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Política Estadual

Matéria sobre IPVA de locadoras tramita em urgência

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O Projeto de Lei (PL) 352/2020, de autoria do deputado delegado Lorenzo Pazolini (Republicanos), teve a tramitação em urgência aprovada e, por isso, entra na pauta de votação da próxima sessão ordinária, que será realizada nesta terça (30), às 15h.  A matéria obriga locadoras de veículos a recolher o IPVA no estado onde o carro circula

Confira fotos da sessão desta segunda (29)

Durante a sessão ordinária virtual desta segunda (29), Pazolini explicou que a aprovação do PL vai aumentar a arrecadação. “Se o veículo está circulando no Estado, nada mais justo que o imposto seja pago a ele.  Vale ressaltar ainda que metade do IPVA é destinado aos municípios, ou seja, esse projeto de lei impacta diretamente na arrecadação das prefeituras”. O PL altera a Lei 6.999/2011, que trata do IPVA, e se apoia em uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). 

O deputado Dary Pagung (PSB), que representa a liderança do governo na Casa, defendeu a tramitação em urgência da matéria. “Muitos automóveis circulam no Espírito Santo, mas o IPVA é pago para outro Estado da federação. Fizemos o pedido de informação ao Detran-ES para saber quantos veículos estão nessa situação atualmente”. 

O PL será analisado pelas Comissões de Justiça, Defesa do Consumidor e Finanças. Como está tramitando em urgência, os colegiados apresentam e votam o parecer durante a sessão ordinária. Após o trabalho das comissões, a matéria será votada por todos os 30 deputados. O regime de urgência é um dispositivo previsto no Regimento Interno da Casa que acelera a processo legislativo de um PL. 

Novos projetos

A partir da leitura em plenário e do despacho da Mesa Diretora, novos projetos de autoria parlamentar começaram a tramitar na Ales. O PL 366/2020, de autoria do deputado Torino Marques (PSL) estabelece que laudos e perícias médicas que atestam o Transtorno do Espectro do Autista (TEA) emitidos por médicos da rede pública ou privada tenham validade indeterminada. 

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Na justificativa do projeto, o autor leva em consideração que o transtorno é irreversível e que o laudo é fundamental para que as famílias tenham acesso a benefícios garantidos por lei e, especialmente, voltados para o acompanhamento e o desenvolvimento do paciente. A matéria será analisada pelas Comissões de Justiça, Saúde e Finanças. Vale lembrar que no mês de maio a Ales aprovou uma proposta de autoria do mesmo parlamentar que determinava validade de 5 anos para esses documentos. 

Outra iniciativa é do deputado Dr. Hércules. O PL 368/2020 inclui no calendário oficial do Estado o Dia de Conscientização de Raquitismo Hipofosfatêmico, na data de 23 de junho. O raquitismo hipofosfatêmico é uma grave doença genética que gera falhas no desenvolvimento esquelético do indivíduo. A matéria será analisada pela Comissão de Justiça. 

Para enfrentar a pandemia

Entre os projetos que começaram a tramitar na Casa, quatro deles fazem referência ao enfrentamento da pandemia. Com o PL 367/2020, o deputado Dr. Hércules (MDB) quer determinar que gestores da área da saúde adotem medidas para assegurar a acomodação dos profissionais da área para aqueles trabalhadores que não puderem retornar para as casas para evitar a exposição de parentes ao novo coronavírus. Essa determinação seria apenas durante o estado de calamidade pública em virtude da pandemia em saúde. O PL será analisado pelas Comissões de Justiça, Saúde e Finanças. 

O PL 369/2020, de autoria do deputado Marcos Garcia (PV), institui o Programa de Reforço Escolar com foco nos alunos do ensino médio da rede pública de ensino. O objetivo é oferecer conteúdo acadêmico suplementar por meio de plataformas virtuais para alunos que vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para o autor, essa é uma forma de melhorar a qualificação dos alunos que estão prejudicados com a suspensão de aulas por conta da pandemia. O PL será analisado pelas Comissões de Justiça, Educação e Finanças. 

