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“Queremos mais oportunidade de empregos para os nossos jovens”

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Radialista e líder comunitário, Admilson Ribeiro Brum foi eleito vereador para esta legislatura com 859 votos. Mas, na legislatura passada, quando foi suplente, ele já havia adquirido experiência no Legislativo, após ficar por mais de um ano exercendo o cargo. “Agora é trabalhar, estou muito satisfeito, pois no dia em que é comemorado Dia do Vereador, olha eu aqui, assumindo uma vaga de vereador”, comentou ele na época.

Nessa legislatura, Admilson Brum tem feito a diferença no que tange à apresentação de projetos de lei. Foram 63 projetos, segundo ele e, desses, 12 já foram aprovados e transformados em lei, enquanto outros 20 foram desarquivados esse ano. 

Para Brum, o mais importante desses projetos, no momento, é o que cria o Programa Primeiro Emprego no município. “A proposta é que se faça uma parceria, do município com as empresas, para que elas contratem no mínimo 20% da mão de obra de jovens que nunca tiveram emprego. E o objetivo é claro: inserir o jovem no mercado de trabalho, gerar mais emprego e renda, promover a escolarização e a capacitação profissional do jovem”.

Quanto ao relacionamento com o Executivo Municipal, Admilson Brum afirma que é “amigo pessoal” do prefeito, mas como vereador é oposição. “Agora não é porque sou oposição que ele vai mandar um projeto interessante para a população e nós vamos colocar debaixo do braço. Todos os projetos interessantes para a população que o prefeito enviou para esta Casa, até agora, nós aprovamos, e ele sabe bem disso”, assegura.

 

ES1 – O senhor está no segundo mandato como vereador, como é que foi a sua entrada na vida pública?

Admilson Brum – Olha, o meu trabalho em defesa da população começou através do meu trabalho como radialista, das reportagens que eu fazia, as pessoas cobravam aquilo que a gente poderia fazer, tinha as pessoas carentes que a gente já ajudava e como vereador, vi que teria como ajudar mais ainda…

 

ES1 – Na legislatura passada o senhor foi eleito suplente, mas assumiu por cerca de um ano e meio e agora foi um dos mais votados…

Admilson Brum – Eu fiquei um ano e pouco como vereador na legislatura passada, esse na verdade é o meu primeiro mandato e estamos aqui fazendo o trabalho do vereador, que é elaborar projetos para melhorar a vida dos cidadãos, fiscalizar o Executivo…

 

ES1 – O senhor tem sido o campeão na apresentação de projetos de leis e outras proposições na Câmara Municipal…

Admilson Brum – Sim, um dos primeiros projetos que fiz foi para proibir o uso de linha pipa com cerol, que já foi aprovado, já foi sancionado. Isso causava muito transtorno na cidade. Então, o meu trabalho como vereador é principalmente esse, fazer projetos de leis, fiscalizar o Executivo. 

Já apresentei 63 projetos e destes, 12 foram aprovados, 20 foram arquivados no ano passado, pelo fato da comissão ficar jogando, empurrando, não respeitar os prazos regimentais para dar parecer e 20 foram desarquivados.

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Dentre esses 20 projetos, está um muito importante, que institui o Programa Primeiro Emprego, para jovens de 16 a 24 anos de idade, pessoas iniciantes no mercado. Eu pergunto, como que o cidadão, aquele que acabou de formar, tem o curso na mão, vai conseguir emprego se a maioria das empresas quer pessoas com experiência, pessoas que já trabalharam. Então fica complicado o jovem conseguir o seu primeiro emprego…

camera_enhance (Crédito: .)

 

ES1 – E como vai funcionar isso?

Admilson Brum – A proposta é que se faça uma parceria, do município com as empresas, para que elas contratem no mínimo 20% da mão de obra de jovens que nunca tiveram emprego. E o objetivo é claro: inserir o jovem no mercado de trabalho, gerar mais emprego e renda, promover a escolarização e a capacitação profissional do jovem.

