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Município precisa retomar a geração de empregos

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O vereador de Barra de São Francisco Wilson Pinto das Mercês, o Mulinha, está em seu segundo mandato legislativo. No primeiro, em 2012, foi o mais votado com 977 e, em 2016, ficou em terceiro lugar, mas aumentou para 1.027 o número de votos.

Antes de entrar na vida pública, Mulinha trabalhou para a família Pereira, primeiro no posto de combustíveis do ex-prefeito e ex-deputado estadual Edinho Pereira, depois na rádio da família, como diretor do Hospital Estadual Alceu Melgaço Filho, que ainda tinha o nome de Dra. Rita de Cássia.

A entrada pra valer na vida pública foi no final de 2010, como chefe de Gabinete do então deputado estadual Luciano Pereira. “Em 2012, eu cheguei na emissora, vindo de Vitória, junto com o Luciano ele disse que eu iria ser um dos candidatos a vereador do grupo.  Eu não queria, mas acabei aceitando e, graças a Deus, fui o vereador mais votado”, conta.

Polêmico e explosivo, Mulinha diz que não é de levar desaforo para casa, mas também não é de guardar mágoas de ninguém.  “Sou também uma pessoa que tem amor ao próximo. Se eu posso ajudar alguém, eu ajudo, independente de ter votado em mim ou não, se já me ofendeu… Quando me procuram, estou sempre pronto a ajudar, independente de quem seja”.

Mulinha disse que tentou se aproximar do prefeito Alencar Marim, no início do mandato dele, mas o prefeito não aceitou a parceria por ele ser ligado à família Pereira. “Eu tenho o DNA dos Pereira, eu seria ingrato se não dissesse isso. Eu sou o que sou hoje graças à Deus, à minha família e aos Pereira”.

Quanto ao desenvolvimento de Barra de São Francisco, o vereador acredita que o prefeito tem que buscar trazer mais empresas para a cidade, retomar o polo industrial o mais rápido possível. “Penso que o atual gestor precisa, com urgência, de retomar o polo industrial para o município. São várias empresas que querem vir para cá, mas não tem local para se instalar”.

ES1 – O senhor começou na vida pública com a família Pereira. Como foi essa entrada na política?

Mulinha – Eu comecei a trabalhar com a família Pereira em 1976, no posto de combustíveis. Depois, devido ao fato de o Luciano estar estudando em Vitória, eles me pediram para ir tomar conta da rádio FM (Jovem Barra). Em seguida, o Edinho vendeu o posto e eu continuei ajudando o Marinaldo do Natalino e o Chico da Purina no posto e trabalhando na rádio.

Eu 2008 eu assumi a direção do hospital (Hospital Estadual Dra. Rita de Cássia, hoje Alceu Melgaço Filho) e, em meados de 2010, quase no final, assumi a chefia de Gabinete do Luciano, na Assembleia Legislativa. Então, são mais de 40 anos trabalhando com essa família, pela qual tenho enorme consideração e respeito.

 

ES1 – A ideia de ser vereador, então, veio por incentivo dos Pereira?

Mulinha – Na verdade, eu nunca quis participar da vida pública, preferia trabalhar nos bastidores, fazendo a prestação de contas, coordenando a prestação de contas da campanha, com o Edinho, Rocha, Claudemar.

Em 2012, eu cheguei na emissora, vindo de Vitória, junto com o Luciano ele disse que eu iria ser um dos candidatos a vereador do grupo.  Eu não queria, mas acabei aceitando e, graças a Deus, fui o vereador mais votado. E agora, em 2016, fui o terceiro mais votado. Graças a Deus, tive muito mais votos do que da primeira vez, o que mostra que realizei um bom trabalho e que os cidadãos confiaram na minha pessoa.

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ES1 – O senhor é considerado um vereador polêmico, explosivo, isso atrapalha o seu relacionamento com os colegas?

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Mulinha – Eu tenho um estilo polêmico. Sou meio carrancudo às vezes, não levo desaforo pra casa. O que tenho que falar, eu falo. Se eu tiver de defender uma pessoa eu defendo. Mas também sou muito homem para, na mesma hora, se eu estiver errado, reconhecer meu erro, pedir desculpas, como já fiz diversas vezes.

