conecte-se conosco


Economia - ES1.com.br

Sicoob: crédito rural facilitado em feira de agronegócio

Equipe do Sicoob estará no evento promovido pela Cooabriel para aproximar as soluções financeiras dos produtores, inclusive recursos do Plano Safra 2022/2023

Publicado em

Café conilon - foto Ailton Pimenta

Fazer com que o crédito rural chegue ao produtor de maneira fácil e simplificada é o principal objetivo da atuação do Sicoob na Feira de Agronegócios Cooabriel, que será realizada no período de 28 a 30 deste mês, em São Gabriel da Palha.

Segundo o gerente da agência Sicoob São Gabriel, Giovanni Venturim, o estande da cooperativa vai funcionar como um centro de negócios para apoiar os associados. “Uma equipe, integrada inclusive por gerentes, ficará de plantão no local para dar assistência aos produtores e analisar o crédito na hora”, explicou.

Plano Safra

Os agricultores poderão contratar operações durante a feira, disse o gerente. Já estarão disponíveis para os cooperados as linhas de custeio e investimento abrangidas pelo novo Plano Safra 2022/2023.

As taxas de juros praticadas para os produtores enquadrados no Pronaf e Pronamp estão a partir de 5% e 8% ao ano, respectivamente.

Parceria

“Temos o objetivo de ser o principal agente financeiro parceiro da Cooabriel, com a qual já trabalhamos há mais de 30 anos, por meio do pagamento dos produtores, seguros, linhas de financiamento e investimento, máquinas de cartão de crédito e outros serviços,” destacou Venturim.

leia também:  Produção agrícola deve chegar a 269,3 milhões de toneladas, diz Conab

O gerente também ponderou que a cooperativa visa a continuar cumprindo seu papel social de gerar negócios para o desenvolvimento regional. “Com a nossa marca de R$ 1 bilhão em crédito rural, queremos resgatar e intensificar o perfil agro do Sicoob”.

Consórcio e seguros

A cooperativa ofertará opções de consórcio para aquisição de caminhões, implementos rodoviários, máquinas e equipamentos agrícolas, com taxas de administração de 8,5%.

O público ainda poderá contratar seguros de máquinas, lavouras, residências e multirrisco rural com descontos especiais durante o evento.

Projeto Água Limpa+Saúde

Também será apresentado no evento o projeto Água Limpa+Saúde, que é desenvolvido por meio de um acordo de cooperação entre Sicoob ES, Coopeavi, Cooabriel, Coocafé e Fortlev. Na feira, será exposto um biodigestor, aparelho financiado pelo Sicoob nesta parceria.

A apresentação será feita no dia 29, às 13h30, quando o gerente de crédito e agronegócio do Sicoob ES, Eduardo Ton, falará sobre os benefícios e condições para a adesão ao programa.

A proposta é levar para as propriedades rurais o tratamento adequado do esgoto doméstico, evitando a contaminação dos rios e mananciais e incentivando os produtores ao manejo adequado dos recursos naturais de suas propriedades.

leia também:  Emissões de debêntures incentivadas batem recorde em 2021

Para permitir que um grande número de produtores rurais adote a idéia do projeto, o Sicoob ES vai financiar o equipamento em até 36 parcelas sem juros.

Relacionamento

“Vamos aproveitar essa grande feira para promover e facilitar a realização de negócios, especialmente aos nossos cooperados e da Cooabriel, e ainda criar um ambiente de encontro entre as famílias produtoras, ampliando e fortalecendo os relacionamentos”, afirmou Francisco Giovanni Venturim.

Serviço

2ª Feira de Agronegócios Cooabriel

Dias: 28, 29 e 30 de julho de 2022

Ações do Sicoob Norte: estande para geração de negócios

Produtos e serviços disponíveis: crédito rural, financiamentos, cartões, consórcios e outros.

Apresentação do Projeto Água Limpa+Saúde

Data: 29/7/22

Horário: 13h30

Fonte: Vera Caser Comunicação

Economia - ES1.com.br

Gastos reais com funcionalismo caem para menor nível desde 2008

A ausência de reajustes salariais, a falta de concursos públicos e o adiamento de precatórios contribuíram para derrubar os gastos com o funcionalismo em 2022. As despesas reais com os servidores públicos federais ativos e inativos encerrou o primeiro semestre no menor nível em 14 anos.

