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“Precisamos continuar acreditando, juntos nós teremos um município cada vez melhor”

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camera_enhance Adilson Geltner, Presidente da Câmara Municipal de Vila Valério. (Crédito: Editora Hoje )

Adilson Geltner, tem 45 anos, é casado e possui 2 filhos, foi Secretário de Desenvolvimento Econômico, eleito vereador e também Presidente da Câmara Municipal de Vila Valério. Em entrevista ele resumiu um pouco do trabalho realizado pela Casa de Leis em 2017, citou leis aprovadas que beneficiaram e vão beneficiar os valerienses, além disso ele também explanou suas expectativas para o ano de 2018.

 

Editora Hoje – O ano de 2017 foi tranquilo na Câmara Municipal de Vila Valério?

Adilson: Sim. Nossa equipe de servidores e vereadores não possuem problemas, é um time extremamente competente, comprometido e alinhado. Quanto aos vereadores, é claro, as vezes existem alguns desentendimentos de ideias, mas é normal, este é o local para isso, mas no geral foi um ano bem tranquilo.

 

Editora Hoje – Em 2017, qual foi a média de proposições (Indicações, Projetos de Lei) que tramitaram na Câmara?

Adilson: Foram muitas, não há como dar um número exato, mas em média acredito que seja aproximadamente de 100 proposições Projetos de Lei. Leis não são muitas, até porque vivemos em um país que o que não falta são leis, criar mais Leis é só para casos que sejam realmente necessários, acredito eu que tenham sido quatro ou cinco Leis aprovadas em 2017.

 

Editora Hoje – Se fosse para citar os Projetos de Lei que foram aprovados pela Câmara em 2017, quais seriam os três mais importantes?

Adilson: Nós aprovamos logo no início do mandato, um projeto que era de interesse do executivo, a Contratação de Médicos para várias especialidades, algo que interfere diretamente na vida do cidadão. Nós aprovamos ainda um outro projeto, que vai mexer com a vida do produtor, porque ele vai poder escolher qual é a máquina que ele precisa em sua propriedade, ele vai agendar o atendimento, onde ele vai fazer parte do pagamento, algo em torno de 30%. Nós aprovamos também um projeto um pouco polêmico, mas que eu acho interessante e necessário, nós temos os vendedores ambulantes que fazem uma concorrência direta com aquele empresário que está legalizado, gerando emprego, pagando impostos, na época boa ou ruim ele está ali, enquanto alguns ambulantes, vem somente em momentos específicos, como aos sábados ou época de colheita, e ele só vem receber, por isso entendo que é preciso observar isso aí, para que o recurso fique no município, principalmente em momento de crise onde é quase impossível aumentar lucros, nós precisamos reter os recursos no município, espero que o executivo faça essa lei acontecer.

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camera_enhance (Crédito: .)

Editora Hoje – A Câmara Municipal já tem previsão de Projetos de Lei que devem tramitar na casa de leis em 2018, que serão para benefício da população?

Adilson: Ainda não é possível precisar essa informação.

 

Editora Hoje – As indicações são feitas com o propósito de atender a população?

Adilson: Às vezes há algumas críticas com relação as indicações, por exemplo, um vereador indica um quebra-molas em uma rua, surgem pessoas que criticam essas indicações, mas na verdade, as nossas indicações também são feitas através de questionamentos que chegam até nós, por meio da população. Nós representamos o cidadão, seja uma indicação com impacto ou não, é uma solicitação do cidadão.

Editora Hoje – O volume de trabalho no ano passado ficou dentro do que era esperado?

Adilson: Foi razoável. Eu penso que o poder público no geral precisa produzir mais.

 

Editora Hoje – Você espera que a população valeriense participe das sessões de 2018 com mais intensidade que 2017?

Adilson:  Eu espero que sim, é muito importante a participação do cidadão, as pautas interferem na vida do cidadão, por isso é importante que ele participe, que ele opine, que ele saiba o que está acontecendo. Ainda não é um hábito geral, mas temos feito um esforço, convites para que as pessoas participem mais. 2017 foi um ano que foi bem frequentado, até mais que nos outros anos, mas espero que a participação melhore. Assim a população pode passar a entender qual é efetivamente a responsabilidade, a obrigação, o trabalho do vereador, ela começa a saber quem é que propõe, quem é que indica, quem que participa do processo. Ela tem conhecimento das ações do vereador, se o que ele está propondo é de interesse público, se beneficia, atrapalha, por isso é importante participar.

