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Agricultura

Nova Venécia: ações públicas beneficiam produtores rurais e moradores do interior

Serviços vêm sendo realizados pela Prefeitura e compreendem recuperação de estradas vicinais e atendimento ao produtor durante safra de café

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Foto: Divulgação

Atender aos anseios do homem do campo, recuperando as principais estradas e dando suporte no período da colheita. Ações neste sentido estão sendo desenvolvidas pela Prefeitura de Nova Venécia, através das secretarias de Obras e de Agricultura, em cumprimento a determinação do prefeito André Fagundes.

O apelo popular tem sido grande desse o começo da atual administração, principalmente no tocante a recuperação de estradas vicinais. Levantamento feito nos primeiros dias do mandato aponta que nas principais regiões do município, existe carência, o que exige reparos e em alguns casos, serviço com maquinário pesado. Neste caso, atendimento por parte da Secretaria de Obras.

Outro ponto fundamental é referente à agricultura. Cafeicultores, pecuaristas e produtores das chamadas lavouras brancas têm cobrado suporte, como recuperação de carreadores, horas de máquinas nas propriedades e apoio técnico especializado. Com a colheita em andamento, essa cobrança aumenta ainda mais e justifica ações emergenciais.

Diante dessa realidade, o prefeito André Fagundes determinou aos secretários: Josiel Marré (Obras) e Bruno Bastianello (Agricultura), a execução de ações que atendam à classe produtora rural, tanto com estradas como estruturação da base de produção.

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O resultado tem sido a recuperação de estradas em diversas localidades do interior do município, entre eles: Distrito de Quinze de Novembro, Travessia, São Luiz Reis, Comunidade Veloso, Córrego Boa Vista, Córrego Limão, Cedrolândia, Poção, Cristalina, Córrego Maruí e adjacências.

Nesta semana estão sendo atendidas as regiões do Córrego Maruí e Assentamento Córrego do Augusto, nas limitações com São Gabriel da Palha. Essas localidades recebem recuperação de estradas e atendimento aos produtores.

Apesar da pandemia do Coronavirus, que tem exigido significativa atenção por parte do poder público, Nova Venécia continua executando as obras herdadas da administração passada em diversos pontos do município, pois elas são de interesse público. Além disso, acolhe e busca solucionar outros problemas, fazendo com que Nova Venécia melhore também nesse aspecto.

Fotos: Divulgação


FONTE DE RENDA

Nova Venécia é um município com base econômica na agricultura (café, pimenta e frutas) e na pecuária (gado de corte e leiteiro). O município é composto por uma grande malha viária vicinal nos seus principais distritos e regiões: Santo Antônio do Quinze, Bis, Travessia, Cristalina, Cedrolândia, Guararema, Boa Vista e São Gonçalo. Regiões com grandes distâncias e franca produção agrícola, que depende do poder público para essa infraestrutura de produção.

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Fonte: Editora Hoje

Agricultura

Safra de conilon capixaba deve ser 10% maior do que no ano passado, apesar da pandemia

Já a colheita de arábica deve registar queda de 30% por causa da bianuidade. No ano passado, o Espírito Santo contabilizou a maior safra desta qualidade de café de todos os tempos

O cafeicultor capixaba tem o que comemorar, apesar da pandemia do novo coronavírus ter dificultado a contratação de mão de obra para os tratos e a colheita do café deste ano. A safra de conilon gerar mais de dez milhões de sacas, um aumento de 10,38% em relação ao ano passado, período em que foram colhidas pouco mais de nove milhões sacas (9.193), de acordo com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

O bom desempenho se deve à bianuidade da lavoura cafeeira, na qual a colheita é melhor em um ano e mais tímida no seguinte. Já em relação ao café arábica, a expectativa é de queda na produção, também por causa dessa característica.

Em 2020, os produtores de café arábica comemoram a maior safra de todos os tempos, segundo técnicos da área. Foram 4.765 milhões de sacas colhidas, ao passo que neste ano a expectativa é de que a colheita chegue a quase 3.300 milhões de sacas, o que corresponde a uma queda de 30,91%, em relação ao período anterior.