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Por meio do PL 370/2020, o deputado Dary Pagung (PSB) quer facultar estabelecimentos comerciais que produzem, preparam ou processam alimentos destinado ao consumo humano a doarem excedente não comercializado. Essa doação seria feita com a colaboração do poder público ou com a intermediação de entidades ligadas à assistência social. A proposta proíbe a doação de alimentos oriundos de sobras ou que já tenham sido serviços para consumo. De acordo com o despacho da presidência, a matéria vai receber parecer das Comissões de Justiça, Assistência Social e Finanças. 

A doação de alimentos desse tipo foi permitida pela Lei de Federal 14.016, aprovada no dia de 23 de junho. Segundo a justificativa de Pagung, o PL tem como objetivo regulamentar a doação no Espírito Santo a partir dessa permissão dada pela legislação federal. Pagung também destaca a situação de muitas famílias brasileiras que passam dificuldades decorrente da pandemia pelo novo coronavírus.

O PL 371/2020 trata da criação de uma Central de Informação sobre pacientes internados na rede estadual de saúde durante a pandemia. O objetivo da matéria, de autoria do deputado Euclerio Sampaio (DEM) é melhorar a comunicação com as famílias dos pacientes. A matéria vai receber parecer das Comissões de Justiça, Cidadania, Saúde e Finanças. 

Nova comissão permanente

O deputado Bruno Lamas (PSB) quer uma nova Comissão Permanente na Ales. Por meio do Projeto de Resolução (PR) 12/2020, Lamas cria a Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar no Estado. Vale destacar que os colegiados desse tipo são responsáveis por analisar projetos de leis que tratam sobre sua temática, além de promover debates a respeito do assunto de sua competência. O PR será analisado pela Comissões de Justiça, Segurança e Finanças.

Política Estadual

Volta às aulas só com todas as garantias, pedem entidades


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O retorno às aulas das redes públicas e privadas em todos os níveis de ensino somente deve acontecer quando houver as condições sanitárias, médicas e científicas que garantam a proteção dos alunos, dos professores e de toda a comunidade escolar. Esta foi a conclusão unânime a que chegaram instituições representativas da educação, saúde e do governo do estado. O tema foi debatido pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa (Ales), nesta quarta-feira (1º).

O deputado Sergio Majeski (PSB), membro da Comissão de Educação, parlamentar que solicitou a discussão relativa à volta às aulas no estado, foi enfático ao afirmar que era contra a volta às aulas nas atuais condições, e que a reunião é para ouvir “os especialistas da comunidade científica sobre o retorno às aulas”, assinalando que isso, no entender dele, só seria possível quando o número de contaminados for controlado.

O mesmo entendimento foi expresso pelos deputados Vandinho Leite (PSDB), presidente da Comissão de Educação, Emílio Mameri (PSDB), Delegado Lorenzo Pazolini (Republicanos) e pelo líder do governo, deputado Dary Pagung (PSB).

Vacina

Para a epidemiologista e professora da Ufes, Ethel Maciel, as aulas deveriam voltar quando estiver disponível a vacina contra o novo coronavírus. “Precisamos pensar em vários protocolos, pois as escolas são diferentes entre os níveis básico, fundamental e superior, público, privado e entender cada contexto. Temos outras epidemias circulando”, lembrou, citando a violência e outras questões de saúde e sociais.

Como e quando abrir escolas? Para ela, quando a taxa de reprodução do vírus cair. “As escolas do interior são diferentes na contaminação da Grande Vitória. É preciso ter álcool gel nas escolas. Tem escola que não tem pia nos banheiros. No papel funciona tudo muito bem, mas queremos saber como vai se dar na realidade”, disse.

Angústias dos pais e professores

Para a representante do Laboratório de Gestão da Educação Básica do Espírito Santo (Lagebes) da Ufes, professora Gilda Cardoso de Araújo, há uma grande angústia dos pais de alunos no que diz respeito a essa volta às aulas, e isso seria em todas as classes sociais.

