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Leilão de petróleo já tem arrecadação de mais de R$ 8 bilhões

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A arrecadação parcial do leilão realizado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) nesta quinta-feira, 29, já supera R$ 8 bilhões. O resultado foi impulsionado pela Bacia de Campos, que teve nove áreas ofertadas arrematadas, acumulando R$ 7,512 bilhões arrecadados.
Nesta quarta-feira, o Tribunal de Contas da União (TCU) retirou dois blocos do leilão. A medida poderia esvaziar o leilão do ponto de vista da arrecadação, já que os blocos que ficaram de fora tinham um potencial de arrecadação de R$ 3,55 bilhões.
Na Bacia de Campos, todos os blocos tiveram como vencedores consórcios formados por empresas. O ágio médio ficou em 680,42%. Com isso, o leilão já superou a previsão mínima de arrecadação calculada pelo governo, de R$ 4,8 bilhões. O destaque foi o lance feito pelo consórcio montado por Exxon, QPI e Petrobras, que ofereceu bônus de R$ 2,824 bilhões, bem acima do bônus mínimo de R$ 40,7 milhões.
Outro destaque foi o lance feito pelo consórcio Petrobras, Statoil e Exxon que ofereceu R$ 1,5 bilhão por um campo que tinha bônus mínimo de R$ 412,8 milhões. Esse mesmo consórcio ofereceu bônus de R$ 2,128 bilhões por uma outra área que tinha bônus mínimo de R$ 299,182 milhões.
Na Bacia de Campos, também levaram áreas empresas como BP, Shell, Petrogal, Wintershall e Chevron. A área é considerava atrativa por estar na chamada franja do pré-sal.
A 15ª Rodada de petróleo, realizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) na manhã desta quinta-feira, no Rio de Janeiro, começou pelas áreas da Bacia de Santos. Com a retirada de dois blocos, foram ofertadas seis áreas. Deste total, três áreas foram arrematadas. A surpresa foi que a Petrobras não fez lances por nenhuma dos futuros campos.
A Exxon, que se associou a QPI, levou duas áreas na Bacia de Santos. O bloco chamado S-M-536 foi arrematado pelas companhias com bônus de R$ 165 milhões, acima do bônus mínimo de R$ 35,7 milhões.
Já o consórcio formado entre Chevron, Repsol e Wintershall levou outro bloco. Ofereceu bônus de R$131,9 milhões, maior que o bônus mínimo de R$ 21,337 milhões.
Assim, a Bacia de Santos gerou arrecadação de R$ 346,430 milhões e um ágio médio de 235,41%. A Shell também fez proposta, mas não levou.

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Bacia Potiguar

A segunda Bacia a ser licitada foi a de Potiguar, no mar do Rio Grande do Norte. Foram arrematados sete blocos. A alemã Wintershall, a Petrobras e a Shell levaram três áreas cada.
A alemã, que faz sua estreia no Brasil, tem tornado-se uma das surpresas até o momento. Em uma dessas áreas, a Wintershall ofereceu bônus de R$ 57,304 milhões, acima do bônus mínimo de R$ 6,842 milhões. Ao todo, a companhia gastou pouco mais de R$ 98 milhões com bônus de assinatura nas três áreas arrematadas.
Em seguida, a Petrobras levou três áreas, sendo duas em parceria com a Shell. Já a Shell, dos três blocos conquistados, levou uma área sozinha.
Assim, foi gerado um bônus mínimo de R$ 485,3 milhões em Potiguar e um ágio médio 424,8%.

Bacias Nordestinas 

A Bacia do Ceará teve apenas dois blocos arrematados. A Wintershall levou um bloco sozinha, e o consórcio firmado entre Exxon, Murphy e Queiroz Galvão arrematou outra área. O governo arrecadou cerca de R$12,6 milhões com esses dois campos.
A Bacia de Sergipe-Alagoas teve uma área arrematada por R$3,6 milhões em consórcio firmado por Exxon, Murphy e Queiroz Galvão.
Com isso, o governo já arrecadou cerca de R$8,014 bilhões com as bacias de Santos, Campos, Potiguar, Ceará e Sergipe-Alagoas.

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O Globo

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Receita alerta para golpe do falso IOF antecipado via Pix

Cobrado sobre operações de crédito e de câmbio, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) está sendo usado por criminosos para enganar tomadores de empréstimos. A Receita Federal emitiu um alerta sobre estelionatários que se passam por supostas empresas para condicionar a liberação do crédito ao pagamento antecipado de IOF via Pix.

Segundo o Fisco, os fraudadores fornecem documentos falsos de notificação e de arrecadação que induzem o cidadão a recolher taxas inexistentes para a liberação do dinheiro. A vítima repassa o suposto IOF por meio de transferências Pix para pessoas físicas.

Boleto usado no golpe condiciona transferência de empréstimo a pagamento adiantado de IOF por Pix – Divulgação/Receita Federal

Em comunicado, a Receita Federal informa que jamais fornece dados para recolhimento de tributos ou de taxas via transferência. Segundo o órgão, os servidores do Fisco não prestam serviços de empréstimo à população nem entram em contato para cobrar pagamentos.

Embora alguns tributos possam ser pagos via Pix, a Receita esclarece que o IOF só pode ser quitado por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), pago pela instituição que concede o empréstimo, não pelo tomador. Caso desconfie ser vítima de um golpe, a Receita Federal orienta que o cidadão procure imediatamente a polícia, munido de todas as provas possíveis, e registre um boletim de ocorrência.

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Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Economia

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