O programa também vai trazer um incremento da participação da sociedade na formulação de políticas e ações de geração de trabalho e renda do município. Como todos sabem, a gente está vivendo uma crise aqui em Barra de São Francisco, no Brasil e também no mundo e se a gente não tiver iniciativas como essa, de geração de emprego e renda para os mais jovens, fica complicado, pois eles vão pender para o caminho das drogas, da marginalidade.

 

ES1 – O senhor foi eleito primeiro-secretário da Mesa Diretora para o próximo biênio dentro do Grupão do Povo, que se coloca como independente. Como é que você pretende atuar nesse novo cargo?

Admilson Brum – Fazendo um trabalho responsável, principalmente cumprindo o Regimento Interno. Serei o primeiro secretário e também o relator da Comissão de Justiça e Redação. Nós temos notado na Mesa Diretora que está aí, que não está havendo cumprimento dos prazos regimentais e isto tem que acabar.

Vamos fazer aquilo que realmente estiver ao nosso alcance para ajudar a população de Barra de São Francisco. Em nenhum momento, o Admilson Brum vereador, o Admilson Brum pessoa e os outros seis vereadores do grupão vai procurar fazer o pior para Barra de São Francisco. Nós queremos o melhor, queremos fazer a coisa certa. Às vezes questionam que nós não aprovamos o projeto tal, mas se não aprovamos é porque tinha irregularidade.  Se nós aprovarmos um projeto irregular, a irresponsabilidade será nossa.

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ES1 – Como é que está o seu relacionamento e o do grupo com o Executivo, tem havido avanços?

Admilson Brum – É uma falta de respeito o que o prefeito do PT, o prefeito Alencar Marim, tem feito com a Câmara Municipal. Evidentemente que nós estamos vivendo uma crise séria, todo mundo sabe disso, mas é o momento de conversar, de dialogar. E o prefeito não procura a Câmara, não conversa.

Quando ele envia um projeto pra cá, não procura a gente, não conversa, só manda assessor, secretário. O que a gente quer é uma conversa aberta, conversa franca. Não queremos o pior para Barra de São Francisco, nós moramos aqui, queremos o melhor para nossas famílias.

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ES1 – A estratégia da administração tem sido jogar a população contra os vereadores…

Admilson Brum – Sim, o prefeito, em vez de ir para a rádio tentar jogar a população contra os vereadores, ele devia procurar a gente e conversar. Essa eleição, onde o nosso grupo conseguiu conquistar a Mesa Diretora para o próximo biênio, isso é histórico, nunca aconteceu em Barra de São Francisco, Então, está na hora de o prefeito deixar de ser ditador, porque eu encaro ele como um ditador. 

Eu sou amigo particular do prefeito, mas como vereador sou oposição. Agora não é porque sou oposição que ele vai mandar um projeto interessante para a população e nós vamos colocar debaixo do braço. Todos os projetos interessantes para a população que o prefeito enviou para esta Casa, até agora, nós aprovamos, e ele sabe bem disso.

camera_enhance (Crédito: .)

 

ES1 – O que o senhor acha que Barra de São Francisco precisa para voltar a crescer, a se desenvolver?

Admilson Brum – Competência na administração. Não cabe ao vereador executar, cabe ao prefeito, e a equipe dele é ruim demais. Nunca vi em Barra de São Francisco uma equipe tão ruim como a do prefeito Alencar. Penso que o tanto de voto que ele recebeu, acho que a população não merece estar sendo massacrada dessa forma.

A educacão está atrasada, a saúde está doente, as nossas estradas do interior estão abandonadas, o lixo está acumulando nas ruas, a dengue está atacando nossa população, porque está faltando competência. Ah, mas o carro está quebrado. Se o secretário tiver competência, ele conserta e faz o trabalho.

Chega de chororô, chega de ir para emissora de rádio para falar que está sem dinheiro. Será que eles vão passar quatro anos reclamando da outra administração? Está na hora de ter competência. Administrar com dinheiro é muito fácil. Agora, quando não tem dinheiro, aí entra a competência.

Não sei porque tiraram o Zé Carlos da Tesouraria e contrataram alguém. Se o município não tem dinheiro, como estão contratando pessoas? Agora pergunto, como que o município está sem dinheiro, se eles estão contratando, até por debaixo dos panos.

