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Economia

Mercado reduz estimativa de inflação e de alta do PIB em 2018

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Os economistas das instituições financeiras reduziram a previsão de inflação para este ano e também para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Passaram, ainda, a prever juros mais baixos no fim de 2018.
As expectativas estão no relatório de mercado, também conhecido como “Focus”, feito com base em pesquisa realizada na semana passada pelo BC com mais de 100 instituições financeiras. Os números foram divulgados nesta segunda-feira, 02.
Para a inflação de 2018, a previsão do mercado recuou de 3,57% para 3,54%. Foi a nona queda seguida do indicador.
A expectativa dos analistas continua abaixo da meta central de 4,5% para a inflação, que deve ser perseguida pelo Banco Central neste ano, mas dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que considera que a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.
A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).
Para 2019, o mercado financeiro reduziu sua expectativa de inflação em 4,10% para 4,08%. Foi o segundo recuo seguido deste indicador. A estimativa do mercado está em linha com a meta central do próximo ano e também dentro da banda do sistema de metas (entre 2,75% e 5,75%).

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Produto Interno Bruto

Para a expansão do PIB de 2018, os economistas dos bancos baixaram de 2,89% para 2,84% a estimativa de crescimento. Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continua em 3%.
O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,5%. Em 2017, cresceu 1% e encerrou a recessão no país.

Taxa básica de juros

Os analistas do mercado também reduziram a previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 6,5% para 6,25% ao ano para o final de 2018. Atualmente, a taxa está em 6,5% ao ano.
A redução na expectativa do mercado veio após o próprio Banco Central ter indicado que pode continuar reduzindo a taxa básica de juros nos próximos meses.
Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para os juros básicos da economia continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem.

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Câmbio, balança e investimentos

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 ficou estável em R$ 3,30 por dólar. Para o fechamento de 2019, subiu de R$ 3,39 para R$ 3,40 por dólar.
A projeção do boletim Focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, continuou em US$ 55 bilhões de resultado positivo.
Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit permaneceu estável ao redor de US$ 45 bilhões.
A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, subiu de US$ 77,5 bilhões para US$ 80 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas ficou estável em US$ 80 bilhões.

G1

Economia

Dólar interrompe sequência de quedas e fecha estável


Em um dia de oscilações no mercado financeiro, o dólar interrompeu uma sequência de três quedas e fechou estável, continuando próximo dos valores mínimos em quatro meses. A bolsa de valores alternou altas e baixas ao longo da sessão, mas encerrou com leve queda, influenciada pelo exterior e por realizações de lucros.

O dólar comercial fechou esta segunda-feira (10) vendido a R$ 5,232, com alta de 0,07%. A cotação chegou a subir para R$ 5,25 no início da manhã e em diversos momentos da tarde, desacelerando para próxima da estabilidade perto do fim das negociações. O dia foi marcado por altos e baixos. Na mínima da sessão, por volta das 11h20, a divisa atingiu R$ 5,20.

No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 121.909 pontos, com recuo de 0,11%. O indicador, que subia até por volta das 15h, perdeu fôlego perto do fim das negociações e não manteve o nível de 122 mil pontos.

O mercado financeiro foi influenciado pelo exterior. Depois de acumular queda nas últimas sessões, o dólar passou a subir em todo o planeta, em um dia de ajustes. No Brasil, a alta só não foi maior porque a entrada de divisas relacionadas às exportações de commodities (bens primários com cotação internacional) segurou a pressão sobre o câmbio.

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Paralelamente, um movimento de realização de lucros, quando investidores vendem ações para embolsar ganhos recentes, interferiu na bolsa de valores. Não apenas no Brasil, mas no exterior. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones, das empresas industriais, caiu 0,1%, ficando praticamente estável. No entanto, o índice Nasdaq, das empresas de tecnologia, teve forte queda de 2,63%.

Edição: Nádia Franco

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