conecte-se conosco


Internacional - ES1.com.br

Portugal restabelece restrições contra covid-19 com alta de casos

Publicado em

© REUTERS/Violeta Santos Moura/Direitos reservados


Portugal, que tem uma das maiores taxas de vacinação contra a covid-19 no mundo, anunciou que irá retomar as restrições para conter uma disparada no número de casos da doença, e passará a exigir que todos os passageiros chegando ao país apresentem um teste negativo para o coronavírus ao entrarem no país.

“Não importa o quão bem sucedida foi a vacinação, precisamos estar cientes de que estamos entrando em uma fase de risco maior”, disse o primeiro-ministro, António Costa, em uma entrevista coletiva nesta quinta-feira. 

“Nós temos visto um crescimento significativo (de casos) na UE, e Portugal não é uma ilha”, acrescentou. 

Portugal registrou 3.773 novos casos na quarta-feira, o maior número diário dos últimos quatro meses, antes de cair para 3.150 na quinta-feira. As mortes, no entanto, continuam bem abaixo dos níveis vistos em janeiro, quando o país enfrentou sua batalha mais dura contra a covid-19. 

Cerca de 87% da população de Portugal de pouco mais de 10 milhões de pessoas está completamente imunizada contra o coronavírus, e o rápido programa de vacinação do país, que foi amplamente elogiado, permitiu a suspensão da maioria das restrições impostas na pandemia. 

leia também:  Covid-19: França ignora apelo da OMS e prepara terceira dose da vacina

Mas, enquanto uma nova onda pandêmica varre a Europa, o governo introduziu algumas das regras antigas e anunciou outras novas para limitar a propagação da doença no período que antecede as festas de final de ano. As medidas entram em vigor a partir da próxima quarta-feira, dia 1º de dezembro.

Internacional - ES1.com.br

Ômicron pode ser o vírus de mais rápida propagação da história


A variante Ômicron do SARS-CoV-2 pode já ser o vírus de mais rápida propagação de toda a história. A informação foi dada pelo médico infectologista norte-americano, Roby Bhattacharyya, do Hospital Geral de Massachusetts. A nova cepa é dominante em várias nações do mundo e está levando à explosão do número de casos de covid-19.

“É uma propagação incrivelmente rápida”, alertou Bhattacharyya.

O médico e pesquisador fez um cálculo entre a Ômicron e o sarampo, um dos vírus mais contagiosos. Ele concluiu que, num cenário de ausência de vacinação, um caso de sarampo daria origem a mais 15 casos em apenas 12 dias. Já um caso de Ômicron daria origem a 216 casos no mesmo período. A estimativa significa que, em 35 dias, a Ômicron poderia atingir 280 mil pessoas, enquanto o sarampo afetaria 2.700.

No entanto, num cenário em que a maioria da população está vacinada ou já teve covid-19, o especialista estima que um caso de Ômicron dê origem a apenas mais três casos, número semelhante ao do vírus original, ausente de mutações.

Essa previsão continua, mesmo assim, preocupante, podendo ser comparada à transmissibilidade do SARS-CoV-2 quando apareceu inicialmente e começou a propagar-se, num momento em que não havia vacinas e poucas eram as medidas de contenção.

leia também:  Keiko Fujimori tem vantagem estreita em apuração no Peru

“Nas condições atuais”, com vacinação e restrições, “um modelo simples de crescimento exponencial revelaria 14 milhões de pessoas infectadas com Ômicron a partir de um único caso, em comparação com as 760 mil infectadas com sarampo numa população sem defesas específicas”, adiantou o médico.

Ômicron 

“É o vírus mais explosivo e de mais rápida difusão de toda a história”, alertou também o médico Anton Erkoreka, que investiga epidemias passadas.

Ele comparou o SARS-CoV-2 à gripe russa de 1889: ambos os vírus levaram apenas três meses para se propagar em todo o planeta. Agora, “a variante Ômicron bateu o recorde de propagação”, afirmou.

Se, por um lado, a nova cepa consegue infectar até pessoas já vacinadas, por outro essas vacinas impedem, na maioria dos casos, a doença grave. O menor risco individual é a razão pela qual, neste momento, o número de contágios dispara, mas o número de pessoas hospitalizadas se mantém estável.

Em pessoas não vacinadas, a Ômicron é apenas cerca de 25% menos grave do que a variante Delta, a versão do vírus que até há pouco tempo era dominante, afirmou o infectologista Roby Bhattacharyya.

leia também:  ONU defende diálogo com talibãs para evitar "milhões de mortes"

Até agora, seis estudos em fase preliminar sugeriram que a Ômicron tem maior facilidade de invadir as vias respiratórias altas, mas menor capacidade de infectar os pulmões, o que pode explicar a sua maior capacidade de infecção e menor letalidade.

A equipe do pesquisador Michael Chan, da Universidade de Hong Kong, foi a primeira a calcular em laboratório que a nova estirpe se multiplica 70 vezes mais rápido nos brônquios do que a variante Delta. No entanto, aparenta ser dez vezes menos eficiente nos pulmões.

Visualizar

MAIS LIDAS

error: Conteúdo protegido!!
Chat aberto
1
Precisa de nossa ajuda ?
Olá, nós do ES1 podemos te ajudar de alguma forma