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Se arrependeu de uma compra, e agora? – artigo escrito por Oséias Correia da Silwa Júnior | #ProconSGP

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Foto: Pixabay

Se arrependeu de uma compra, e agora?

O dicionário trouxe, dentre os significados do verbo arrepender, o sentido de “mudar de intenção ou de ideia”. Comprar um produto e instantes depois da compra, perceber que o produto não é exatamente aquilo que você esperava, é normal e acontece com frequência, e tudo bem. Você pode ter comprado por impulso ou não ter pesquisado direito antes da compra, e nem por isso você é obrigado a ficar com um produto sem utilidade. A legislação brasileira traz o direito de arrependimento dentro do Código de Defesa do Consumidor, ou seja, caso um consumidor queira usar de seu direito ao arrependimento, ele pode desistir da compra e ter seu dinheiro de volta, sem ter quer explicar ou justificar o motivo da desistência ao vendedor.

Mas calma, antes de sair querendo cancelar todas as compras que simplesmente não te agradou, saiba que a lei traz alguns requisitos para exercer esse direito. Dentre eles, o consumidor tem que ter realizado a compra fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone, a domicílio e/ou por internet. O prazo para o consumidor desistir das compras nestas situações é de 07 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, conforme o art. 49 do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078, DE 11 DE SETEMBRO DE 1990). Esse direito ao arrependimento decorre do fato que o consumidor, nessas situações, não tem contato direito com o produto adquirido, de forma que sua satisfação com a aquisição é incerta, visto ainda que, no momento da compra, ele não tinha condições de comparar o produto com outros, já que o contato físico com o produto ocorre apenas após a compra realizada. Sendo assim, por meio desta prerrogativa, ele tem um prazo para “refletir” sobre sua compra, e justamente nesse prazo de reflexão ele pode se arrepender, desistir da compra e ter todo seu dinheiro devolvido.

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Entretanto, para desistências em lojas físicas, ou seja, quando o consumidor vai de forma presencial até uma loja, não há nenhum dispositivo legal que regule esse tipo de situação ou ainda, que obrigue o vendedor a realizar alguma devolução de valores, salvo nos casos que o produto apresentar defeito e/ou vícios e dentro dos prazos garantidos em lei.

Foto: Arquivo Pessoal

Oséias Correia da Silwa Júnior

OAB-ES 21.867

Especialista em Direito Civil e Processo Civil (Multivix)

Especialista em Educação Profissional e Tecnológica (IFES)

Pós-Graduando em Aperfeiçoamento em Gestão Aplicada à Política (IFES)

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Dia das Mães: Procon-ES orienta sobre compras e trocas de presentes

O Dia das Mães será comemorado neste domingo (08) e a chegada da data movimenta o comércio. Para quem ainda pretende comprar um presente, o Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-ES) recomenda cautela para que as compras de última hora não sejam feitas por impulso.

O diretor-presidente do Procon-ES, Rogério Athayde, explicou que, antes da escolha do presente, o consumidor precisa avaliar a sua situação financeira e não se deixar atrair por promoções, pois nem sempre a oferta anunciada representa de fato uma redução no preço do produto.

Pesquisar os preços em diferentes lojas é fundamental para quem quer economizar. É recomendado negociar valores, formas de pagamento e pedir descontos para pagamento à vista. O consumidor tem que ter em mente que o presente ideal é aquele que agrada e que não vai desequilibrar o seu orçamento”, ponderou Athayde.

