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Quatro novos municípios contarão com serviços do Samu 192

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O Governo do Estado vai ampliar o acesso da população ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – Samu 192. O serviço será oferecido em mais quatro municípios: Laranja da Terra, Ibatiba, Conceição do Castelo e Santa Leopoldina. Somente nesta área a cobertura será de 63.172 pessoas. Cada município receberá uma Unidade de Suporte Básico (USB).
Hoje, o Samu 192 conta com 30 ambulâncias, atua em 18 municípios, abrangendo um total de 2,21 milhões de pessoas, o que representa uma cobertura de 56% da população capixaba. Com a expansão, serão 2,28 milhões de pessoas atendidas, uma cobertura de 58% da população do Estado.
Além da expansão, o Governo também vai melhorar o atendimento para o município de Domingos Martins. Atualmente, a população é atendida com a ambulância que está localizada em Marechal Floriano. Com o objetivo de diminuir o tempo-resposta dos atendimentos, Domingos Martins contará com uma Unidade de Suporte Avançada, UTI móvel.
Para a expansão do SAMU 192, será investido um recurso total de R$ 4.364.924,24 por ano, sendo R$ 3.272.924,24 de recursos estaduais e R$ 1.092.000,00 de recursos federais.
A contrapartida dos municípios será disponibilizar a infraestrutura padronizada das bases descentralizadas, que deverão estar estrategicamente localizadas, de forma a contemplar os atendimentos da região.
Durante entrevista coletiva de imprensa, concedida na tarde desta segunda-feira, 26, o governador Paulo Hartung explicou que a ampliação dos serviços auxiliará na redução do tempo de atendimento à população. Ele destacou, ainda, que, com a medida, serão criadas 52 novas vagas de emprego para profissionais que atuam no setor.
Segundo o governador, com a expansão, os serviços prestados pelo Samu passam a atender 58% da população capixaba. “Estamos ampliando este que é um serviço emergencial importante. Com esta medida complementaremos a cobertura no eixo da BR-262 e incluiremos a prestação do serviço na Região Central Serrana. O nosso objetivo estratégico, ao longo do tempo, é atingir 100% de cobertura deste serviço no Estado”, revelou Paulo Hartung.
De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Ricardo de Oliveira, a expansão do Samu 192 vai melhorar o atendimento à população que vive na região serrana do Estado. A previsão é que o serviço comece a funcionar em três meses.
“Vai melhorar primeiro porque estamos ampliando o número de ambulâncias que vai atender naquela região, colocando bases nesses quatro municípios. E depois porque vamos qualificar esse atendimento com uma ambulância tipo UTI Móvel, que vai ficar localizada em Domingos Martins. Então você amplia, melhora e qualifica o atendimento para essa população que mora na Região Serrana”, disse.
Ele destacou, ainda, que a criação de uma base própria para abrigar uma USA em Domingos Martins terá um papel também de atendimento a acidentes na BR-262. 
Durante o anúncio, o secretário ainda ressaltou sobre a importância de regionalizar o atendimento na saúde do Estado. Ele destacou que essa é uma diretriz da política de saúde.
“Estamos implementando isso desde 2015 e já temos muito resultado. Mais de 85 mil pessoas já foram retiradas das estradas e foram atendidas em sua própria região de saúde em três anos. Isso sem a Rede Cuidar começar a funcionar completamente. São 1,3 milhão de capixabas relacionados com essa estrutura da Rede Cuidar que deixarão de transitar para a região metropolitana. A política de regionalização é fundamental para dar qualidade de vida aos usuários do SUS”, ressaltou.

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Geração de emprego

Para a realização dos serviços, haverá contratação, por meio de processo seletivo, de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, motoristas e socorristas para formação das equipes. A previsão é que mais de 50 profissionais sejam contratados e capacitados para a realização do serviço.
“Estipulamos um prazo de até três meses para colocar esse serviço em funcionamento. As ambulâncias já estão aí, mas precisamos fazer uma seleção de pessoal. Serão 52 pessoas contratadas e precisamos capacitar esse pessoal nessas técnicas de urgência e emergência”, disse o secretário.
Cada equipe da Unidade de Suporte Básico é formada por motorista/socorrista e técnico de enfermagem. Essa ambulância atende aos casos de menor complexidade e é equipada com equipamentos básicos de suporte à vida.
Já a equipe de cada Unidade de Suporte Avançado é composta por motorista/socorrista, médico e enfermeiro. É considerada uma UTI Móvel, capaz de atender a casos mais graves como infartos, arritmias, doenças cardiovasculares, entre outros.
Municípios atendidos pelo Samu 192: O Samu 192 está presente em 18 municípios do ES: Afonso Cláudio, Anchieta, Brejetuba, Cariacica, Domingos Martins (atendido pela unidade de Marechal Floriano), Fundão, Guarapari, Itaguaçu, Itarana, Marechal Floriano, Piúma, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, Serra, Venda Nova do Imigrante, Viana, Vila Velha, e Vitória.
Expansão na Região Metropolitana de Saúde: Laranja da Terra, Ibatiba, Conceição do Castelo, Santa Leopoldina.

