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Alessandra Piassarollo

“Nenhuma prece feita com sinceridade fica sem resposta”

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Embora muitos acreditem no contrário, uma prece não é uma fórmula exata, com palavras preestabelecidas. É mais o pensamento que a forma. São verdades ditadas pelo coração e o valor está na intenção com que é concebida. Trata-se muito mais de perceber o momento e pronunciar as angústias, dando voz ao que amargura ou desconsola de alguma forma. Uma prece é, antes de tudo, o assumir de uma necessidade. É quando alguém se assume necessitado de algo e ainda não sabe qual o melhor caminho para solucionar essa equação.

Quanto maior a necessidade, ou a desesperança, maior a força que se emprega nesta súplica. Maior também a beleza deste momento, que se torna único. Ninguém é capaz de esquecer o momento em que passou por uma aflição tão grande a ponto de reconhecer que seus recursos físicos, financeiros ou de qualquer outra natureza, não eram suficientes para dar-lhe o socorro.

Não se trata necessariamente de religião, se esta ou aquela. Se é prece feita em pé, de joelhos ou com a face posta no chão. Trata-se de dar voz a um grito preso na garganta, em um momento angustiante. Não se limita também a uma entidade ou outra, ou a qual “céu” foi direcionada. A prece é universal, sem credo ou preconceitos que possam limitá-la. É uma conversa que parte do íntimo, direto do que há de mais sagrado dentro de alguém para o sagrado em que ele acredita; é um momento pessoal, intransferível e extremamente apaziguador. No mínimo, segundo Chico Xavier, “a prece nos pacifica para que encontremos, por nós mesmos, a saída para a dificuldade que estejamos enfrentando.” 

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É claro que nem toda conversa com o sagrado é sobre pedir. Há preces que são de pura gratidão, um externar de bênçãos recebidas. É quando se assume, com humildade, que recebeu da vida muito mais do que pediu ou esperava. Existe muita beleza nesse reconhecimento, porque é uma confissão das fragilidades inegáveis do ser humano, que não tem superpoderes nem é autossuficiente. Agradecer é reconhecer tudo isso.

Há quem ateste não ter recebido respostas em tempo. O mesmo Chico Xavier afirma que: “nenhuma prece feita com sinceridade fica sem resposta.” Talvez seja a pressa o maior motivo de desencontro nesses casos, já que o relógio da oração nem sempre cede ao urgir das necessidades postas em avaliação.

Seja com lágrimas, risos ou como esperança derradeira, uma prece é o caminho mais adotado por quem se sente pequeno demais diante de um problema. Reconhecer-se limitado é quase uma virtude. Assim, é recomendado que cada um faça a sua prece, na forma que mais lhe aprouver. Mais importante que a beleza do pedido é a sinceridade dele.

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Que não se perca a coragem de erguer a voz, ou o pensamento, e pedir socorro ou benevolência. Há um pensamento que diz: O preço é uma prece… pague pra ver.”  Ao que parece, custa pouco tentar.

 

Alessandra Piassarollo
Administradora e Escritora

Alessandra Piassarollo

Seja feliz: antes de mais nada, acima de tudo! – artigo pela gabrielense Alessandra Piassarollo

Há quem diga que a felicidade bate à porta, mas não gira a maçaneta. E, em muitos casos, ela bate suave e discretamente, à espera de um convite para entrar. De outro lado, cá estamos nós, na eterna busca pela felicidade. Essa busca constante nos leva a pensar nela como prioridade. Tanto assim que nossos melhores desejos para alguém sempre se traduzem em: “seja feliz” ou “te desejo toda felicidade do mundo”. Mas para a maioria, os desejos de felicidade estão relacionados a um tipo de felicidade escandalosa, como se fosse um bilhete premiado da loteria.

Muita gente cultiva dentro de si um ideal de felicidade estrondosa, maravilhosa e exclusiva, quando, no fundo, isso não se traduz necessariamente em verdade. Há quem sonhe e deseje viver como em um comercial de tv: se vê gargalhando numa manhã ensolarada, em uma casa bonita, em um cenário muito aquém da sua realidade. Mas acorda numa cama simples, todos os dias, e com as cortinas (dos olhos) fechadas, não se percebe nem tão feliz nem tão afortunado. E isso frequentemente se transforma em angústia, porque a felicidade sonhada parece ser um ideal inatingível.

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Mas, mais importante que saber o que se procura, é saber reconhecer o que se encontra. Existe felicidade nas miudezas, nos detalhes, nos acontecimentos simples, em todos os lugares. O que acontece é que nem todas as pessoas estão preparadas para enxergarem isso.

Felicidade é algo que vem de dentro. Não é o que você tem que determinará o quanto você será feliz. É como você encara tudo o que te acontece que vai determinar isso. A felicidade não é uma linha contínua. Ela é linha tracejada, com intervalos e muitas curvas, que é para combinar bem com as voltas que a vida dá.

É possível se sentir feliz mesmo que a vida não seja como se gostaria. A satisfação de ter direito a um novo dia deve levar-nos a refletir que nem tudo é bom como parece em teoria, mas que tudo pode ser aproveitado para nosso crescimento e satisfação pessoal.

Ninguém vai ser feliz o tempo todo, todos os dias. Mas os pequenos momentos de felicidade precisam ser percebidos como uma soma, algo que nos faça entender que a vida não é tão ruim quanto possa parecer, no fim das contas.

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Os dias ruins agem enganosamente e nos fazem pensar que passamos por mais dificuldades que por momentos felizes. Mas essa não é a realidade. Sempre há uma benção, um acontecimento bom, uma surpresa boa. Saber reconhecer isso faz toda a diferença. É através dessa consciência que podemos ter mais energia para desfrutarmos de todos os acontecimentos. Essa percepção é também a porta principal para termos um coração mais grato. E felicidade e gratidão andam sempre de mãos dadas.

Ainda que seja algo pequeno, tudo o que é positivo ajuda a construir uma vida feliz. Estejamos atentos, olhos e coração abertos para perceber todas as pequenas felicidades que existem ao longo do caminho. Busquemos viver segundo o conselho de Carlos Drummond de Andrade: “Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.”

Alessandra Piassarollo
Administradora e Escritora

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