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Natany F. Barbosa - ES1.com.br

POR QUE EXISTE O DIA DA MULHER?

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Logo que se inicia o mês de março, o assunto em unanimidade é o dia da mulher. O comércio se apossa dessa data de maneira feroz, como faz com outras datas comemorativas também, com fortes equívocos no conteúdo das promoções. Assim como as inúmeras postagens nas redes sociais, de pessoas comuns e empresas também, que acreditam que a homenagem feita ao dia da mulher se dá pelo fato dela ser a pessoa que dá a luz, que cuida com muito amor de seus filhos, que trás consigo o amor incondicional, que é as vezes “pãe” (pai e mãe), entre outros adjetivos que não condizem com a real ideia do dia internacional da mulher.

Para melhor contextualização do tema, vamos voltar na origem de tudo isso, no dia 08 de março de 1857, na qual, operáriastecelãs morreram carbonizadas em Nova York, como resultado da repressão à sua manifestação. Ou seja, se hoje existe o dia da mulher, é devido a ainda existir a opressão sobre o sexo feminino, e a luta destas é diária, incessante e contínua. Mas ainda assim essa data é mercantilizada, na qual flores e cestas de bombons são o presente por este dia e infelizmente muitas mulheres se contentam com tão pouco.

Saibam que “presente” bom mesmo seria a queda da cultura de misoginia, a igualdade de gênero, salários compatíveis, a liberdade de expressão, poder usar a roupa que bem entender, de ter liberdade sexual, de não ter medo de sair sozinha na rua pelo simples fato de ser mulher. De não ser cobrada como a única responsável pelos afazeres domésticos, pela educação dos filhos e não ser mais a “mãe” do marido e vê-lo como mais um trabalho dentre tantos outros que tem na vida. De não ser estuprada, de não ser violentada, de não ser assassinada, de não ser objeto e nem posse de ninguém. De poder ser gorda, magra, negra, branca, parda e isso não ser um problema e sim características. De ter autonomia sobre seu próprio corpo, de romper padrões, de poder estudar, trabalhar, empreender, ser “chefa” e liderar (…).

Infelizmente o machismo ainda persiste, e o pior é que muitas mulheres o apoiam cegamente, por não conseguirem enxergar uma realidade diferente daquela que já estão acostumadas. Mas que bom que existem outras tantas, que assim como as tecelãs de Nova York não se calam mediante a toda essa desigualdade. E com isso surge o feminismo, que ao contrário do que muitos pensam, não se trata do oposto do machismo e sim a busca pela igualdade de gênero. Como definição, o feminismo é uma doutrina e movimento social que exige para as mulheres o reconhecimento de capacidades e direitos tradicionalmente reservados aos homens. Ou seja, priva-se a ideia de que se eles podem nós mulheres também podemos.

Que esse dia 08 de março seja propagado, que a luta feminina seja também dos homens, que juntos busquem por um bem comum, pois “enquanto houver opressão da mulher, haverá o Dia da Mulher” (VIANA). 

 

 

Natany Favoreto Barbosa
Psicóloga

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