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Política Nacional

Senadores defendem investigação sobre envio de sementes a brasileiros

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As autoridades sanitárias do Brasil e da China precisam investigar a origem do envio gratuito e não solicitado de pacotes com sementes ao Brasil. A conclusão é dos senadores Plínio Valério (PSDB-AM) e Alvaro Dias (Podemos-PR), após estudo do Ministério da Agricultura avaliar que as sementes recebidas por brasileiros contêm pragas que não existem no Brasil.

Em setembro, por exemplo, pacotes foram entregues a moradores de Santa Catarina junto a compras realizadas pela internet, como um brinde. Os pacotes, supostamente vindos da China, descreviam o conteúdo como joias, mas, na verdade, eram sementes, que já chegaram pelos Correios a oito estados brasileiros.

O recebimento de sementes pela população também foi registrado nos Estados Unidos, no Canadá e no Reino Unido, entre outros países, sem que haja uma explicação definitiva. Suspeita-se da ocorrência de “brushing“, prática que melhora a reputação de lojas e produtos on-line com avaliações falsas, mas que exige o envio de encomendas para legitimar os pedidos. O governo chinês nega que os pacotes sejam enviados daquele país.

“Uma questão essencial segue sem resposta: qual era o objetivo de quem enviou essas sementes ao Brasil? Será que queriam prejudicar a nossa agricultura?”, questionou Alvaro Dias nesta sexta-feira (27) em publicação no Twitter.

Nessa mesma rede social, Plínio Valério defendeu a investigação do fenômeno. Na avaliação do senador, a apuração deve envolver as autoridades sanitárias do Brasil e da China. Ele teme que o envio das sementes possa trazer prejuízos ao agronegócio brasileiro.

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— Semente comprada inexistente no Brasil, principalmente vinda da Ásia, e particularmente vinda da China, já é suspeita. Eu acho que o Ministério da Agricultura está fazendo um bom trabalho. Tem que realmente alertar, alerta máximo, e investigar. Eu tenho que ver o que nós, enquanto legisladores, Câmara e Senado, podemos fazer, porque essa coisa é muito séria. O agronegócio é o carro-chefe do Brasil. Imagina se prejudicasse o nosso agronegócio, como seria? O agronegócio sustenta a balança comercial do país. Eu acho que é uma denúncia séria, seriíssima. Aliás, não é denúncia, é comprovação. Temos que ver o que podemos fazer por aqui. Eu vou tentar saber com a assessoria jurídica, com os assessores, o que pode ser feito. Algo tem que ser feito e e de forma urgente — afirmou Plínio Valério em entrevista à Agência Senado.

Análise das sementes

Até o momento, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) analisou 36 amostras de pacotes de sementes não solicitadas que chegaram via Correios na casa de brasileiros.

As análises — realizadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Goiás (LFDA-GO), referência em sanidade vegetal — indicam que parte das amostras contém a presença de mais de uma praga em seu conteúdo. No total, 47% das amostras já analisadas apresentaram risco fitossanitário ao país.

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Após avaliação de risco fitossanitário, realizada pela área técnica do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas do Mapa, foi identificado que uma amostra continha a espécie Myosoton aquaticum, praga ausente no Brasil e com potencial para ser considerada quarentenária, ou seja, com risco de estabelecimento no país e de causar danos fitossanitários. Essa espécie apresenta resistência a herbicidas, o que torna seu controle difícil. A introdução dessa planta daninha no país pode ter impacto econômico negativo, avalia o Mapa.

Em quatro amostras foram identificadas uma espécie quarentenária — a Descurainia sophia — considerada como planta daninha nos Estados Unidos e Canadá, além de planta invasora no México, no Japão, no Chile e na Austrália. Já a Myosoton aquaticum é considerada daninha nos campos de trigo da China.

Outras 15 amostras continham gêneros que têm espécies quarentenárias ou espécies com potencial quarentenário, como sementes de Cuscuta, Brassica, Chenopodium, Amaranthus e dos fungos Cladosporium, Alternaria, Fusarium e Bipolaris.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Política Nacional

Após quatro meses, Ney Suassuna se despede do cargo de senador


O empresário Ney Suassuna (Republicanos-PB) se despede nesta sexta-feira (22) do cargo de senador após quatro meses no Parlamento. Ele assumiu o Senado na qualidade de primeiro suplente do senador Veneziano Vital do Rego (PSB-PB), que pediu licença até 21 de janeiro para tratar de assuntos pessoais. Suassuna afirmou que cumpriu com o seu dever de trabalhar dia e noite pelo desenvolvimento da Paraíba e do país enquanto esteve no cargo.

— Paraibanos, brasileiros, eu cumpri o meu dever nesses quatro meses. Claro que falta muita coisa! Falta a reforma tributária, falta a reforma administrativa, falta curar toda a população através das vacinas, falta muita coisa. Mas é a hora de você, que pensa talvez até que a política não seja importante, cruzar os braços com os outros eleitores cobrando de seus parlamentares soluções. Temos que fazer valer o nosso voto — declarou.

O parlamentar, que já havia exercido mandatos de senador de 1995 a 2007, destacou ainda a necessidade de diminuir o custo de vida no Brasil e a importância de crescer com o setor produtivo para que o país volte a ser uma “potência econômica”.  

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— Se cada brasileiro aumentar 10% de sua produção, o Brasil cresce 10% e nós voltamos a ser o que todos nós gostaríamos. Nós somos os maiores produtores de comida do mundo, e se tivermos um pouco mais de juízo, nós vamos conseguir voltar ao cenário muito bem colocados. E isso depende de você, da sua pressão e dos seus parlamentares, obrigada — concluiu.

O senador Veneziano Vital do Rego reassume o cargo na próxima segunda-feira (25).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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