Já tive polêmica aqui com o Carlinhos da Dengue, com o Lula. Com o Carlinhos, mesmo, precisou do Juvenal intervir, mas acabou a sessão nós conversamos e já estávamos abraçados. É minha maneira de ser, o que eu tenho de falar, eu não mando recado.

Mas sou também uma pessoa que tem amor ao próximo. Se eu posso ajudar alguém, eu ajudo, independente de ter votado em mim ou não, se já me ofendeu… Quando me procuram, estou sempre pronto a ajudar, independente de quem seja.

 

ES1 – No início do mandato do prefeito Alencar Marim o senhor procurou se aproximar da administração e acabou não dando certo. O que aconteceu?

Mulinha – Quando o Luciano perdeu a eleição, eu continuei fazendo o meu trabalho como vereador, indo a Vitória buscar emendas para ajudar o município, tanto que muitos recursos estão chegando.

Em janeiro do ano passado, junto com o presidente da Câmara, Jonciclé e o Sérgio Machado, nós procuramos uma aproximação com o prefeito, buscando sempre o melhor para nossa cidade. Só que ele falou que não me aceitava porque eu tenho o DNA dos Pereira. E eu tenho o DNA dos Pereira, eu seria ingrato se não dissesse isso. Eu sou o que sou hoje graças à Deus, à minha família e aos Pereira. 

Se eu tenho amizades hoje, do pequeno ao grande, é porque os Pereira me colocaram nessa vida e eles nunca foram daqueles assim que vão conversar com uma autoridade, com uma desembargador, eles me levavam, não me deixavam de fora. E muitas vezes, me mandavam para representá-los.

Isso me deu uma certa moral com essas pessoas. Eles me deram condições de ter amizade com prefeitos de toda a região, com os vereadores. Eu soube cativar a todos eles e firmar muitas amizades…

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ES1 – Ou seja, o prefeito não aceita apoio da família Pereira ou dos aliados deles…

Mulinha – Eu procurei o Alencar, até o final de abril do ano passado eu procurei ele para ajudar e fui transparente com ele, eu disse que seria candidato a deputado, mas que se o Luciano for candidato, eu vou abrir mão para apoiá-lo. 

Disse a ele também que, em 2020, eu vou colocar meu nome como candidato a prefeito da cidade. Nós temos um trato, junto com os outros seis vereadores do Grupão do Povo, vamos fazer uma pesquisa e, aquele do grupo que estiver em melhores condições, será o candidato do grupo a prefeito. Essa é a minha palavra e eu tenho pretensão. Se eu ver que não dá pra ser candidato a prefeito, vou colocar meu nome de novo para vereador.

Eu disse ainda ao Alencar que seria defensor dele, que eu não iria falar mal dele, mesmo que o Luciano ou eu mesmo seja candidato. Vou respeitar. Só que ele não quis e começaram a me podar. O vereador Mulinha não tem cargo na prefeitura, são poucos os secretários que me atendem, tentam me podar de todo jeito, mas eu continuo trabalhando, trazendo recursos.

 

ES1 – O senhor já conseguiu algum recurso para a atual administração?

Mulinha – Agora mesmo chegou uma emenda de mais de R$ 900 mil e eu quero até agradecer ao prefeito, por honrar a palavra dele comigo, pois ele vai usar o recurso para calçar a rua Martins Firme, no bairro Colina, conhecida como rua Maldita. Chegou também uma emenda de R$ 350 mil, do senador Ricardo Ferraço, para calçamento de rua e deixei a critério do prefeito, escolher a rua que será pavimentada. Chegou também uma emenda no valor de R$ 190 mil, que nós estamos solicitando ao prefeito que use para comprar um trator para a associação do córrego do Itá.

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ES1 –Tem sido colocado pela mídia que o Grupão do Povo foi criado para prejudicar a administração e estaria prejudicando também a população. Isso procede?

Mulinha – Eles falam que a gente está prejudicando a população. Agora, vamos ver em que nós votamos contra o prefeito? O que nós pedimos são informações para saber a realidade do projeto. É o nosso dever como vereadores. Todos os projetos do prefeito foram aprovados. Suplementação, nós liberamos, talvez não na quantidade que ele pediu, mas quando isso aconteceu nós consultamos o contador da Casa. 

