Homem”

Lançado em 2015 e idealizado por psicólogas e assistentes sociais da Polícia Civil, o projeto “Homem que é Homem” foi desenvolvido para contribuir para a redução do índice de reincidência de violência contra a mulher no Estado do Espírito Santo.

Para isso, homens denunciados nas Delegacias Especializadas de e Atendimento à Mulher (Deams) são convocados a participar de um ciclo de palestras com temas voltados para a desconstrução de ideias sexistas e machistas, a fim de estimular formas pacíficas de lidar com os conflitos.

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“Apenas em Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica, o ‘Homem que é Homem’ alcançou cerca de 86 homens autores de violência no ano de 2019. Quando investimos na educação destes homens contra a violência à mulher, investimos no fortalecimento de políticas públicas para as mulheres do nosso Estado”, explicou a psicóloga Natália Patrocínio. De acordo com a delegada Cláudia Dematté, a punição não deve ser a única consequência após a agressão, pois é necessário que tenha um programa educativo para que a violência não se perpetue.

As reuniões acontecem uma vez por semana e totalizam oito encontros, incluindo o de apresentação do projeto. Esses homens participam de encontros organizados por uma equipe psicossocial da Polícia Civil. O primeiro acontece por meio de intimação judicial. Depois, a permanência e frequência aos demais é voluntária. Em cada um são apresentados conceitos para o desenvolvimento da cultura de respeito e não violência.

Os temas abordados contemplam relações de gênero, formas pacíficas de lidar com os conflitos, identificação e reflexão a respeito das violências nas relações, bem como aspectos relativos à relação familiar, propondo pensar o espaço subjetivo ocupado na família como um lugar democrático de convivência.

Lei Maria da Penha

Promulgada após lutas constantes de movimentos feministas e à custa de vidas de centenas de mulheres brasileiras, a Lei Maria da Penha homenageia uma mulher de mesmo nome, violentada durante os 23 anos de casamento, tornando-se um símbolo para a proteção de mulheres em todo o país.

Para os efeitos, a Lei Maria da Penha configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero, que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico, e dano moral ou patrimonial.

 

 

Texto: Fernanda Pontes

 

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