conecte-se conosco


Saúde - ES1.com.br

Máscara inteligente promete ajudar usuário a dormir melhor

Publicado em

A Dreamlight é uma máscara para dormir smart e repleta de recursos, que vão desde LEDs para facilitar o seu despertar, a um tratamento de embelezamento da pele. Disponível em campanha de financiamento coletivo no Indiegogo, o dispositivo promete isolar o usuário do mundo externo, dando recursos e informações para que o sono seja mais tranquilo e de maior qualidade.
A Dreamlight já superou as metas de arrecadação previstas pelos seus criadores e deve ter início das entregas em abril. É possível investir na ideia pelo preço a partir de US$ 24 (R$ 77, em conversão direta e sem impostos). O frete para o Brasil é de U$ 15 (aproximadamente R$ 48).
A máscara é composta por um conjunto de LEDs que emitem tons específicos de luz para ajudar você a dormir, além de também despertar no horário desejado. Luz em tons laranja prometem acalmar e preparar o organismo para o sono. Já os tons de verde servem para acordar sem a necessidade do brusco despertar proporcionado por um alarme sonoro convencional.
Apesar disso, também é possível configurar a Dreamlight para que ela reproduza músicas ou ruídos, seja para acordar ou para dormir. Longe de ser única entre produtos que prometem ajudar você a dormir melhor, e até a combater roncos, a máscara chama a atenção por recursos exclusivos.

camera_enhance Máscara tem conjunto de sensores e app dedicado para monitorar seus hábitos de sono. (Crédito: divulgação/ Dreamlight)

Seu maior destaque está na promessa de se adaptar ao perfil genético de cada pessoa. Segundo a fabricante, a máscara é capaz de treinar o seu organismo para que você dependa de menos tempo dormindo para ser produtivo. Entretanto, para gerar esse padrão, o produto exige que você tenha um perfil genético cadastrado no serviço 23andMe, famoso por gerar testes de genética.
Outro recurso que chama a atenção é um tratamento que embelezaria a pele do rosto, por meio de luz infravermelha enquanto você dorme. De acordo com a empresa, é possível dormir tranquilo, mesmo com o recurso acionado, pois os olhos humanos não percebem luz desse tipo.
Para quem não possui perfil genético no 23andMe, ainda é possível usar a capacidade analítica da máscara para monitorar hábitos de sono. O produto funciona em comunhão com um aplicativo que mapeia seus hábitos e horários – assim, ele é capaz de extrair informações importantes sobre o comportamento do usuário.
Outra funcionalidade que independe das informações genéticas via 23andMe é um perfil de repouso que pode combater os efeitos do jet lag em quem costuma voar para outros países. Com isso, a máscara deve diminuir a dificuldade de se adaptar ao fuso-horário.
Os dados são coletados pela Dreamlight graças a sensores, como acelerômetros e monitores de batimentos cardíacos. Em relação à autonomia, a bateria da máscara promete resistir por 14 dias em uso normal, ou uma semana se o usuário ouvir música e qualquer tipo de ruído para dormir.
A Dreamlight foi apresentada durante a CES 2018 e ganhou campanha de arrecadação no Indiegogo. Bem-sucedida, a vaquinha superou em 80% a meta de arrecadação original. Resta ainda um mês para contribuir e é possível investir com valores a partir de US$ 24 (R$ 77, em conversão direta), para uma versão sem nenhuma funcionalidade smart, ou US$ 199 (R$ 643) para a máscara repleta de recursos.

leia também:  Dengue e lixo apavoram população francisquense


camera_enhance Máscara tem bateria para 14 dias e pode ser carregada via microUSB. (Crédito: divulgação/ Dreamlight)