Em novembro do ano passado, eles precisavam de recursos para dar contrapartida na compra de veículos, duas vans e um micro-ônibus, e nós liberamos os recursos. O Grupão do Povo, como o Boff já disse em entrevista aqui no ES1, já trouxe mais de R$ 5 milhões em recursos para a prefeitura.

Na próxima segunda-feira nós teremos uma reunião do grupo, já foi combinado com o futuro presidente da Mesa Diretora, Juvenal Calixto Filho, para unificarmos todos os nossos pedidos de recursos. Nós vamos assinar todos os pedidos de emenda em conjunto, porque, se individualmente nós temos conseguido recursos, imagina os sete trabalhando em conjunto…

 

ES1 – Então, o que está faltando é diálogo?

Mulinha – Exatamente. O Grupão do Povo não é contra a administração. Nós queremos respeito, queremos diálogo, coisas que estão faltando nessa administração para com muitos vereadores. No próximo ano, eu estarei assumindo a presidência da Comissão de Redação e Justiça e o prefeito pode ter certeza, nenhum projeto será barrado se estiver correto. Estarei trabalhando, junto com os demais colegas, em prol do município, pois sabemos que se o município crescer, nos cresceremos junto.

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ES1 – Finalizando, o que o município precisa hoje para retomar o desenvolvimento?

Mulinha – Nós estamos precisando é de emprego, o setor público não tem como absorver todo mundo. Tem muita gente desempregada, passando necessidade. Nós precisamos correr atrás de indústrias, de empresas que gerem empregos.

Penso que o atual gestor precisa, com urgência, de retomar o polo industrial para o município. São várias empresas que querem vir para cá, mas não tem local para se instalar. Eu acredito que no momento em que a prefeitura retomar aquela área e, em vez de doar, como fazia antes, comece a vender lotes, a preço justo e parcelado, tenho certeza que mais empresas virão.

Na época do Luciano, nós tínhamos um plano para trazer várias empresas para cá. Se cada empresa gerasse 40 empregos, teríamos quase 400 empregos. O plano era vender os lotes por R$ 500 mi parcelados em 10 vezes. Qual a empresa que não quer?

Então, o prefeito atual precisa retomar aquela área, pois já foi ganho aqui, está em Vitória (na justiça) e assim que retomar, que aquele local possa voltar a funcionar como um polo. Hoje, o que a gente vê é que o município está parado, não temos novas indústrias, o povo está sendo sacrificado, a prefeitura não pode empregar, o comércio está fraco, e tem muita gente pedindo e até fazendo coisas erradas, para não ver os filhos passando necessidade.

ES1

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Deputados comentam PEC “Kamizake”

A sessão ordinária da Assembleia Legislativa (Ales) desta segunda-feira (4), no Plenário Dirceu Cardoso, contou com dois pronunciamentos dos parlamentares sobre projeto que tramita no Congresso Nacional e que eleva o teto dos gastos do governo federal ainda nestes últimos seis meses de 2022.
 
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 1/2022, apresentada por dezenas de senadores, e que tramita no Congresso, foi tema dos discursos dos deputados Sergio Majeski (PSDB) e Iriny Lopes (PT). A iniciativa institui medidas como aumento do vale-gás para R$ 120 e do valor do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600, além da criação de auxílio de R$ 1 mil para caminhoneiros autônomos. Já aprovada no Senado, a proposta está agora em tramitação na Câmara Federal.

A iniciativa, conhecida como PEC Kamikaze, deve exigir do governo federal o desembolso de bilhões de reais e os custos, segundo analistas, devem ser transferidos para o próximo governo.

Fotos da sessão ordinária

Ao comentar o assunto, Majeski considerou o projeto meramente eleitoreiro, pois, na avaliação do deputado, não há recursos para cobrir tais gastos que, fatalmente, deverão recair sobre o próximo governo. “A gente viu na semana passada a redução dos combustíveis, reduzindo o ICMS dos estados, o que por si só já é um problema porque nenhum estado no Brasil tem folga. Todos estão na margem entre aquilo que arrecadam e o que gastam. Sendo que alguns já estão praticamente falidos, como Minas Gerais. A redução do ICMS, da forma como foi feita, incide diretamente na redução dos investimentos em duas áreas: educação e saúde. Essas medidas têm uma conotação mais eleitoral do que efetivamente de preocupação de resolver um problema”, apontou Majeski.

