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PIB do Espírito Santo apresenta crescimento de 1,7% em 2017

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Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo durante 2017 foi de R$ 120,8 bilhões, o que demonstra um crescimento de 1,7% em relação ao ano de 2016. No quarto trimestre do ano passado, houve crescimento de 1,8% em comparação ao mesmo período de 2016. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 14, pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).
De acordo com o Instituto, os setores comercial, industrial e agrícola foram os responsáveis por impulsionar os resultados positivos do ano.
“Esse resultado confirma a recuperação da economia capixaba, após dois anos de recessão”, explica a diretora-Presidente do IJSN, Gabriela Lacerda, que ressalta ainda o desempenho superior em relação à economia brasileira.

Setor industrial

A trajetória de crescimento da indústria extrativa, que inclui petróleo, gás e minérios, a partir do primeiro trimestre de 2017 – revertendo um quadro anterior – foi determinante para o desempenho do indicador de PIB estadual. Apesar do recuo de -2,1% e -3,7% no terceiro e quarto trimestre de 2017, respectivamente, o setor extrativo acumulou no ano +1,8% de crescimento.
Já o setor fabricação de produtos de minerais não metálicos não apresentou bom desempenho. Houve recuo nas três bases de comparação do índice sem ajuste sazonal. Na indústria de transformação, o destaque é para o crescimento do setor de fabricação de produtos alimentícios, que registrou crescimento de +13,2% no ano.

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Agricultura

Após a crise hídrica que impactou a produção no Estado – reflexo da maior seca registrada em terras capixabas nos últimos 80 anos -, na agricultura houve recuperação de algumas das principais lavouras.
Os maiores avanços foram na produção de café conilon (+24,7%), banana (+33,2%), pimenta-do-reino (+194,6%), mamão (+16,5%). Por outro lado, destacaram-se negativamente as lavouras de café arábica (-15,4%), impactada devido à bienalidade da lavoura, e da cana-de açúcar (-23,6%).

Comércio

O volume de vendas do comércio varejista ampliado, por sua vez, cresceu +13,9% na comparação com igual período de 2016 e +7,0% no acumulado do ano. As maiores influências vieram, principalmente, do setor de veículos, motocicletas, partes e peças, com taxas de +44,0% e +30,6% respectivamente.
Outras atividades que se destacaram positivamente foram equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com taxas de +47,2% e +26,6%, e Móveis e eletrodomésticos, com taxas de +40,8% e 21,5%, respectivamente.

Serviços

No setor de serviços, houve queda de -0,3% no trimestre, relativamente à igual período do ano anterior, e de -1,2% em termos acumulados. Houve recuo no volume de serviços prestados às famílias (-5,3%), serviços de informação e comunicação (-3,4%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-5,4%), enquanto as demais atividades do setor registraram crescimento.

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Entenda: o que é o PIB?

O PIB representa a soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região, durante um determinado período. E é um dos indicadores mais utilizados para medir a atividade econômica de uma região.
Calculado pelo IJSN, o PIB trimestral reflete a situação econômica no curto prazo, antecedendo o cálculo do PIB anual, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

G1

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Viagens têm queda de 41% entre 2019 e 2021

Em 2019, os brasileiros fizeram 20,9 milhões de viagens; em 2020, 13,6 milhões, e em 2021, 12,3 milhões. O número de viagens caiu 41% entre 2019 e 2021. Em 2020, 98% das viagens foram nacionais e, no ano passado, esse percentual foi de 99,3%. O índice de viagens internacionais caiu de 3,8% em 2019 para 0,7% em 2021.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Turismo 2020-2021, divulgada hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que, a proporção de domicílios em que algum morador viajou caiu de 21,8% em 2019, para 13,9% em 2020, e para 12,7% em 2021.

Na análise do IBGE, apesar de o turismo ter sido fortemente afetado pela pandemia de covid-19 com a necessidade de isolamento social e pelo fechamento de vários estabelecimentos turísticos, o motivo de não ter dinheiro para viajar permaneceu sendo o principal para a queda das viagens.

A analista da pesquisa, Flávia Vinhaes, também destaca que a crise sanitária, com as medidas de afastamento social, a impossibilidade de pegar voos, o medo de contrair a doença ou mesmo por ter sido infectado pelo novo coronavírus, foi importante fator para a diminuição das viagens nacionais e internacionais nos dois últimos anos.

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A PNAD levantou, pela primeira vez, os gastos com turismo. Em 2021, as despesas totais em viagens nacionais com pernoite somaram R$ 9,8 bilhões, contra R$ 11 bilhões em 2020. Em 2021, os maiores gastos foram em viagens para São Paulo (R$ 1,8 bilhão), Bahia (R$1,1 bilhão) e Rio de Janeiro (R$1 bilhão).

Uma em cada cinco viagens (ou 20,6% delas) foi para o estado de São Paulo, o destino mais procurado. Minas Gerais (11,4%) e Bahia (9,5%) vieram em seguida.

Em cerca de um terço (33,1%) dos domicílios com renda per capita de quatro ou mais salários mínimos, algum morador viajou em 2021. Por outro lado, em apenas 7,7% dos domicílios com renda per capita abaixo de meio salário mínimo, algum morador viajou no ano passado.

Nos domicílios com renda per capita abaixo de meio salário mínimo, 35,1% das viagens pessoais foram para tratamento de saúde e apenas 14,3% para lazer. Já nos domicílios com renda per capita de quatro ou mais salários mínimos, 57,5% das viagens foram para lazer e apenas 4,4% para tratamento de saúde.

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Entre os motivos de lazer, em 2020, 55,6% das viagens foram em busca de turismo de sol e praia. Em 2021, esse percentual foi de 48,7%. Viagens de natureza, ecoturismo ou aventura responderam por 20,5% em 2020 e 25,6% em 2021.

Cerca de 57,2% das viagens de 2021 foram em carro particular ou de empresas, 12,5% em ônibus de linha e 10,2% de avião. Do total de viagens em 2021, cerca de 14,6% foram profissionais e 85,4%, pessoais.

Como principal local de hospedagem, a casa de amigos ou parentes superou as demais modalidades, representando, em 2021, 42,9% entre as alternativas. Em segundo lugar, ficou a opção hotel, resort ou flat, com 14,7%, diz o IBGE.

Edição: Graça Adjuto

Fonte: EBC Economia

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