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Jovem francisquense sobrevive a estupro coletivo, 22 facadas e pedradas

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Uma jovem de 23 anos está internada em estado grave no Hospital São Lucas, em Vitória, após ter sido vítima de um estupro coletivo na região da Aldeia de Perocão, em Guarapari, na madrugada do último dia 17. Quatro rapazes são investigados suspeitos de cometer o crime.

Segundo o titular da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) de Guarapari, Tarik Souki, além de ter sido estuprada, a jovem quase foi morta por dois adultos e dois adolescentes, que tentaram assassinar a vítima com 22 facadas. Eles também tentaram esmagar a cabeça dela com uma pedra, que foi encontrada no local junto à faca.

A jovem está desempregada e mora em Barra de São Francisco. Ela estava desde o dia 15 de janeiro na casa da mãe de uma amiga, que mora na região. “Nós viemos passear, mas como acabamos ficando sem dinheiro para voltar acabamos ficando por aqui, com minha mãe”, explicou a amiga da vítima à reportagem, uma dona de casa de 24 anos, que prefere não se identificar. A jovem saiu na noite de uma sexta-feira, 16, dizendo que iria encontrar um rapaz que conheceu, segundo essa amiga.

A Polícia Civil, no entanto, diz que ela foi à região para usar drogas com os quatro investigados, em um beco já conhecido pelos policiais por causa do intenso tráfico, perto de um campo de futebol. “Ela veio do interior do Estado e estava residindo em um local em que o tráfico é intenso. Ela era usuária e eles também. Todos saíram com o objetivo de usar drogas. A intenção de executá-la já existia. Um deles já estava portando a faca e combinou com os demais a execução”, explicou Tarik. Nessa região, além de usar drogas, a jovem foi estuprada e, logo depois, foi esfaqueada e levou pedradas na cabeça quase até a morte, por volta de 3 horas da manhã. Ela só foi encontrada na manhã do sábado (17), por uma pessoa da região que estava indo trabalhar e chamou o Samu.

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INVESTIGAÇÃO

De acordo com o delegado, os suspeitos foram identificados cinco dias depois do crime e foram ouvidos. Eles respondem ao processo em liberdade e moram na região. Segundo Tarik, as investigações estão adiantadas. “Eles não estavam em situação flagrancial e, por isso, não foram presos. Vão responder em liberdade por enquanto e estão colaborando com as investigações, inclusive nos levaram ao local do crime e deram detalhes da situação”, disse. Segundo o delegado, os quatro podem ser indiciados por tentativa de homicídio qualificado e estupro com lesão corporal grave. “São indivíduos que agiram com crueldade, inclusive a gente tem informação que um deles praticou o estupro após efetuar as facadas e a pedrada. Chama muita a atenção essa situação”, declarou Souki.

A coleta do material genético foi feita pelos médicos envolvidos na perícia. A perícia deve indicar qual dos envolvidos estuprou a jovem ou se todos praticaram o crime juntos. Para a amiga, que ainda tenta entender o que aconteceu, houve muita covardia. “Eu fui saber apenas no outro dia de tarde, porque fui à praia e não sabia onde ela estava. Foi uma covardia muito grande. Ela não tinha malícia de revidar em nada. Sempre falei com ela para ter atenção com a violência por aqui”, declarou, chorando.
 

CRIMINOSOS CONFESSAM PARTE DOS CRIMES

À polícia, três rapazes confessaram que desferiram golpes de faca e pedra contra a mulher e disseram que a motivação foi a discussão dela com um deles no dia e em outro momento. Eles dizem, no entanto, que o sexo foi consentido com a vítima. O quarto suspeito negou qualquer participação no crime.

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“ELES AGIRAM COM CRUELDADE”, DIZ DELEGADO

Qual era a relação da vítima com os criminosos?

Ela é do interior do Estado e estava na região de Perocão. Ela foi para uma região que tem intenso tráfico de drogas e era uma usuária. Essa era a relação dela com os suspeitos.

Como aconteceu o crime?

Eles foram naquele dia na intenção de usar drogas, mas já havia a intenção de executar ela, já que um deles estava portando uma faca. Eles disseram que executaram ela depois de uma discussão, mas eles já haviam brigado antes. Ela foi encontrada ferida no início da manhã por uma pessoa que passava e ia trabalhar, que acionou o Samu.

O que os suspeitos dizem?

Três deles confessaram as facadas e as pedradas e disseram que foi por causa de uma discussão entre a jovem e um deles, mas o quarto suspeito diz que não participou do ato. Os que confessam dizem que a relação sexual foi consentida, apesar de um deles dizer que praticou sexo após as facadas que ela levou. Os indivíduos agiram com muita crueldade.

O estupro foi comprovado?