O parlamentar alertou que a chamada PEC “Kamikaze” deve gerar gasto bilionário para o governo federal. “Muito provavelmente, o governo federal não tem R$ 41 bilhões de reais sobrando para o Auxílio Brasil e para os caminhoneiros. A PEC ainda possibilita que o governo federal altere a qualquer momento o teto de gastos, e isto faltando três meses para as eleições. Se você faz um gasto até 31 de dezembro, isso vai ser jogado para o ano que vem. O próximo governo que entrar é que vai ter que lidar com a situação. E quem vai pagar essa conta? As mesmas pessoas que acham que estão sendo beneficiadas hoje. Quem paga é a sociedade, sobretudo os mais pobres”, criticou o deputado.
 
Quem também teceu comentários sobre a proposta foi a deputada Iriny Lopes (PT). “Nós estamos num processo eleitoral duríssimo. O que se disputa no Brasil hoje é a barbárie e a civilização. Obviamente, que o chamado pacote da boa vontade é uma declaração pública da falência da economia brasileira. Se não tivéssemos uma inflação desenfreada, maior dos últimos 26 anos, se não tivéssemos os preços dos combustíveis sendo determinados pela bolsa de valores e por dólares, a nossa economia não estaria desse jeito”, observou.

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Quilombolas

A deputada Iriny Lopes (PT) pediu apuração rigorosa sobre denúncias feitas por quilombolas de Sapê do Norte, em São Mateus, que teriam sido alvo de violência física praticada por seguranças da empresa Suzano, além de ameaça de avançar sobre o grupo com tratores.

“O Espírito Santo é sempre marcado pela violência. É sempre marcado pela intolerância contra negros, contra negras, contra o pobre, contra mulheres. Nós temos que acabar com isso, nós temos que ser outro tipo de estado. Não podemos ser um estado privatizado, onde empresas, sejam elas quais forem, possam ter a sua segurança determinando para onde e o que pode ser feito ou não pelos nossos cidadãos. O Ministério Público federal e estadual já receberam a denúncia e já levamos para a Defensoria Pública e encaminhamos à Comissão de Direitos Humanos da Casa”, registrou Iriny.

Violência no estado

Bahiense comentou os principais resultados do Anuário Brasileiro da Segurança Pública 2022, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no que diz respeito ao Espírito Santo. Os dados se referem ao ano de 2021.
 
“Os suicídios de policiais foram três. Nós precisamos cuidar da saúde de nossos policiais. É uma quantidade muito grande de policiais que perderam suas vidas dessa forma. Todos eram militares, o que é lamentável. Pessoas desaparecidas, 1.758, foi um aumento de 7,8% em relação a 2020. Muitos que desaparecem são adolescentes, uma média de quatro ao dia. As meninas adolescentes desaparecem mais, se juntam aos jovens do tráfico e acabam desaparecendo”, apontou.

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Bahiense ainda destacou dados referentes a roubos e furtos de celulares, que coloca o Espírito Santo na quinta posição quanto a esse tipo de delito no Brasil. O deputado ainda chamou atenção para as 12.107 medidas protetivas distribuídas no estado e casos de violência doméstica. “Temos uma alta concentração de violência contra a mulher no Espírito Santo, e não é à toa que foram registrados 38 feminicídio somente no ano passado. Foram 46 mil chamadas de violência doméstica. Isto quer dizer que são registradas 126 denúncias por dia, ou seja, cinco por hora”.

Os casos de violência sexual também foram apontados no discurso. Conforme o deputado, ocorreram 1.447 casos no ano passado, sendo 335 com vítimas maiores de idade e 1.062 vulneráveis. Bahiense concluiu apontando que foram registrados 299 partos de crianças de 10 a 14 anos ao longo de 2021.

Fonte: Assembléia Legislativa do ES

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