conecte-se conosco


Economia - ES1.com.br

Médicos canadenses recusam aumento salarial

Publicado em

Médicos canadenses de Quebec assinaram uma carta contendo uma demanda considerada curiosa: eles protestam contra o aumento dos próprios salários. Os 500 médicos e residentes, além dos mais de 150 alunos de medicina, que apoiam o documento afirmaram que seus salários já são altos e que eles parecem ser os únicos “imunes aos cortes” de gasto feitos pelo governo canadense.
Na carta, publicada no site do Médecins Québécois Pour le Régime Public (MQRP) — grupo que reúne médicos da província para discutir e zelar pela atuação na saúde pública —, os profissionais afirmam que o aumento salarial é “chocante” em vista da situação precária a que outros profissionais da saúde são submetidos e a falta de acesso de pacientes ao sistema público de saúde, consequência de cortes no gasto com a área.
“Nós, médicos de Quebec que acreditam em um sistema público de saúde forte, nos opomos ao recente aumento salarial negociado pelas nossas federações médicas”, diz um trecho da carta.
A médica Isabelle Leblanc, presidente do MQRP, disse ao canal de televisão canadense “CBC News” que a negociação para aumento de salário dos médicos surge no mesmo momento em que enfermeiras protestam por melhores condições de trabalho. Nesse cenário, o grupo deseja mostrar solidariedade.
“Se nossos colegas estão mais felizes, se nossos pacientes estão recebendo um tratamento melhor, todos nós ganhamos e não é um aumento salarial que irá fazer isso”, disse ela à emissora.
A fala de Leblanc faz referência à luta que vem sendo protagonizada por um sindicato de enfermeiras nos últimos meses. O grupo denuncia a falta de profissionais na área e afirma que seus membros estão sobrecarregados no trabalho. Além disso, o sindicato luta por uma lei que limite o número de pacientes que podem ser cuidados por uma enfermeira.
A carta termina com um pedido: que o aumento seja cancelado e os recursos do sistema de saúde sejam redistribuídos pelo bem dos trabalhadores e para garantir um serviço de qualidade “que faça justiça ao povo de Quebec”.
Em resposta, o ministro da saúde da província, Gaétan Barrette, disse não ver problemas no discurso dos médicos e ironizou: “Se eles acham que estão recebendo muito, podem deixar o dinheiro na mesa. Eu garanto a vocês que posso fazer bom uso dele”, afirmou durante a inauguração de uma clínica em Ville-Émard.

leia também:  Emprego informal bate recorde e derruba produtividade da economia brasileira

O Globo

Economia - ES1.com.br

Brasil e Argentina concluem acordo de homologação de veículos

O Brasil e a Argentina concluíram a negociação de um acordo para reconhecerem mutuamente as normas de segurança de veículos, anunciaram hoje (30) à noite os ministérios da Economia, da Infraestrutura e das Relações Exteriores. O acordo será assinado em julho por autoridades dos dois países.

Por meio da homologação veicular, os órgãos máximos de trânsito atestam a conformidade dos veículos a normas de segurança e autorizam a circulação no país. Com o acordo, o Brasil reconhecerá a aprovação de um modelo de veículo produzido na Argentina, com o país vizinho fazendo o mesmo com os veículos montados no Brasil.

O acordo, informou o comunicado, facilitará o comércio de veículos entre Brasil e Argentina, reduzindo custos e prazos. “O reconhecimento mútuo de homologações veiculares favorece o desenvolvimento do setor automotivo nos dois países e o incremento dos fluxos de comércio, além de conferir mais previsibilidade e segurança jurídica para os investimentos”, destacou a nota.

Com a homologação, o governo brasileiro reconhecerá a Licença para Configuração de Modelo emitida pelo Ministério de Desenvolvimento Produtivo da Argentina. O país vizinho reconhecerá o Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito, emitido pela Secretaria Nacional de Trânsito, do Ministério da Infraestrutura brasileiro.

leia também:  Casa própria: taxa de crédito imobiliário se aproxima do menor nível da história

Num primeiro momento, o acordo cobrirá cerca de 80% dos itens de segurança de veículos leves de passageiro e leves de carga (categorias M1 e N1, respectivamente). Está prevista a ampliação de itens e a inclusão de novas categorias de veículos, como ônibus e caminhões. Os dois governos pretendem estender o acordo às autopeças.

“O acordo vai ao encontro dos interesses dos setores produtivos dos dois países, que já destacaram em outras oportunidades os benefícios de uma aproximação ainda maior entre Brasil e Argentina, destacando-se a criação de oportunidade para ganhos de competitividade e a otimização de custos e investimento, num setor que possui uma participação significativa no comércio bilateral”, concluiu a nota conjunta.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Economia

Visualizar

MAIS LIDAS

error: Conteúdo protegido!!