 

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Editora Hoje – Como está a expectativa para o retorno das sessões ordinárias?

Adilson: Eu penso positivo, penso que o otimismo é fundamental, precisamos crer nisso, arregaçar as mangas, um ano que eu imagino que vamos ter muito trabalho em Valério. Precisamos continuar com a equipe comprometida, motivada, em 2017 foi assim, e o relacionamento é bacana aqui dentro. Nós temos que contribuir, quando formos sair daqui, vamos sair com consciência tranquila, de ter feito o nosso melhor.

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Editora Hoje – Como vocês trabalharam com o orçamento de 2017?

Adilson: Trabalhamos com um orçamento bem enxuto, aqui não se falta nada, mas não tem excessos, a população pode ficar tranquila quanto a isso. Inclusive nós fechamos o ano com contas em dia, uma devolução de R$ 70 mil pro executivo, estive com o gerente do Banestes para que possamos aplicar esse recurso e continuar rendendo durante o ano, se ocorrer dentro do planejamento teremos um final de 2018 com bons recursos.

 

Editora Hoje – A harmonia entre os dois poderes Legislativo e Executivo será importante para o ano de 2018?

Adilson: Sim, e eu espero que o relacionamento entre Legislativo e Executivo melhore, pois nós queremos todos contribuir. 

 

Editora Hoje – E quanto a sede do Poder Legislativo de Vila Valério, estão nos planos para esse ano?  

Adilson: Sim, nós temos o objetivo de construir a Sede do Poder Legislativo de Vila Valério, é um sonho desde que o município foi criado, nós já temos uma aérea comprada há muito tempo, o projeto civil arquitetônico já foi feito várias vezes, e nós estamos trabalhando com esse intuito, precisamos de uma parceria com o executivo, o prefeito já sinalizou que tem essa intenção, nós vamos voltar a conversar sobre esse assunto ainda esse ano, para ver se conseguimos planejar essa obra.

 

Editora Hoje – Deixe uma palavra de incentivo para todos.

Adilson: Esse momento que estamos passando, as pessoas estão desacreditadas, a política foi criada para fazer aquilo que um indivíduo sozinho não pode fazer, então precisamos acreditar sempre, esse é o caminho. O que precisamos é participar mais e continuar aceitando, o ruim o bom estão misturados, e eu acredito que há pessoas comprometidas com o município, com a ética, moral, precisamos continuar acreditando, juntos nós teremos um município cada vez melhor. 

 


camera_enhance Em entrevista ele resumiu um pouco do trabalho realizado pela Casa de Leis em 2017, citou leis aprovadas que beneficiaram e vão beneficiar os valerienses, além disso ele também explanou suas expectativas para o ano de 2018. (Crédito: Editora Hoje )


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Deputados comentam PEC “Kamizake”

A sessão ordinária da Assembleia Legislativa (Ales) desta segunda-feira (4), no Plenário Dirceu Cardoso, contou com dois pronunciamentos dos parlamentares sobre projeto que tramita no Congresso Nacional e que eleva o teto dos gastos do governo federal ainda nestes últimos seis meses de 2022.
 
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 1/2022, apresentada por dezenas de senadores, e que tramita no Congresso, foi tema dos discursos dos deputados Sergio Majeski (PSDB) e Iriny Lopes (PT). A iniciativa institui medidas como aumento do vale-gás para R$ 120 e do valor do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600, além da criação de auxílio de R$ 1 mil para caminhoneiros autônomos. Já aprovada no Senado, a proposta está agora em tramitação na Câmara Federal.

A iniciativa, conhecida como PEC Kamikaze, deve exigir do governo federal o desembolso de bilhões de reais e os custos, segundo analistas, devem ser transferidos para o próximo governo.