Os dados foram compilados pela Agência Brasil com base nas estatísticas do Tesouro Nacional. De janeiro a junho, o Poder Executivo Federal desembolsou R$ 157,477 bilhões para pagar salários, aposentadorias e sentenças judiciais do funcionalismo, em valores atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O montante é o mais baixo para o primeiro semestre desde 2008, quando estava em R$ 139,733 bilhões, também em valores corrigidos pela inflação.

Ao atualizar os gastos pelo IPCA, o recorde nos gastos com o funcionalismo no primeiro semestre foi registrado em 2019, quando as despesas atingiram R$ 186,213 bilhões. De lá para cá, os gastos recuaram 15,43% em termos reais (descontada a inflação).

Congelamento

Diversos fatores contribuíram para a queda no gasto com o funcionalismo. O principal foi o congelamento do salário do funcionalismo que vigorou entre junho de 2020 e dezembro de 2021. A medida foi aprovada pelo Congresso Nacional em troca do pacote de ajuda a estados e municípios afetados pela pandemia de covid-19.

Apesar de promessas e de greves de diversas categorias do funcionalismo, o governo não concedeu reajustes em 2022. Originalmente, o Orçamento de 2022 tinha destinado R$ 1,7 bilhão para reajuste a forças federais de segurança e agentes de saúde. No fim de abril, a equipe econômica informou que estudava um aumento linear de 5% para todo o funcionalismo.

leia também:  PIS paga R$ 1,3 bi a quase 2 milhões de trabalhadores a partir dessa terça, 20

No entanto, no início de junho, o ministro da Economia, Paulo Guedes, descartou a concessão de reajustes em 2022. Por causa das restrições da lei eleitoral, o governo poderia conceder reajustes acima da inflação até 2 de abril, seis meses antes das eleições.

A Lei de Responsabilidade Fiscal autoriza a reposição da inflação até o fim de junho. No entanto, o projeto de lei deveria ter sido enviado até meados de maio para ser votado a tempo pelo Congresso.

Governo eletrônico

A não realização de concursos públicos para repor os servidores que se aposentaram ou morreram também contribuiu para a queda do gasto com o funcionalismo federal. O número de servidores na ativa caiu de 630,7 mil em dezembro de 2018 para 570,3 mil em julho deste ano, segundo o Painel Estatístico de Pessoal do Ministério da Economia.

A Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia informa que a ampliação da oferta eletrônica de serviços no Portal Gov.br compensou a queda do quadro funcional. Segundo o órgão, a ferramenta, que oferece quase 4,9 mil serviços públicos pela internet, permitiu o deslocamento de servidores de funções operacionais e burocráticas para atividades relacionadas à gestão ou à fiscalização, o que dispensa a reposição de cargos de nível médio ou que se tornaram obsoletos.

Precatórios

Além do congelamento salarial num cenário de inflação alta e da ausência de concursos públicos, outro fator passou a ajudar a reduzir o gasto com o funcionalismo. A emenda constitucional que permitiu o parcelamento de precatórios de grande valor transferiu para outros anos gastos que seriam executados em 2022.

leia também:  Indicador de emprego da FGV atinge menor nível desde agosto de 2020

Dívidas do governo reconhecidas em caráter definitivo pela Justiça, os precatórios acima de 60 salários mínimos, passaram a ser parcelados até 2026. O mesmo ocorreu com as dívidas do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), que passaram a ser pagas em três parcelas, uma a cada ano.

Segundo o Tesouro Nacional, a emenda constitucional reduziu em R$ 9,82 bilhões as despesas da União com precatórios no primeiro semestre. Em valores corrigidos pela inflação, a queda chega a R$ 11,22 bilhões. Desse total, R$ 7,4 bilhões corresponderam a precatórios relativos ao funcionalismo público federal.

Críticas

A queda no número de servidores é criticada pelas entidades que representam o funcionalismo público. Em audiência pública na Câmara dos Deputados em maio, o diretor da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) Pedro Armengol diz que o congelamento de salários e a não reposição de servidores piora a qualidade do serviço público.

“As decisões tem sido unilaterais. A pauta [de reivindicações] dos servidores públicos não é meramente corporativa. Ela reflete a preocupação dos trabalhadores e trabalhadoras do setor com as condições mínimas necessárias para atender as demandas da população e, portanto, assegurar direitos essenciais dos brasileiros”, declarou.

Entre os problemas citados pelo representante da Condsef, estão a extinção de órgãos, a precarização de salários, a não recomposição da força de trabalho, a precarização das condições e relações do trabalho e a falta de diálogo com o governo.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Economia

Visualizar

MAIS LIDAS

error: Conteúdo protegido!!