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Preços da cesta básica tiveram queda de 1,13% em fevereiro

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A alta de mais de 100% no preço do tomate, no mês de janeiro, foi a principal explicação para o aumento de 7,52% no preço médio dos 13 itens da cesta básica estipulada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) naquele mês. No entanto, o preço da fruta teve ligeiro recuo em fevereiro (-6,71%) e ajudou a reduzir o custo da ração essencial em 1,13%.

Em dezembro do ano passado a cesta básica custava R$ 324,37 em Barra de São Francisco. Em janeiro deste ano o valor aumentou para R$ 348,77 e, agora em fevereiro, voltou para R$ 344,83. A pesquisa em Barra de São Francisco é realizada nos principais supermercados, açougues e padarias pela equipe do site ES1 e jornal Notícia Certa.

camera_enhance Batata teve redução de mais de 10% no período (Crédito: Editora Hoje)

No período, dos 13 produtos pesquisados, seis tiveram variação negativa, com destaque para a batata (-10,07%), o tomate (-6,71%) e o pão (-3,39%). O leite foi o único produto que manteve o preço inalterado.

Por outro lado, cinco produtos tiveram aumento nos preços. Os mais significativos ficaram com o café (10,37%), o feijão (742%) e a banana (2,01%).

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Na comparação com a capital capixaba, a cesta básica de Barra de São Francisco está 19,14% mais barata. Em janeiro, esse percentual era de 19,77%. A cesta básica da custou, em média, R$ 417,73 em janeiro, contra 410,73 em fevereiro, um recuo de 1,65%.


camera_enhance (Crédito: .)


 

Retração em 13 de 20 capitais

Em fevereiro, o custo do conjunto de alimentos essenciais diminuiu em 13 capitais e aumentou em sete, segundo os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em nível nacional. 

As reduções mais expressivas ocorreram em João Pessoa (-3,96%), Natal (-3,20%) e Campo Grande (-2,98%). As maiores taxas positivas foram anotadas nas cidades de Belém (3,37%) e Fortaleza (2,03%).

A cesta mais cara foi a do Rio de Janeiro (R$ 438,36), seguida por São Paulo (R$ 437,33), Porto Alegre (R$ 434,50) e Florianópolis (R$ 425,05). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 336,59) e Aracaju (R$ 341,59).

 

Mínimo deveria ser de R$ 3.682,67

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Com base na cesta mais cara, que, em fevereiro, foi a do Rio de Janeiro, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em fevereiro de 2018, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.682,67 ou 3,86 vezes o salário mínimo nacional, de R$ 954,00. 

Em janeiro, o salário mínimo necessário era de R$ 3.752,65, ou 3,93 vezes o piso mínimo. Em fevereiro de 2017, o mínimo necessário foi estimado em R$ 3.658,72, ou 3,90 vezes o piso mínimo de R$ 937,00.

Em fevereiro de 2018, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 88 horas e 38 minutos. Em janeiro de 2018, a jornada necessária ficou em 89 horas e 29 minutos. Em fevereiro de 2017, o tempo era de 89 horas e 33 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em fevereiro, 43,79% para adquirir os mesmos produtos que, em janeiro, demandavam 44,21% e, em fevereiro de 2017, 44,25%.

 

Editora Hoje

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BB e agência francesa liberam 100 mi de euros para energia renovável

Os desenvolvedores de energia renovável ganharão um incentivo para terem acesso a recursos. O Banco do Brasil (BB) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) assinaram, nesta semana, um contrato para viabilizar a liberação de 100 milhões de euros em financiamentos para projetos no setor.

Segundo o Banco do Brasil, a parceria ajuda no cumprimento de metas da Agenda 2030, plano de ação global com 17 objetivos de desenvolvimento sustentável e 169 metas de erradicação da pobreza.

O acordo permitirá que o BB expanda a oferta de empréstimo para projetos de energia renovável para as pessoas físicas e para as pessoas jurídicas na categoria varejo pelos próximos dez anos. A AFD também destinou 300 mil euros para financiar projetos de cooperação técnica.

O Banco do Brasil calcula que os 100 milhões de euros, que equivalem a R$ 555 milhões no câmbio atual, gere 3,1 mil empregos. Esse investimento, informa a instituição financeira, evitará a emissão de cerca de 113 mil toneladas de gás carbônico por ano.

Atualmente, o BB aplica cerca de R$ 300 bilhões em projetos de sustentabilidade ambiental e social. Em relação ao setor de energia renovável, o banco destina cerca de R$ 10 bilhões para essa finalidade e tem como meta emprestar R$ 15 bilhões até 2025.

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Ampliação

A instituição pretende ampliar as parcerias com a AFD nos próximos anos. Em maio, durante o congresso Mercado Global de Carbono, o BB e a AFD firmaram um memorando de entendimentos que prevê novas oportunidades de financiamentos a estados e municípios.

As linhas de crédito para os governos locais se concentrarão em projetos de infraestrutura de saneamento, incluindo o tratamento de esgoto e resíduos sólidos, energia renovável e eficiência energética, transporte limpo, mobilidade urbana, transição da infraestrutura para cidades inteligentes e adaptação a mudanças climáticas, saúde e educação.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Economia

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