No total, somando a produção de café conilon e arábica, o Espírito Santo também deve registrar um déficit em relação à colheita do ano passado. A previsão é de que sejam colhidas pouco mais de 13.400 milhões de sacas, sendo que em 2020 a colheita gerou 13.958 milhões de sacas.

Segundo dados do Centro do Comércio do Café de Vitória (CCCV), a safra de conilon 2020/2021 movimentou no Espírito Santo, de acordo com as exportações realizadas pelo Porto de Vitória, quase 393,5 milhões de dólares. Para a safra de conilon 2021/2022, a expectativa é de um aumento de cerca 10% no volume.

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E um outro fator ainda deve ser levado em conta. Com a queda acentuada de arábica no Brasil, a indústria irá demandar maior volume de conilon que terá maior percentual nos Blends (misturas de sabores e harmonizações para a bebida). Assim, a previsão é de que a receita na exportação será elevada pela alta do preço, ainda que o volume exportado possa ser menor.

Cuidados contra o novo coronavírus

Para auxiliar o produtor na colheita do café, a Secretaria de Estado da Agricultura, Aquicultura e Pesca (Seag) publicou a 2ª edição da cartilha “Colheita do Café – Orientações para a prevenção do novo coronavírus” que traz novas informações sobre o vírus, orientações gerais para a segurança no trabalho na lavoura, refeitório, transporte, armazenamento, entre outros tópicos.

O exemplar também traz orientações de prevenção à Covid-19, além de explicações sobre a doença e suas formas de contágio. O objetivo é as famílias rurais capixabas durante o período da colheita.

“A cartilha fornece orientações gerais aos produtores de café e trabalhadores rurais, tais como medidas de prevenção do contágio do novo Coronavírus, adoção de boas práticas nos refeitórios, transporte, além de recomendações específicas para o início da colheita. É importante e necessário que os produtores adotem essas orientações para que possamos passar por esse momento tão complicado de forma segura”, ressaltou o secretário de Estado da Agricultura, Paulo Foletto.

Além de ser distribuída de forma impressa, a cartilha pode ser acessada no site da Seag: www.seag.es.gov.br.

Foto: Cláudio Costa

Cafeicultura capixaba

O Espírito Santo é o maior produtor de café conilon do Brasil, responsável por entre 75% e 78% da produção nacional. É responsável por até 20% da produção do café robusta do mundo. O café conilon é a principal fonte de renda em 80% das propriedades rurais capixabas localizadas em terras quentes. É responsável por 35% do PIB Agrícola. Atualmente, existem 283 mil hectares plantados de conilon no Estado. São 40 mil propriedades rurais em 63 municípios, com 78 mil famílias produtoras. O café conilon gera 250 mil empregos diretos e indiretos.

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O Estado é referência brasileira e mundial no desenvolvimento da cafeicultura do conilon, com uma produtividade média que já alcançou 35 sacas por hectare (sc/ha). Muitos produtores tecnificados chegaram a colher mais de 100 sc/ha. A produtividade evoluiu muito nos últimos 25 anos, graças às tecnologias desenvolvidas pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) em parceria com diversas instituições.

Os maiores produtores de café conilon do Espírito Santo são os seguintes municípios: Jaguaré, Vila Valério, Nova Venécia, Sooretama, Linhares, Rio Bananal, São Mateus, Pinheiros, Governador Lindenberg, Boa Esperança, Vila Pavão, São Gabriel da Palha, Colatina e Marilândia.

No Espírito Santo, cerca de 70% das lavouras de café conilon são conduzidas com irrigação. O tamanho médio das lavouras é de 8,0 hectares, conduzidas pelas famílias dos produtores. As plantações vêm sendo renovadas sob nova base tecnológica na ordem de 7% ao ano. Os cafeicultores que utilizam as recomendações técnicas do Incaper têm alcançado produtividade superior a 80 sacas beneficiadas de café por hectare, e produto final de qualidade superior.

Marcelle Altoé

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