conecte-se conosco


Política Estadual

Saúde aborda trajetória do coronavírus no ES

Publicado em


Artigo científico publicado pela revista on-line Plos One, da Public Library of Science, registra que o vírus causador da Covid-19 já circulava no Espírito Santo em dezembro de 2019, portanto, antes mesmo do anúncio oficial da pandemia, em fevereiro de 2020.

A pesquisa científica realizada em 2019 pelo Laboratório Central do Espírito Santo (Lacen) que revela a presença de anticorpos ao SARS-CoV-2 em casos suspeitos de dengue e chikungunya no estado é o tema da reunião do colegiado de Saúde que acontece na terça-feira (23), às 9 horas, em plataforma virtual.

O estudo científico será explanado por Rodrigo Ribeiro Rodrigues, que é coordenador do Lacen, biólogo e especialista em imunogenética de doenças infecciosas. O Lacen é vinculado à Secretaria Estadual da Saúde (Sesa) do Espírito Santo.

Para Rodrigues, a pesquisa realizada com mais de 7.300 amostras de sangue de pessoas com suspeita de dengue e chikungunya não implica, necessariamente, que o novo coronavírus já existia no país, mas que as pessoas podem ter trazido a doença de outros lugares ou ter tido contato com pessoas assintomáticas.

leia também:  Prescrição da cloroquina debatida na Saúde

Maus-tratos

Na quarta-feira (24), o caso da morte de animais e maus-tratos a cães e gatos no município de Vila Velha é a pauta da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-Tratos aos Animais, presidida pela deputada Janete de Sá (PMN), que se reúne extraordinariamente.

Foram convocados a protetora de animais e proprietária do Abrigo Au-Au Carente, Lívia Guimarães, o esposo dela, também responsável pelo abrigo, José Délio Barcellos Netto, e a filha do casal, Bianca Guimarães Barcellos, moradora do apartamento em Vila Velha onde 11 animais foram encontrados mortos no início do ano. O abrigo foi interditado em ação posterior, quando foram resgatados 35 animais.

Além deles, também foram convocados Bruno Serafim Coelho, síndico do condomínio onde estavam os animais; Mariana de Moura Mello Reissenger, moradora do condomínio; Nuno Caliman, inspetor da Guarda Municipal de Vila Velha; Roberta Vidigal, subinspetora da Guarda Municipal de Vila Velha; a auxiliar de veterinário Jaqueline de Oliveira, além de outras oito testemunhas e convidados.

Confira a agenda da semana*

leia também:  Ao vivo: mais 7 municípios pedem reconhecimento de calamidade

Terça-feira (23)
9 horas – Comissão de Saúde e Saneamento (reunião virtual)
13 horas – Comissão de Educação (reunião presencial)
13 horas – Comissão de Justiça (reunião híbrida)

Quarta-feira (24)
14 horas – CPI dos Maus-Tratos aos Animais (reunião presencial)

*Agenda sujeita a alterações
 

Política Estadual

Efeitos da pandemia são pauta em discursos


As causas e as consequências diversas provocadas pela pandemia ocuparam boa parte dos pronunciamentos dos deputados nesta terça-feira (20), durante a sessão ordinária virtual da Assembleia Legislativa. Questões como intensidade da propagação do coronavírus, crise econômica, crimes passionais e polêmicas sobre as aulas presenciais foram abordadas nos discursos.

A deputada Iriny Lopes (PT) considerou que a crise ganhou tal dimensão por falta de ações do governo federal e atos do presidente da República. “Nós temos que entender que a gravidade da crise que vivemos nesse momento tem uma origem, e a origem não é exclusivamente o vírus. A origem é a ausência de uma liderança e de um plano estratégico nacional que viesse a fazer frente ao vírus como os demais países fizeram”, analisou.

Iriny lembrou do período em que o cargo de ministro da Saúde ficou vago por seis meses e observou que o negacionismo é negar o que a Ciência recomenda. Também fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “O próprio presidente da República não teve respeito pela envergadura do seu cargo e promoveu aglomerações. Os seus seguidores repetiam os seus gestos. É disso que se trata quando falamos negacionismo”, argumentou.

Violência doméstica

O deputado Dr. Rafael Favatto (Patri) comentou o crescimento dos crimes passionais no estado durante a pandemia. “Infelizmente, está enraizado em nossa cultura, não deveria estar, o homem do Espírito Santo tem algo no sentido de posse, de ser dono da mulher. Mas nós não somos donos da mulher, ela é independente, um ser igual a cada um de nós”, disse.

leia também:  Texto barra cobrança de dívida a novo morador

Favatto ilustrou essa condição de tratamento diferenciado entre homem e mulher, afirmando que vem desde o nascimento da criança, com elogios diferenciados quando se trata de um bebê do sexo masculino, e pela educação que cada um recebe na infância. “Isto está enraizado em nossa cultura, esse tipo de raiz cultural. Sobre esse sistema de posse [da mulher] é muito importante a gente  avaliar. Precisamos rever os nossos conceitos, fazer exame de consciência”, ponderou.

Ele reconheceu que a polícia não tem condições de vigiar todos os lares capixabas para evitar o feminicídio. O sistema de videomonitoramento, disse o deputado, ajuda na vigilância e deu como exemplo o sistema já instalado em Vila Velha. Entretanto, o deputado considera que “os ânimos de nossa população estão exaltados, as pessoas estão cada vez mais impacientes, o que leva ao aumento da criminalidade”, avaliou.

O deputado considerou as medidas que vêm sendo tomadas, como a arrecadação de cestas básicas, mas lembrou que uma cesta básica apenas não mata a fome para sempre. Por essa razão, defendeu o fortalecimento de vínculos pela assistência social para dar respostas à crise provocada pela pandemia.

leia também:  Saúde bucal é tema de comissão

“Neste momento de crise econômica, infelizmente, tem aumentado o número de moradores de rua. Então, os projetos sociais, o fortalecimento de vínculos em relação à assistência social tem que ter cuidado maior de nossos gestores, o governo do estado e das prefeituras”, alertou.

Professores na pandemia

Já o deputado Sergio Majeski em sua fala criticou o discurso do deputado Ricardo Barros (Progressistas/PR), líder do governo na Câmara Federal, que declarou à CNN Brasil hoje que os professores estão causando danos às crianças porque não querem trabalhar durante a pandemia.

Majeski considerou a crítica do deputado paranaense ofensiva, humilhante. “A maioria dos professores nunca trabalhou tanto como está trabalhando agora e sem condições nenhuma para isso”, relatou.

Para ele, a pandemia está mostrando a falta de investimento na educação, o atraso das escolas em termos de infraestrutura e de qualificação de professores. “A maioria dos professores fazem um esforço imenso para fazer o melhor que podem. Toda minha solidariedade aos professores que estão fazendo muito mais do que podem”, destacou Majeski. 

Visualizar

MAIS LIDAS

error: Conteúdo protegido!!
Chat aberto
1
Precisa de nossa ajuda ?
Olá, nós do ES1 podemos te ajudar de alguma forma