Fotos da sessão ordinária

Ao comentar o assunto, Majeski considerou o projeto meramente eleitoreiro, pois, na avaliação do deputado, não há recursos para cobrir tais gastos que, fatalmente, deverão recair sobre o próximo governo. “A gente viu na semana passada a redução dos combustíveis, reduzindo o ICMS dos estados, o que por si só já é um problema porque nenhum estado no Brasil tem folga. Todos estão na margem entre aquilo que arrecadam e o que gastam. Sendo que alguns já estão praticamente falidos, como Minas Gerais. A redução do ICMS, da forma como foi feita, incide diretamente na redução dos investimentos em duas áreas: educação e saúde. Essas medidas têm uma conotação mais eleitoral do que efetivamente de preocupação de resolver um problema”, apontou Majeski.

O parlamentar alertou que a chamada PEC “Kamikaze” deve gerar gasto bilionário para o governo federal. “Muito provavelmente, o governo federal não tem R$ 41 bilhões de reais sobrando para o Auxílio Brasil e para os caminhoneiros. A PEC ainda possibilita que o governo federal altere a qualquer momento o teto de gastos, e isto faltando três meses para as eleições. Se você faz um gasto até 31 de dezembro, isso vai ser jogado para o ano que vem. O próximo governo que entrar é que vai ter que lidar com a situação. E quem vai pagar essa conta? As mesmas pessoas que acham que estão sendo beneficiadas hoje. Quem paga é a sociedade, sobretudo os mais pobres”, criticou o deputado.
 
Quem também teceu comentários sobre a proposta foi a deputada Iriny Lopes (PT). “Nós estamos num processo eleitoral duríssimo. O que se disputa no Brasil hoje é a barbárie e a civilização. Obviamente, que o chamado pacote da boa vontade é uma declaração pública da falência da economia brasileira. Se não tivéssemos uma inflação desenfreada, maior dos últimos 26 anos, se não tivéssemos os preços dos combustíveis sendo determinados pela bolsa de valores e por dólares, a nossa economia não estaria desse jeito”, observou.

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Quilombolas

A deputada Iriny Lopes (PT) pediu apuração rigorosa sobre denúncias feitas por quilombolas de Sapê do Norte, em São Mateus, que teriam sido alvo de violência física praticada por seguranças da empresa Suzano, além de ameaça de avançar sobre o grupo com tratores.

“O Espírito Santo é sempre marcado pela violência. É sempre marcado pela intolerância contra negros, contra negras, contra o pobre, contra mulheres. Nós temos que acabar com isso, nós temos que ser outro tipo de estado. Não podemos ser um estado privatizado, onde empresas, sejam elas quais forem, possam ter a sua segurança determinando para onde e o que pode ser feito ou não pelos nossos cidadãos. O Ministério Público federal e estadual já receberam a denúncia e já levamos para a Defensoria Pública e encaminhamos à Comissão de Direitos Humanos da Casa”, registrou Iriny.

Violência no estado

Bahiense comentou os principais resultados do Anuário Brasileiro da Segurança Pública 2022, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no que diz respeito ao Espírito Santo. Os dados se referem ao ano de 2021.
 
“Os suicídios de policiais foram três. Nós precisamos cuidar da saúde de nossos policiais. É uma quantidade muito grande de policiais que perderam suas vidas dessa forma. Todos eram militares, o que é lamentável. Pessoas desaparecidas, 1.758, foi um aumento de 7,8% em relação a 2020. Muitos que desaparecem são adolescentes, uma média de quatro ao dia. As meninas adolescentes desaparecem mais, se juntam aos jovens do tráfico e acabam desaparecendo”, apontou.

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Bahiense ainda destacou dados referentes a roubos e furtos de celulares, que coloca o Espírito Santo na quinta posição quanto a esse tipo de delito no Brasil. O deputado ainda chamou atenção para as 12.107 medidas protetivas distribuídas no estado e casos de violência doméstica. “Temos uma alta concentração de violência contra a mulher no Espírito Santo, e não é à toa que foram registrados 38 feminicídio somente no ano passado. Foram 46 mil chamadas de violência doméstica. Isto quer dizer que são registradas 126 denúncias por dia, ou seja, cinco por hora”.

Os casos de violência sexual também foram apontados no discurso. Conforme o deputado, ocorreram 1.447 casos no ano passado, sendo 335 com vítimas maiores de idade e 1.062 vulneráveis. Bahiense concluiu apontando que foram registrados 299 partos de crianças de 10 a 14 anos ao longo de 2021.

Fonte: Assembléia Legislativa do ES

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