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Quando acionar o Samu 192

– Parada cardiorrespiratória; Dor forte no peito (infarto); Dificuldade de respirar/engasgo; Suspeita de acidente vascular cerebral (derrame); Intoxicação (envenenamento); Queimadura grave; Choque elétrico;

– Acidente de trânsito com vítima; Queda grave e fratura; Afogamento; Surto psiquiátrico; Ferimento causado por arma de fogo ou arma branca; Trabalho de parto com risco de morte para a mãe ou para o bebê.

Assessoria de comunicação/ Sesa

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Estudo alerta para urgência de novos tratamentos contra verminoses

As verminoses, doenças que afetam bilhões de pessoas no mundo, tem poucos avanços em estudos clínicos. Entre os motivos para que isso ocorra, está o fato de que elas atingem populações mais pobres, não atraindo investimentos de farmacêuticas. O alerta está em um estudo publicado na revista Drug Discovery Today por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Guarulhos e que tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O trabalho se insere em um contexto no qual a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou, em 2021, um plano de ação para erradicar ou controlar, até 2030, 20 doenças que afetam uma em cada cinco pessoas no mundo e matam cerca de 500 mil por ano. Das 20 doenças, as cinco que mais afetam mais pessoas em números absolutos são verminoses. Uma das estratégias adotadas na busca por novos medicamentos é o reposicionamento farmacológico, estudando medicações já existentes para essas enfermidades negligenciadas.

“Entre as múltiplas metas que foram colocadas no roteiro da OMS, está a busca por novos medicamentos, porque muitas dessas doenças não dispõem de vacina e medicamento considerado de alta eficácia. Embora tenha uma eficácia relativamente boa, mas não o suficiente para controlar a doença, até porque não existe um fármaco 100% eficaz”, afirma Josué de Moraes, que coordena o Núcleo de Pesquisa em Doenças Negligenciadas (NPDN) da Universidade Guarulhos, um dos autores do artigo.

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Esquitossomose

Moraes cita, como exemplo, o caso da esquistossomose, que é considerada a principal verminose em termos de morbidade e mortalidade. “Embora a ascaridiose, que é a lombriga, afete uma parcela maior, quase um bilhão de pessoas, a esquistossomose tem mais impacto na saúde”, explica. Há apenas um remédio disponível para a doença, o praziquantel. “Imagina só você ter um medicamento para uma população acima de 200 milhões”, compara. Além disso, o medicamento também não afeta a forma jovem do parasita, impedindo que o tratamento comece no início da infecção.

O pesquisador destaca, entre os impactos da verminoses, o fato de que elas prejudicam o desenvolvimento intelectual de crianças, contribui para a redução na taxa de escolarização e também pode fazer com que a pessoa se afaste do trabalho com licença médica. “Sempre falo que essas doenças não só prevalecem condições de pobreza, mas também representam um forte entrave ao desenvolvimento dos países e, consequentemente, são determinantes na manutenção do quadro de desigualdade”, avalia.

Entre os motivos que impedem o desenvolvimento de estudos no campo da parasitologia, Moraes cita quatro. “As verminoses são as mais negligenciadas dentre as negligenciadas, principalmente porque é um tipo de doença que está mais associado com a questão da pobreza que as outras”, pontua, como primeiro entrave. Ele aponta ainda o fato de que a doença não enseja um senso de urgência. “Não demonstram, visivelmente, ali para para a população uma necessidade.” Ele lembra que em algumas regiões as verminoses são até vistas como algo comum, do cotidiano.

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Outra dificuldade se dá nos laboratórios. “Os vermes são de difícil manutenção. É muito mais difícil você conseguir manter um verme em laboratório, ao contrário de algumas doenças causadas por protozoários como, por exemplo, malária, leishmaniose, doença de Chagas, entre outras”, exemplifica. Isso acaba prejudicando o conhecimento biológico dos vermes. “Quando disponível, você precisa ter o hospedeiro definitivo, geralmente a gente usa um roedor e um hospedeiro intermediário, no caso da esquistossomose, um caramujo.” Moraes destaca ainda o nojo que os vermes despertam nos indivíduos.

O pesquisador é enfático ao lembrar que outras medidas de saúde pública, como diagnóstico, controle dos vetores de transmissão e saneamento básico universal, são fundamentais para lidar com essas doenças. “Nós temos cerca de 30 milhões de brasileiros que vivem sem água tratada. Praticamente metade da população não tem acesso a esgoto. Então isso reforça esse quadro, que eu diria lamentável, em relação às verminoses”, avalia.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Saúde

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