Compras

– Na hora da compra, pesquise em vários locais os preços dos produtos e dos serviços que pretende adquirir e considere sempre a possibilidade de pagar à vista ou em pequenas parcelas sem juros;

– Fique atento aos produtos em exposição. Todos os itens devem apresentar seus preços de forma clara. Os produtos expostos na vitrine e no interior da loja devem exibir o preço à vista, a prazo e a taxa de juros aplicada;

– O lojista deve exibir, em local de fácil acesso, as formas de pagamento aceitas pelo estabelecimento;

– Aceitar cheques é uma liberalidade dos estabelecimentos. Porém, a partir do momento em que o cheque é recebido, o lojista não pode fazer restrições, como não aceitar cheques de contas recentes. Vale lembrar que as lojas não são obrigadas a receber cheques de terceiros, de outras cidades ou administrativos;

– Caso o presente escolhido seja um eletrônico ou eletrodoméstico, o consumidor deve testar sempre que possível o funcionamento do produto na loja. Quando o produto for entregue em casa, deve somente atestar o recebimento após conferir o perfeito estado do mesmo;

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– Na compra de produtos em promoção, o consumidor também tem seus direitos garantidos. É comum que cartazes nas lojas informem que produtos comprados na promoção não podem ser trocados, mas se o produto apresentar defeitos, o consumidor tem direito a reparação ou a restituição do valor pago. Todo produto ou serviço tem garantia legal, segundo o Código de Proteção e Defesa do Consumidor (CDC);

– O Código de Proteção e Defesa do Consumidor determina que toda a oferta de produtos seja cumprida pelo fornecedor que a veiculou. Portanto, se alguma empresa negar o que prometeu, é possível reclamar, desde que munido do material publicitário;

– Os produtos devem ser entregues e montados, se necessário, no dia e hora pré-estabelecidos no ato da compra;

– Não pode ser exigido um valor mínimo para a utilização do cartão de crédito. Entretanto, o lojista poderá determinar valores mínimos para parcelamento;

– Independente do presente escolhido, a nota fiscal deve ser exigida, pois ela é essencial para a troca, garantia e eventual reclamação.

Trocas

Antes de concluir a compra, o consumidor deverá se informar se a loja aceita trocas e verificar as condições para realizá-la. Essa informação é muito importante, pois as lojas físicas não são obrigadas a trocar produtos sem defeito simplesmente porque não agradou ou o tamanho não serviu.

Muitos consumidores acham que podem realizar a troca de produtos em perfeito estado, no prazo de sete dias, mas isso só é possível para as compras realizadas fora do estabelecimento comercial, como internet. As trocas de produtos não defeituosos adquiridos em lojas físicas são uma liberalidade do estabelecimento e não uma obrigação”, detalhou Athayde.

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O diretor do Procon-ES acrescentou ainda que, se a loja aceita trocas, não poderá estabelecer restrições quanto aos dias e horários para a realização do procedimento, segundo a Lei Estadual nº 10.689/2017. Sendo assim, informações do tipo ‘não trocamos aos sábados’, são proibidas”, disse.

Athayde também lembrou que, se o produto apresentar algum problema, é obrigação do lojista ou do fabricante sanar o defeito em até 30 dias. “Todo produto tem garantia legal, segundo o CDC. Leve o produto até a loja ou para a assistência técnica autorizada para reparo e guarde a ordem de serviço”, acrescentou.

Além disso, antes de ir ao caixa, é importante verificar se o produto não tem algum defeito aparente e realizar testes de funcionamento.

Reclamação

Os consumidores podem registrar suas reclamações pessoalmente na sede do Procon-ES, localizada na Avenida Jerônimo Monteiro, nº 935, Centro, Vitória, de segunda a sexta-feira, mediante retirada de senhas às 9 horas, para o atendimento da manhã, e, às 13 horas, para o atendimento da tarde. Outra unidade do Procon-ES está localizada na Unidade Faça Fácil, em Cariacica, que atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e, aos sábados, até as 13 horas. O agendamento para o Faça Fácil deve ser feito pelo site facafacil.es.gov.br.

A população também pode registrar reclamações, sem sair de casa, pelo e-mail [email protected]. Dúvidas podem ser solucionadas pelo WhatsApp (27) 3323-6237.

É preciso que o consumidor tenha disponível o RG (Carteira de Identidade), CPF, nota fiscal e outros documentos que possam comprovar a reclamação.

Informações à Imprensa:
Assessoria de Comunicação do Procon Estadual
Amanda Ribeiro
(27) 3132-1840
[email protected]

Fonte: Governo ES

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