conecte-se conosco


Ackilla Nayhara Vechi - ES1.com.br

Nunca mais – poema escrito pela gabrielense Ackilla Nayhara Vechi

Publicado em

Foto: Pixabay

Nunca mais
Eu guardei tão bem guardado.
Estava protegido, por de trás de sete chaves.
Na torre mais alta.
Do monte mais alto.
Naquele lugar além da ponte, que horas depois de atravessar, de longe, bem longe ainda, podia- se começar a avistar o castelo.
O então, suntuoso castelo!
Erguido com apenas um propósito, o de guardar aquele que carrega nossa alma, nosso corpo, nossos ossos.
Que carrega nossa pura essência, o majestoso coração.
Sempre esteve lá, esperançoso a aguardar, quem o iria resgatar.
E seguiu esperando.
Passaram-se alguns minutos,
Dias,
Semanas,
Meses,
Anos!
E nada!
Ele não compreendeu essa enorme demora.
E perguntou a si mesmo:
“Alguém chegou, e eu não o vi?”
“Eu não te reconheci então?”
Ele mesmo respondeu então:
“Não sei!”
Continuou a dizer, “tudo prescreve, e têm seu prazo!”
E certamente o acaso, não o estava ajudando.
E agora? O que fazer?
Bom, continuar a guardar.
Mesmo que nunca apareça algo, ou alguém para retirar esse grande valor que você tanto protegeu e guardou.
Não o entregue a um qualquer, jamais!
Não atire pérolas aos porcos.
Seria sem dúvidas, desperdiçar!
Não saberiam apreciar.
Contudo, guardar, passaria da validade.
Então farei assim, vou entregar para mim mesma.
Para ir consumindo devagarzinho, a espera de uma ilusão, que consiste em viver o que sei que jamais viverei.
Versos tristes de amor.
Amar não será mais uma opção.

leia também:  Retido - poema escrito pela gabrielense Ackilla Nayhara Vechi

 

Autora: Ackilla Nayhara Vechi
E-mail: [email protected]

Tel.: 27 99512-2802

Ackilla Nayhara Vechi - ES1.com.br

O não alcançado – poema escrito pela gabrielense Ackilla Nayhara Vechi

O não alcançado

Um quase afeto.

Um quase afago.

Um quase: “eu te quero”, ou um quase: “só estou desesperado”.

Um quase amor.

Um quase laço, super bem feito e muito entrelaçado.

Um quase interesse latente, que como uma serpente, serpenteou e foi embora.

Uma quase dor de um amor que sequer começou.

Uma ligeira superação de uma quase emoção que não vingou.

Um quase abraço apertado e bem dado, com gosto de lar para repousar e se possível até morar.

Um quase perfeito caminho que nos direcionava para as estrelas, mesmo estando com os pés firmados ao chão.

Um quase acordo de sentimentos mútuos que se estabeleceria assim que nossos olhares se cruzassem.

Um quase descompasso do coração ao sentir a sua presença, sua aproximação inconfundível entre os demais.

Um quase cumprimento tão cheio de vida, que faria florescer até a mais rara flor em terreno árido e infértil, um verdadeiro substrato da alma.

Certamente uma quase história bem vivida, colorida e rica em detalhes de paixão.

leia também:  O Senhor já o fez - poema escrito pela gabrielense Ackilla Nayhara Vechi

Certamente o quase ficou bem no meio de ambos, quase mesmo seria a tragédia que se desenrolaria nas cenas dos capítulos que quase existiram.

Quase uma decisão, quase uma brutal paixão.

Quase uma escolha, escolha essa que foi feita e a seguir desperdiçada, e mais a seguir ainda renunciada.

Não é prudente se contentar com pouco, com aquilo que não se faz esforço e que se desmancha em meio as falas contraditórias.

Certamente se houve um quase em sua vida, significa que você se encontra na encruzilhada da dúvida e certeza ao mesmo tempo.

É chegada a hora de fazer escolhas, trazer convicções a esse coração.

Não tenha medo de frear o que não te serve e não te cabe mais, vista-se de coragem.

Perdoe e deixe ir essas quase memórias.

Liberte esse grito amordaçado, entalado na garganta.

Apenas vou partir em busca dos melhores caminhos, nada poderá me impedir.

Pois seu olhar já não me causa mais emoção, apenas estranhamento, é como um véu pintado de preto feito venda para cobrir meus olhos, de maneira que a luz jamais atravesse.

leia também:  A IMPORTÂNCIA - poema escrito pela gabrielense Ackilla Nahara Vechi

Entre os fragmentos de alegrias e tristezas,

Angústias e euforia,

Vitórias e derrotas, eu escolho entregar tudo ao vento.

Para dar lugar ao alento, e cicatrizar feridas persistentes.

Aproximar.

Acreditar.

Ressignificar.

Ainda são ações que funcionam em uma alma rasurada como a que vos fala.

Só fique atento, e não ansioso.

Pois é com bom gosto que apreciamos a arte de amar e ser amado.

Autora: Ackilla Nayhara Vechi (Gabrielense)

E-mail: [email protected]

Tel.: 27 99512-2802

Visualizar

MAIS LIDAS

error: Conteúdo protegido!!

⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

cartaz apae