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Ackilla Nayhara Vechi - ES1.com.br

O Senhor já o fez – poema escrito pela gabrielense Ackilla Nayhara Vechi

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Foto: pixabay

Segure em suas mãos apenas algo que não as fará sangrar.
Não precisa se auto flagelar para alcançar a remissão.
Uma nova chance já nos foi dada.

Deus já nos provou, pois foi atirado e torturado, experimentando de todo o pavor, do sofrimento infligido pelas mãos dos homens.
Embora tamanha dor e humilhação, teve calma o bastante desde então, para por tudo isso passar e ainda assim nos perdoar.

E todo esse calvário não se faz mais necessário a nenhum de nós, pois com esse gesto ele suavizou nossa carga em níveis inimagináveis.
Quer apenas que o reconheçamos e o adoramos verdadeiramente.
Em nossas mentes,
Em nossos montes,
Em nossos lares,

E em nossos corações, que inclusive, é a semente mais secreta do ser humano.
O coração é um secreto terreno de emoções, que o Senhor habita, e conhece melhor que nós mesmos.
É preciso chamá-lo,
convidá-lo a entrar,

para nos olhar, e nos vigiar, pois como um bom pastor ele quer nos alinhar, assegurando que seu rebanho a salvo estará.
Ele trabalha em segredo, operando maravilhas, lançando para bem longe as armadilhas e a predação do inimigo.
Eu te afirmo,
Ele está contigo!
Comigo!
Conosco!

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Se assim não fosse, do pó não sairíamos, sequer existiríamos.
Poderia então, outros seres e elementos terem mais valor que nós humanos, mas ele tratou de dar o devido lugar a todos nós, sem exceção alguma entre o céu e a terra.
No homem não pode haver pretensão de ser mais ou melhor, pois a natureza a se revoltar pode e já fez constatar que sem união, nenhum grão fica de pé.
Não há plantio, nem colheita.
Produtor e consumidor.

Abrigo, trabalho e um lar para desfrutar.
Sendo desse modo então, fomos feitos a sua imagem e semelhança, e é com honra e prazer que devemos exercer tal condição.
Para falar de ti senhor peço permissão, pois é tamanha a sua perfeição, que se esteja eu a cometer um pecado, tomará eu, que já tenha ele sido perdoado.

Tentar falar de um Deus supremo e universal,
Mestre e Doutor,
Arquiteto da humanidade.
É como querer alcançar as estrelas com a mão, apenas esticando os pés.

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O não alcançado – poema escrito pela gabrielense Ackilla Nayhara Vechi

O não alcançado

Um quase afeto.

Um quase afago.

Um quase: “eu te quero”, ou um quase: “só estou desesperado”.

Um quase amor.

Um quase laço, super bem feito e muito entrelaçado.

Um quase interesse latente, que como uma serpente, serpenteou e foi embora.

Uma quase dor de um amor que sequer começou.

Uma ligeira superação de uma quase emoção que não vingou.

Um quase abraço apertado e bem dado, com gosto de lar para repousar e se possível até morar.

Um quase perfeito caminho que nos direcionava para as estrelas, mesmo estando com os pés firmados ao chão.

Um quase acordo de sentimentos mútuos que se estabeleceria assim que nossos olhares se cruzassem.

Um quase descompasso do coração ao sentir a sua presença, sua aproximação inconfundível entre os demais.

Um quase cumprimento tão cheio de vida, que faria florescer até a mais rara flor em terreno árido e infértil, um verdadeiro substrato da alma.

Certamente uma quase história bem vivida, colorida e rica em detalhes de paixão.

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Certamente o quase ficou bem no meio de ambos, quase mesmo seria a tragédia que se desenrolaria nas cenas dos capítulos que quase existiram.

Quase uma decisão, quase uma brutal paixão.

Quase uma escolha, escolha essa que foi feita e a seguir desperdiçada, e mais a seguir ainda renunciada.

Não é prudente se contentar com pouco, com aquilo que não se faz esforço e que se desmancha em meio as falas contraditórias.

Certamente se houve um quase em sua vida, significa que você se encontra na encruzilhada da dúvida e certeza ao mesmo tempo.

É chegada a hora de fazer escolhas, trazer convicções a esse coração.

Não tenha medo de frear o que não te serve e não te cabe mais, vista-se de coragem.

Perdoe e deixe ir essas quase memórias.

Liberte esse grito amordaçado, entalado na garganta.

Apenas vou partir em busca dos melhores caminhos, nada poderá me impedir.

Pois seu olhar já não me causa mais emoção, apenas estranhamento, é como um véu pintado de preto feito venda para cobrir meus olhos, de maneira que a luz jamais atravesse.

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Entre os fragmentos de alegrias e tristezas,

Angústias e euforia,

Vitórias e derrotas, eu escolho entregar tudo ao vento.

Para dar lugar ao alento, e cicatrizar feridas persistentes.

Aproximar.

Acreditar.

Ressignificar.

Ainda são ações que funcionam em uma alma rasurada como a que vos fala.

Só fique atento, e não ansioso.

Pois é com bom gosto que apreciamos a arte de amar e ser amado.

Autora: Ackilla Nayhara Vechi (Gabrielense)

E-mail: [email protected]

Tel.: 27 99512-2802

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