conecte-se conosco


Economia - ES1.com.br

Salário mínimo necessário para sustentar família volta a subir

Publicado em

Qual é o valor suficiente “para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência”?
R$ 3.752,65, de acordo com uma estimativa divulgada do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
O cálculo é feito mensalmente desde 1994 com base no valor da cesta básica mais cara, atualmente a de Porto Alegre (R$ 446,69), seguida do Rio de Janeiro (R$ 443,81) e São Paulo (R$ 439,20).
O custo da cesta básica aumentou em todas as 20 capitais analisadas em janeiro, com destaque para João Pessoa (11,91%), Brasília (9,67%), Natal (8,85%).
O resultado é que o salário mínimo “suficiente” de janeiro foi 167 reais mais alto do que os R$ 3.585,05 de dezembro, o valor mais baixo desde 2015.

Novo valor

Desde o começo do ano está valendo o novo valor do salário mínimo: R$ 954, um aumento de R$ 17 em relação ao ano anterior.
Foi o menor reajuste do salário mínimo em 24 anos. A fórmula para os aumentos foi estabelecida por lei em 2012, ainda no governo da então presidente Dilma Rousseff, e deve valer até 2019.
Ela determina que o reajuste anual tem como base a soma da variação do INPC (inflação para população de baixa renda) no ano anterior, acrescido da taxa de crescimento real do PIB dois anos antes.
O valor do reajuste do mínimo em 2018 acabou ficando um pouco abaixo da inflação por uma diferença na estimativa do governo, mas não será revisto.
Segundo o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, a lei de reajuste do salário mínimo prevê que pequenas variações possam ocorrer, sendo compensadas no ano seguinte.
O salário mínimo “suficiente” atual de R$ 3.752,65 representa cerca de 3,9 vezes o valor do salário mínimo nominal.
Em janeiro do ano passado, a relação era levemente mais desigual: os R$ 3.811,29 do “necessário” representavam 4 vezes o valor do mínimo de R$ 937,00 então em vigor.

leia também:  Trabalhadores nascidos em fevereiro podem sacar até R$ 1 mil no FGTS

Consequências

Em um vídeo de 2015, o economista Carlos Eduardo Gonçalves previu consequências negativas se o salário mínimo “necessário” do Dieese fosse estabelecido por lei:
“O que vai acontecer com a pessoa hoje empregada que ganha um salário baixo? (…) Você acha que elas vão continuar todas empregadas ganhando R$ 3.700 ou elas vão ser mandadas embora porque a contribuição delas pro produto final da empresa não vale esses R$ 3.700?”.

Exame

Economia - ES1.com.br

Servidores do Banco Central confirmam fim da greve

Após três meses de greve, os servidores do Banco Central (BC) aprovaram o retorno ao trabalho em assembleia sindical nesta manhã. A categoria voltará ao trabalho, mas pretende continuar o movimento com operações padrão, para tornar mais lentos projetos internos.

Por meio da assessoria de imprensa, o BC informou que a divulgação de estatísticas será retomada gradualmente. Ainda não há definição de datas, que serão comunicadas com cerca de 24 horas de antecedência.

Em nota, o Sindicato Nacional de Funcionários do Banco Central (Sinai) informou que, apesar do fim da greve, novas atividades de mobilização e protesto estão sendo debatidas no âmbito da categoria e serão divulgadas ao longo das próximas semanas. A entidade assegurou que o movimento não prejudicou a prestação de serviços essenciais ao longo dos últimos três meses.

“Desde o princípio, o movimento grevista ocorreu de maneira ordeira e responsável, garantindo a manutenção de serviços essenciais ao cidadão brasileiro, como o Pix”, destacou o texto. O sindicato informou que a mobilização “cumpriu seu papel”, porque o BC enviou ao Ministério da Economia propostas para a reestruturação da carreira, que envolve aspectos não salariais, e para a criação de uma gratificação por produtividade.

leia também:  Banestes entra na onda da Black Friday

Os funcionários do BC ficaram em greve de 1º de abril até ontem (4), último dia possível para a entrada em vigor de aumentos salariais neste ano. Pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o Congresso precisaria ter aprovado, até 30 de junho, reajustes que repusessem perdas com a inflação, com a lei entrando dois dias úteis depois, o que corresponderia a 4 de julho.

Para cumprir esse prazo, no entanto, o governo precisaria ter enviado um projeto de lei ou medida provisória ao Congresso no fim de maio ou na primeira semana de junho.

Reivindicações

Os funcionários do BC reivindicavam a reposição das perdas inflacionárias nos últimos anos, que chega a 27%. Eles também pediam a mudança da nomenclatura de analista para auditor e a exigência de nível superior para ingresso dos técnicos do BC. Com a negativa do governo em conceder aumentos, eles se concentraram na elaboração de um novo plano de carreiras.

Em 19 de abril, a categoria suspendeu a greve, mas retomaram o movimento por tempo indeterminado desde 3 de maio. Desde então, só serviços considerados essenciais estão sendo executados, como as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), o Pix e a divulgação do déficit primário no primeiro quadrimestre.

leia também:  Economistas se surpreendem com resultado do PIB, mas mantêm cautela

A divulgação de estatísticas, como o boletim Focus (pesquisa semanal com instituições financeiras), o fluxo cambial, o Relatório de Poupança e a taxa Ptax diária (taxa média de câmbio que serve de referência para algumas negociações), foi suspensa ou ocorre com bastante atraso desde então. Projetos especiais, como a expansão do open finance e a segunda fase de consultas de saques de valores esquecidos, estão suspensos.

Desde o início do ano, diversas categorias do funcionalismo federal trabalham em esquema de operação-padrão ou fazem greve porque o Orçamento de 2022 destinou R$ 1,7 bilhão para reajuste a forças federais de segurança. No fim de abril, o governo confirmou que estudava um aumento linear de 5% para todo o funcionalismo, mas, no início de junho, o ministro da Economia, Paulo Guedes, descartou a concessão de reajustes em 2022.

Nas últimas semanas, servidores de órgãos federais em greve voltaram ao trabalho. As atividades foram retomadas no Tesouro Nacional, no Instituto Nacional de Serviço Social (INSS) e na Controladoria-Geral da União.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Economia

Visualizar

MAIS LIDAS

error: Conteúdo protegido!!

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

novo cartaz apae2