Tech Tudo

Saúde - ES1.com.br

Estudo alerta para urgência de novos tratamentos contra verminoses

As verminoses, doenças que afetam bilhões de pessoas no mundo, tem poucos avanços em estudos clínicos. Entre os motivos para que isso ocorra, está o fato de que elas atingem populações mais pobres, não atraindo investimentos de farmacêuticas. O alerta está em um estudo publicado na revista Drug Discovery Today por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Guarulhos e que tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O trabalho se insere em um contexto no qual a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou, em 2021, um plano de ação para erradicar ou controlar, até 2030, 20 doenças que afetam uma em cada cinco pessoas no mundo e matam cerca de 500 mil por ano. Das 20 doenças, as cinco que mais afetam mais pessoas em números absolutos são verminoses. Uma das estratégias adotadas na busca por novos medicamentos é o reposicionamento farmacológico, estudando medicações já existentes para essas enfermidades negligenciadas.

“Entre as múltiplas metas que foram colocadas no roteiro da OMS, está a busca por novos medicamentos, porque muitas dessas doenças não dispõem de vacina e medicamento considerado de alta eficácia. Embora tenha uma eficácia relativamente boa, mas não o suficiente para controlar a doença, até porque não existe um fármaco 100% eficaz”, afirma Josué de Moraes, que coordena o Núcleo de Pesquisa em Doenças Negligenciadas (NPDN) da Universidade Guarulhos, um dos autores do artigo.

leia também:  Pesquisa descobre como vírus deixa Leishmaniose mais agressiva

Esquitossomose

Moraes cita, como exemplo, o caso da esquistossomose, que é considerada a principal verminose em termos de morbidade e mortalidade. “Embora a ascaridiose, que é a lombriga, afete uma parcela maior, quase um bilhão de pessoas, a esquistossomose tem mais impacto na saúde”, explica. Há apenas um remédio disponível para a doença, o praziquantel. “Imagina só você ter um medicamento para uma população acima de 200 milhões”, compara. Além disso, o medicamento também não afeta a forma jovem do parasita, impedindo que o tratamento comece no início da infecção.

O pesquisador destaca, entre os impactos da verminoses, o fato de que elas prejudicam o desenvolvimento intelectual de crianças, contribui para a redução na taxa de escolarização e também pode fazer com que a pessoa se afaste do trabalho com licença médica. “Sempre falo que essas doenças não só prevalecem condições de pobreza, mas também representam um forte entrave ao desenvolvimento dos países e, consequentemente, são determinantes na manutenção do quadro de desigualdade”, avalia.

Entre os motivos que impedem o desenvolvimento de estudos no campo da parasitologia, Moraes cita quatro. “As verminoses são as mais negligenciadas dentre as negligenciadas, principalmente porque é um tipo de doença que está mais associado com a questão da pobreza que as outras”, pontua, como primeiro entrave. Ele aponta ainda o fato de que a doença não enseja um senso de urgência. “Não demonstram, visivelmente, ali para para a população uma necessidade.” Ele lembra que em algumas regiões as verminoses são até vistas como algo comum, do cotidiano.

leia também:  Dengue e lixo apavoram população francisquense

Outra dificuldade se dá nos laboratórios. “Os vermes são de difícil manutenção. É muito mais difícil você conseguir manter um verme em laboratório, ao contrário de algumas doenças causadas por protozoários como, por exemplo, malária, leishmaniose, doença de Chagas, entre outras”, exemplifica. Isso acaba prejudicando o conhecimento biológico dos vermes. “Quando disponível, você precisa ter o hospedeiro definitivo, geralmente a gente usa um roedor e um hospedeiro intermediário, no caso da esquistossomose, um caramujo.” Moraes destaca ainda o nojo que os vermes despertam nos indivíduos.

O pesquisador é enfático ao lembrar que outras medidas de saúde pública, como diagnóstico, controle dos vetores de transmissão e saneamento básico universal, são fundamentais para lidar com essas doenças. “Nós temos cerca de 30 milhões de brasileiros que vivem sem água tratada. Praticamente metade da população não tem acesso a esgoto. Então isso reforça esse quadro, que eu diria lamentável, em relação às verminoses”, avalia.

Edição: Maria Claudia

Fonte: EBC Saúde

Visualizar

MAIS LIDAS

error: Conteúdo protegido!!