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Alessandra Piassarollo - ES1.com.br

Seja este nosso principal plano para o Ano Novo!

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Estamos começando um novo ano e a maioria das pessoas ainda está traçando metas ou procurando formas de torná-las realidade.

Mas enquanto percebo o mundo à minha volta traçar planos para as páginas em branco que acabaram de chegar, concluí que o plano principal para este ano recém-inaugurado é pedir VIDA. 

Não que isso seja exatamente uma novidade. Talvez até seja uma estratégia um pouco óbvia demais. Mas o fato é que entre a gama de cores que foram usadas para celebrar a mudança no calendário, não ouvi falar de nenhuma que tenha sido usada para pedir Vida.  Talvez esse pedido não tenha tão cogitado como deveria.

Pois eu, antes de tudo, quero vida. E apesar de não saber que cor deveria ter usado para pedi-la, espero ver meu desejo atendido. E com todo exagero a que tenho direito, quero preenchê-la com muito amor. Quero presenteá-la com saúde e disposição; oferecer sorrisos, música e felicidade, até que ela se sinta plena e realizada.

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Não quero gastá-la com tristeza nem solidão. Sentimentos escuros encurtam a vida. E quero-a bem longa, para fazer caber nela todas as amizades que conquistarei neste novo ano.  E que ainda sobre um espaço para colocar um punhado de sonhos e um pouco mais de fé. 

Espero que a vida me dê muitas oportunidades: de me aproximar de quem me afastei por descuido e de ser mais feliz, apesar de saber que nem tudo sairá conforme o planejado.

Apreciarei muito se tiver um tempinho de sobra pra ver a vida passar, ansiando para que ela também saiba cantar coisas de amor. Ou, pelo menos, que ela não me deixe esquecer o quanto é bom amar e ser amado.

Neste ano novo, quero entrar na escola da vida. Sentar com tranquilidade e aprender suas lições valiosas.  Gostaria que ela me ajudasse a dobrar os joelhos, para pedir e agradecer; que me ensinasse a precisar de pouco, a reclamar de menos, a manter a paciência em seu devido lugar. Seria ótimo se ela me arrancasse suspiros de emoção e me fizesse derramar quase nada de arrependimento.

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Desejo tê-la em sua melhor forma, feito flor recém-desabrochada. Cuidá-la-ei com todo meu afeto. Sei que ela será o alicerce para todas as conquistas que virão.

E assim, quando este novo calendário estiver preste a terminar e eu ouvir os sons tão característicos de fogos e de abraços comemorativos, poderei dizer que não deixei passar o tempo em vão e que vivi tudo o que a vida veio me oferecer.

Para este ano novo espero que você também peça vida, antes de todas as coisas. E saiba apreciá-la, sem moderação! 

 

Alessandra Piassarollo
Administradora e Escritora

Alessandra Piassarollo - ES1.com.br

E se eu me for agora, terei amado o suficiente?

Soube da notícia de que um conhecido havia partido dessa vida. De repente, surpreendentemente, sem nenhum tipo de aviso prévio, como a morte costuma fazer.

Fiquei imaginando se as coisas seriam diferentes na vida dele, se ele soubesse que partiria em breve. Imaginei se as coisas seriam diferentes na minha vida, e na vida de todos nós; se não deveríamos estar mais atentos ao fato de que a vida vai terminar para nós também.

Será que temos amado em quantidade suficiente? Será que temos feito o nosso melhor e aproveitado a companhia das outras pessoas? Ou partiremos deixando para trás aquela sensação de que deveríamos ter feito tudo de forma diferente?

Muito provavelmente a resposta é a de que não estamos vivendo da melhor forma possível. Poderíamos estar vivendo com prazer e com mais qualidade. Poderíamos estar pondo freios em nossa preocupação exagerada e nessa vontade de partir pra briga, contra tudo e contra todos, que temos sentido.

Deveríamos refrear nosso velho hábito de deixar coisas importantes para depois, simplesmente porque não temos nenhuma garantia de que o depois virá. E parar de alegar falta de tempo, principalmente se ele estiver sendo mal gasto.

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Aprender a não guardar roupa, calçados e louças para ocasiões especiais. O momento especial é agora, porque ele nos garante vida para desfrutá-lo. Poderíamos parar de economizar o que temos de bom dentro de nós. E não deixar a vida, os amores e os sonhos pra depois. Eles não precisam ficar tanto tempo na sala de espera.

Tampouco podemos desperdiçar o tempo de agora, porque ele é precioso demais para isso. O ontem não regressará e talvez o amanhã não chegue até nós.

Engana-se quem pensa que essas verdades exigem pensamentos negativos. Mas é preciso que fiquemos em estado de alerta e deixemos despertar em nós um desejo irrepreensível de amarmos a vida e tudo o que ela nos oferece.

Que o prazo de validade determinado que nos foi imposto desperte em nós o desejo de diminuir os conflitos e de ter mais sossego interior. Busquemos a sensação reconfortante de ter nossas almas desfrutando de afeto e de tranquilidade; que saibamos reassumir o controle da nossa vida, sem sermos marionetes para o teatro sentimental de ninguém.

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Não queiramos que as circunstâncias da vida tragam-nos arrependimentos por não termos sabido conduzir nossos dias. Amemos o máximo possível: A nós mesmos e às outras pessoas. Tenhamos apreço por quem somos e respeito por quem fomos. Planejemos o futuro de forma que possamos aproveitar bem todas as oportunidades que vierem, enquanto vierem.

Andemos de cabeça erguida, sem culpas desnecessárias. Esforcemo-nos para encarar todos os fatos com leveza e com a certeza de que existe uma lição a ser aprendida em cada acontecimento.

Desfrutemos da vida com a coerência de quem sabe que um dia ela terminará. E torçamos para que o acaso não se canse de nos proteger, caso continuemos a andar tão distraídos.

Alessandra Piassarollo
Administradora e Escritora

 

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