Então, o que está acontecendo é o mesmo que em 98, ele não está respeitando o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que levou ao bloqueio de milhões de reais do município recentemente. Quando a justiça vier novamente a bloquear o dinheiro, ele não vai poder dizer: O culpado não sou eu. É muito fácil jogar pedra, é muito fácil acusar, mas depois que ele entrou lá está fazendo pior do que os outros.

 

ES1

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Associação reivindica direitos de pessoas com Down

Cerca de 300 mil pessoas no Brasil são portadoras da Síndrome de Down, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mundo, a incidência estimada é de um entre mil nascidos vivos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Para falar sobre direitos e acesso a tratamentos, a Comissão de Saúde recebeu, nesta terça-feira (5), a presidente da Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Síndrome de Down do Espírito Santo (Vitória Down), Lisley Sophia Nunes.

Dentre os maiores problemas apontados pela convidada está a alta demanda por cirurgias cardíacas. “O grande desafio que nós temos é a cirurgia cardíaca. Esse é um pedido que a gente vem fazer, porque 50% a 60% dos bebês (com a trissomia 21) nascem com cardiopatias congênitas graves. A gente tem poucos profissionais aqui no estado que são aptos a fazer a cirurgia e a gente tem um pós-cirúrgico que merece atenção”, afirmou.

Judicialização

A judicialização acaba muitas vezes sendo o caminho procurado pela família para garantir o acesso aos direitos da criança. “O que acontece muitas vezes? A gente tem que judicializar o pedido das famílias para garantir a cirurgia. A gente tem uma perda de bebês muito grande. Muitos vão a óbito porque eles não conseguem fazer a cirurgia em tempo hábil. E é comprovado que, quanto antes fizer, mais sucesso terá, e a gente sabe que terá uma vida normal dali pra frente”, argumentou.

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Álbum de fotos da reunião

Diagnóstico

A convidada também apontou como demanda a melhora no diagnóstico da síndrome, que é feito por meio de um exame chamado cariótipo, que serve para verificar a quantidade e a qualidade dos cromossomos. “Por um tempo o Estado deixou de fazer e, sem a confirmação da Síndrome de Down, as famílias não conseguem acessar os direitos”, lamentou.

“Então ela fica com uma suspeita nos braços, ela anda com uma suspeita que é o filho, ela não sabe o que é Síndrome de Down, não sabe por onde começar porque não tem a garantia do exame e os médicos não fazem o diagnóstico clinicamente. Então a gente precisa que o Estado garanta o cariótipo para as crianças”, complementou.

Anticorpo

Outro pedido é a disponibilização de um anticorpo chamado palivizumabe. O imunizante é capaz de prevenir uma série de doenças respiratórias, como o vírus sincicial respiratório (VSR). “Hoje quem tem acesso a esse medicamento são apenas bebês com cardiopatias ou que nascem antes do tempo (prematuros). Então a gente pede que seja disponibilizado para todos bebês com a Síndrome de Down, dada toda essa dificuldade que eles têm e esse propensão a doenças respiratórias”, enfatizou.

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Pós-operatório

O deputado e médico Dr. Emílio Mameri (PSDB) concordou com as demandas apresentadas pela convidada e chamou a atenção para os cuidados pós-operatórios. “Nós temos aqui uma equipe boa de cirurgia cardíaca, mas precisamos aumentar. O que eu observei quando estive na Benificência Portuguesa, em São Paulo, é que é fundamental aprimorarmos o nosso pós-operatório”, avaliou. 

“No procedimento cirúrgico nós temos médicos capazes, competentes, que têm condições de fazer esses procedimentos com a mesma qualificação dos profissionais de São Paulo. Entretanto, o que nós não temos, e isso é o diferencial, são equipes de pós-operatório que possam acompanhar esses pacientes, avaliar detalhes pequenos, mas que são muito importantes e que, infelizmente, na maior parte das vezes, são a causa dos nossos óbitos em pacientes operados”, concluiu o parlamentar.

Fonte: Assembléia Legislativa do ES

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