conecte-se conosco


Saúde

Ministério anuncia ações para ajudar portadores de doenças raras

Publicado em

© Marcelo Camargo/Agência Brasil


O Ministério da Saúde anunciou ações visando melhorar a preparação de profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) para reconhecer e encaminhar, de forma adequada, pacientes portadores de doenças raras. Para tanto, disponibilizará cursos de formação sobre o tema, além de incluir, a partir de hoje (31) no ConecteSUS, a lista com “todos os centros de cuidado de doenças raras”.

Com isso, a expectativa é facilitar a identificação dos locais de atendimento para famílias que tenham, entre seus entes, algum portador das chamadas doenças raras que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), “são aquelas que afetam até 65 pessoas a cada 100 mil indivíduos”.

De acordo com estimativas divulgadas pela OMS, 80% dessas doenças têm origem genética.

“Todos somos raros”

“Os raros são uma de nossas prioridades. No fundo, somos todos raros e precisamos de política pública para atendermos as pessoas raras, porque não é tão raro existir pessoas com doenças raras”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ao defender empenho nas pesquisas que estudam tais doenças.

O programa anunciado nesta terça-feira vai “ampliar as possibilidades de diagnósticos, porque vamos capacitar melhor os profissionais da saúde que estão na ponta, para fazer o diagnóstico precoce”, afirmou Queiroga.

Para facilitar a comunicação com a população sobre o tema, Queiroga anunciou também a inclusão, na Família Zé Gotinha, de uma nova integrante: a Rarinha, a quem caberá chamar a atenção para diagnósticos e informações sobre doenças raras.

leia também:  Covid-19: governo antecipa para agosto entrega de 3,9 milhões de doses

A iniciativa foi anunciada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em solenidade da qual participou a primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Cursos de formação

De acordo com a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro, em média, 75% dos casos de doenças raras ocorrem em crianças e jovens. “Hoje entregamos 14 cursos de formação para todas as categorias de saúde. Estamos também colocando no Conecte SUS, a partir de hoje, todos os centros de cuidado de doenças raras no país, para que cada família não perca tempo procurando onde ser atendido.”

As videoaulas serão disponibilizadas pelo próprio Ministério da Saúde por meio da plataforma UniverSUS Brasil. A inscrição é gratuita. Com duração de 4 horas e 35 minutos, as aulas tiveram conteúdos produzidos por meio de parcerias envolvendo a Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica (SBGM); o Conselho Federal de Medicina; a Sociedade Brasileira de Medicina da Família e a Comunidade; Núcleo Tele Saúde do Rio Grande do Sul.

“As Ações de Educomunicação em Doenças Raras constituem um conjunto de iniciativas que visam à disseminação de informações sobre essas enfermidades, e se fazem necessárias, uma vez que, para chegar ao diagnóstico, muitos pacientes consultam até dez médicos de especialidades diferentes. As doenças raras são caracterizadas por sinais e sintomas muitas vezes desconhecidos. Além disso, esses sinais costumam variar de doença para doença e de pessoa para pessoa, ainda que afetadas pela mesma condição”, explica o Ministério da Saúde.

leia também:  DF autoriza adolescentes de 12 a 17 anos a receberem xepa da Pfizer

Centros habilitados

Ainda segundo o ministério, a população pode acessar os centros habilitados para tratamento de doenças raras por meio do ConecteSUS. “As unidades de saúde referência estão disponíveis no aplicativo por geolocalização, o que possibilita ao paciente encontrar o serviço de atenção especializada em doenças raras mais próximo de casa”, detalha a pasta, ao informar que há pelo menos 20 estabelecimentos desse tipo em todo o Brasil.

Pacientes com doenças raras podem também receber atendimento e acompanhamento médico, de acordo com cada caso, na atenção primária, por meio das unidades básicas de saúde, ou na atenção especializada, em algum hospital ou serviço de média e alta complexidades.

“Os hospitais universitários, federais e estaduais, que são 50 em todo o Brasil, também possuem serviços voltados para casos de erros inatos do metabolismo. Existem ainda as associações beneficentes e voluntárias, que contam com recursos governamentais e dedicam-se principalmente aos casos de deficiência intelectual e dismorfologia, que também estão aptos a oferecer atendimento aos pacientes com doenças raras”, informou, em nota, o ministério.

A lista com os principais dados dos centros habilitados para atendimento foi disponibilizada no site do Ministério da Saúde.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

Saúde

Covid-19: Brasil registra 215 óbitos e 12,9 mil novos casos


O boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde na noite de hoje (2) mostra que o Brasil registrou, em 24 horas, 215 novas mortes em decorrência de covid-19. Com isso, o país chegou a 615.179 mortes durante a pandemia.

O levantamento mostra que 12.910 novos casos da doença foram registrados no sistema de monitoramento da doença. No total, o país registrou até o momento 22.118.782 casos de infecção pelo novo coronavírus. O informativo também traz os dados sobre óbitos em decorrência de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que somam 144 casos, enquanto outras 2.862 mortes estão sob investigação de órgãos de saúde.

Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde atualiza as informações sobre a pandemia no Brasil. Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde atualiza as informações sobre a pandemia no Brasil.

Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde atualiza as informações sobre a pandemia no Brasil. – Ministério da Saúde

O país tem 152.098 casos ativos de covid-19 em monitoramento. O número diz respeito a casos diagnosticados que estão sob supervisão médica ou em isolamento.

O número de recuperados é de 21.351.505 casos, o que corresponde a 96,5% do total de infectados.

leia também:  InfoGripe vê estabilidade de casos no mais baixo patamar da pandemia

Estados

O ranking de mortes por estado segue inalterado. São Paulo lidera com 154.213 óbitos; Rio de Janeiro em segundo lugar, com 69.102; Minas Gerais está em terceiro, com 56.266; Paraná em quarto, com 40.803 e Rio Grande do Sul contabiliza 36.165 mortes por covid-19.

Os estados que menos registraram mortes por covid-19 foram o Acre (1.849), o Amapá (2.004) e Roraima (2.054).

Vacinação

O painel de vacinação do Ministério da Saúde registra, no momento da reportagem, 372.577.092 doses de vacina distribuídas por todo o país. Os números são referentes ao dia 1º de dezembro. A ferramenta informa que destas, 312.814.788 doses foram aplicadas, sendo 159,19 milhões referentes à primeira dose e 139,52 referentes à segunda dose ou dose única.

Segundo a pasta, 13.512.680 doses de reforço já imunizaram os brasileiros. O Brasil conta com 18,8 mil leitos de UTI autorizados para o tratamento de covid-19 e SRAG. O ministério registra, ainda, que o governo federal já investiu cerca de R$ 208,1 bilhões em vacinas.

leia também:  Secretário de Saúde defende o SUS na Conferência Estadual de Saúde

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Saúde

Visualizar

MAIS LIDAS

error: Conteúdo protegido!!
Chat aberto
1
Precisa de nossa ajuda ?
Olá, nós do ES1 podemos te ajudar de alguma forma