A gente acredita que existiu apesar de declararem que o sexo foi consentido. Ainda é necessário esperar os resultados dos exames. Mas um deles disse que depois das facadas, fez sexo com ela mesmo assim. Só não sabemos ainda se todos praticaram a ação, mas acreditamos que sim.

Como estão as investigações desse caso?

Estão em estado avançado. A perícia foi feita no local do crime, a faca utilizada na tentativa foi encontrada, assim como a pedra. Todos os envolvidos foram ouvidos. Agora a gente quer saber quem estuprou a vítima. Como ela está internada, esse material genético não foi coletado antes.

Gazeta Online

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Polícia Civil de Jaguaré e Vila Valério prende seis pessoas que causaram prejuízo de mais de um milhão de reais a uma cooperativa

Policiais civis das Delegacias de Polícia de Jaguaré e Vila Valério prenderam seis pessoas suspeitas de integrarem uma organização criminosa especializada em estelionato. As prisões ocorreram entre os dias 06 e 24 de junho deste ano, nos municípios de Jaguaré e Vila Valério, no norte do Estado, e na cidade de Santa Cruz de Cabrália, na Bahia.

As investigações apontam que eles causaram o prejuízo estimado de mais de um milhão de reais na Cooperativa Cooabriel, em Jaguaré. De acordo com a titular das delegacias, delegada Gabriella Zaché, as investigações tiveram início após a prisão em flagrante de três indivíduos no dia 06 de junho, ocasião em que eles, apresentando documentos falsos, tentaram se passar por cooperados para comprar café e assim realizar mais um golpe na cooperativa.

“Como eles tinham ido na semana anterior, a cooperativa achou estranho eles estarem lá novamente vendendo uma quantidade muito grande, sendo o valor depositado na conta de uma pessoa que estava junto deles. Diante da estranheza, a cooperativa acionou a Polícia Civil que foi até lá e percebeu que eles estavam com documentos falsos”, detalhou a delegada.

A partir da prisão desses suspeitos em flagrante, foi identificada a pessoa que falsificava os documentos, que seria funcionário da cooperativa. Ele trabalhava como auxiliar administrativo e repassava as informações de cooperados para que os indivíduos falsificassem esses documentos e fizessem a venda. Um sexto suspeito que tinha o papel de intermediar todas as outras pessoas que faziam parte dessa organização criminosa também foi identificado.

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Após a identificação dos indivíduos, foram expedidos mandados de prisão contra essas pessoas, sendo estes mandados cumpridos todos neste mês de junho.

O suspeito de intermediar as negociações foi preso no dia 14, em Vila Valério; o indivíduo que falsificava esses os documentos foi preso no dia 15, em Santa Cruz de Cabrália, na Bahia; já o funcionário da cooperativa foi preso no dia 24, também em Vila Valério.

Antes de serem presos, os integrantes do grupo praticaram esse golpe cinco vezes na coorporativa, entre os meses de maio e junho deste ano, ocasionando um prejuízo de mais de um milhão e duzentos mil reais.

“A cooperativa funciona da seguinte forma: eles guardam café no local e quem tem o café armazenado lá pode ir à coorporativa, de tempos em tempos, armazenar e vender os grãos. Então, essa associação criminosa falsificava os documentos, se passando por cooperados e, assim, faziam a compra do café, recebendo o pagamento em conta bancária. A partir do momento que tinham em mãos esse dinheiro eles dividiam o valor entre os integrantes da associação criminosa”, informou a delegada Gabriella Zaché.

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A delegada destacou ainda que o funcionário da cooperativa trabalhava em Vila Valério e eles realizaram o golpe em Jaguaré, como forma de ninguém desconfiar. Os criminosos usavam os dados de cooperados que estavam há muito tempo sem movimentar os cafés, para não gerar suspeita.

As investigações mostraram ainda que havia integrantes desta organização criminosa que estavam envolvidos em outros crimes no norte do Estado.

“Dois deles têm várias ocorrências informando que eles estavam vendendo colchões magnéticos e não entregavam. Várias pessoas caíram nesse golpe”, destacou a delegada.

Durante a operação foram apreendidos dois carros, dois celulares e os documentos falsos utilizados por eles. A delegada-geral adjunta, Denise Maria Carvalho, destacou o trabalho realizado pela delegacia de Jaguaré no combate a crimes na região.

“Nos últimos meses a delegacia de Jaguaré tem sido muito atuante no combate de crimes contra o patrimônio e crimes contra a vida. Isso resultou na diminuição dos nossos indicadores de violência na região, inclusive, com a diminuição do índice de homicídio em 50%”, disse.

Texto: Victória Meireles, estagiária da Seção de Imprensa e Comunicação Interna (Sicoi). 

 

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Fonte: Polícia Civil ES

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