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A volta às aulas exigiria transformar o espaço escolar em espaço de confinamento, asseverou a professora da Ufes, que levantou algumas deficiências nas unidades escolares. A volta “envolve os protocolos de segurança, alimentação, e todas as questões do chão da escola. Estamos num momento de medo e é preciso construir pontes, diálogos e não de posições tomadas em gabinetes”, ressaltou.

A diretora do Sindiupes, Noêmia Simonassi, informou que a entidade tem trabalhado com toda a comunidade da educação. “A posição do Sindiupes é contrária à volta às aulas enquanto não tiver condições para isso. Os professores estão numa situação complicada no aspecto emocional, pois não sabem quando as aulas voltarem como será a situação dos alunos”, disse. Ela reiterou ainda a diversidade das escolas e que não se pode ter protocolo igual para situações diferentes.

Notificação do MP

A promotora Maria Cristina Pimentel do Ministério Público Estadual (MPES) disse que o MP está trabalhando com os sindicatos e comunidades ligadas à educação na questão da pandemia. O resultado disso é um documento enviado ao governo, uma notificação recomendando a não volta às aulas enquanto o indicador de velocidade de transmissão não estiver abaixo do índice 1, pelo menos por duas semanas.

Além dessa condição o documento ressalta a tomada de todas as medidas administrativas para propiciar as condições para a volta às aulas, entre outras medidas técnicas necessárias para proteção dos alunos.

Sedu

O assessor de Gestão Escolar, representando a Secretaria de Estado de Educação (Sedu), Saulo Andreon, disse acompanhar a opinião dos deputados. “Estamos falando de uma pandemia que ainda não foi superada. Estamos falando de aulas presenciais. Na Sedu a gente tem trabalhado com o princípio da responsabilidade. Não podemos tomar uma decisão sem antes de um amplo debate, sem uma garantia. É muito mais do que orientação científica e saúde, do que educação”, defendeu.

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Andreon garantiu que nenhuma decisão vai ser tomada de forma abrupta. “Nós não temos data para o retorno, a Sedu entende que é uma decisão que precisa ser debatida e construído o tecido para se tomar essa decisão. A decisão será norteada por indicadores de saúde, e que tenhamos segurança para o possível retorno”, explicou.

Sesa

Já o gerente da Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Orlei Cardoso, informou que estão estudando os dados sorológicos do estado e afirmou que tem ainda muito tempo para o crescimento da doença, principalmente pelo interior, nos municípios menores.

Disse que quando for oportuna a volta das aulas, a Saúde terá um documento que indique os riscos possíveis da volta às aulas. O momento é crítico, segundo ele, pois há um índice muito alto de óbitos.

Ampla participação

Representantes de várias outras entidades, também participaram amplamente do debate, que teve alta audiência no YouTube da Assembleia: Rogerio Nunes Romano, da Comissão Especial de Direito Educacional da OAB-ES; Camila Tallon Cardoso, da Comissão da Infância e Juventude da OAB-ES;  Alberto Guerzet, do Sindipúblicos; Silvio Nascimento Ferreira e Aguiberto Oliveira de Lima, da Associação de Pais e Alunos do Espírito Santo (Assopaes); União Nacional dos Conselhos Municiais de Educação (Uncme); e Arteiro Bolsando, do Conselho Estadual de Educação (CEE).

Também participaram: Itamar Mendes da Silva, da Frente Capixaba Escola Democrática; Aguinaldo Rocha de Souza, dos Professores Associados pela Democracia de Vitória (PAD-VIX); Daniel Barboza Nascimento, do Conselho Municipal de Educação de Vitória (Comev); Kelli Christina Louzada, do Fórum Municipal de Educação de Colatina; e Gilmar Almeida Nogueira, do Conselho Municipal de Educação de Serra (CM-ES); além dos professores Liudimila Katrini Proximozer, Alexandre Vieira Carniele e Swami Cordeiro Bérgamo.

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