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Irmãos são mortos com mais de 40 tiros

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Dois irmãos foram assassinados na madrugada deste domingo, 25, no bairro Piedade, em Vitória. De acordo com a polícia, o alvo dos criminosos era Ruan Reis, de 19 anos. O irmão mais velho dele, o passista Damião Marcos Reis, de 22 anos, tentou protegê-lo e também foi morto. Os dois foram atingidos por mais de 40 tiros.
De acordo com investigadores da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime aconteceu por volta de 0h30, na rampa Odílio Ferreira, a cerca de 200 metros da casa onde os irmãos moravam.
Testemunhas afirmaram que quatro bandidos usando toucas ninja, roupas pretas e coletes a prova de balas, chegaram na casa das vítimas e perguntaram onde estava o “patrão”. Em seguida, abordaram Ruan, que estava no quintal.
Os criminosos algemaram Ruan e o levaram para o lado de fora alegando que fariam uma averiguação no jovem. Uma testemunha que viu a cena ligou para Damião e avisou o que tinha acontecido. O passista saiu pelas ruas do bairro procurando pelo irmão e pelos criminosos. Ele se deparou com o grupo a 200 metros da casa e partiu para cima dos bandidos com a intenção de defender o irmão mais novo.
Nesse momento os bandidos atiraram contra Damião. Ele foi atingido por 22 disparos e morreu na hora. Em seguida, os criminosos mataram Ruan com 20 tiros.
Moradores da região afirmaram que nenhum dos dois irmãos possuía envolvimento com crimes. A polícia acredita que os jovens possam ter sido confundidos com bandidos. Há ainda a hipótese de vingança, pois outro irmão das vítimas se encontra preso.
A polícia fez buscas, mas não localizou os atiradores. No local do crime, a perícia da Polícia Civil recolheu cerca de 60 cápsulas de munições de três calibres diferentes.
O crime chocou moradores da comunidade e amigos dos dois irmãos. “Os dois eram boas pessoas. O Damião morreu porque foi entrar na frente dos bandidos para defender o irmão. Morreu injustamente e de forma covarde. Eles eram queridos na comunidade e eu mal consigo acreditar que isso realmente aconteceu. Nenhum dos dois merecia isso, não tinham envolvimento com coisas erradas”, afirmou um amigo, que não se identificou.

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Tribuna Online

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Polícia Civil de Jaguaré e Vila Valério prende seis pessoas que causaram prejuízo de mais de um milhão de reais a uma cooperativa

Policiais civis das Delegacias de Polícia de Jaguaré e Vila Valério prenderam seis pessoas suspeitas de integrarem uma organização criminosa especializada em estelionato. As prisões ocorreram entre os dias 06 e 24 de junho deste ano, nos municípios de Jaguaré e Vila Valério, no norte do Estado, e na cidade de Santa Cruz de Cabrália, na Bahia.

As investigações apontam que eles causaram o prejuízo estimado de mais de um milhão de reais na Cooperativa Cooabriel, em Jaguaré. De acordo com a titular das delegacias, delegada Gabriella Zaché, as investigações tiveram início após a prisão em flagrante de três indivíduos no dia 06 de junho, ocasião em que eles, apresentando documentos falsos, tentaram se passar por cooperados para comprar café e assim realizar mais um golpe na cooperativa.

“Como eles tinham ido na semana anterior, a cooperativa achou estranho eles estarem lá novamente vendendo uma quantidade muito grande, sendo o valor depositado na conta de uma pessoa que estava junto deles. Diante da estranheza, a cooperativa acionou a Polícia Civil que foi até lá e percebeu que eles estavam com documentos falsos”, detalhou a delegada.

A partir da prisão desses suspeitos em flagrante, foi identificada a pessoa que falsificava os documentos, que seria funcionário da cooperativa. Ele trabalhava como auxiliar administrativo e repassava as informações de cooperados para que os indivíduos falsificassem esses documentos e fizessem a venda. Um sexto suspeito que tinha o papel de intermediar todas as outras pessoas que faziam parte dessa organização criminosa também foi identificado.

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Após a identificação dos indivíduos, foram expedidos mandados de prisão contra essas pessoas, sendo estes mandados cumpridos todos neste mês de junho.

O suspeito de intermediar as negociações foi preso no dia 14, em Vila Valério; o indivíduo que falsificava esses os documentos foi preso no dia 15, em Santa Cruz de Cabrália, na Bahia; já o funcionário da cooperativa foi preso no dia 24, também em Vila Valério.

Antes de serem presos, os integrantes do grupo praticaram esse golpe cinco vezes na coorporativa, entre os meses de maio e junho deste ano, ocasionando um prejuízo de mais de um milhão e duzentos mil reais.

“A cooperativa funciona da seguinte forma: eles guardam café no local e quem tem o café armazenado lá pode ir à coorporativa, de tempos em tempos, armazenar e vender os grãos. Então, essa associação criminosa falsificava os documentos, se passando por cooperados e, assim, faziam a compra do café, recebendo o pagamento em conta bancária. A partir do momento que tinham em mãos esse dinheiro eles dividiam o valor entre os integrantes da associação criminosa”, informou a delegada Gabriella Zaché.

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A delegada destacou ainda que o funcionário da cooperativa trabalhava em Vila Valério e eles realizaram o golpe em Jaguaré, como forma de ninguém desconfiar. Os criminosos usavam os dados de cooperados que estavam há muito tempo sem movimentar os cafés, para não gerar suspeita.

As investigações mostraram ainda que havia integrantes desta organização criminosa que estavam envolvidos em outros crimes no norte do Estado.

“Dois deles têm várias ocorrências informando que eles estavam vendendo colchões magnéticos e não entregavam. Várias pessoas caíram nesse golpe”, destacou a delegada.

Durante a operação foram apreendidos dois carros, dois celulares e os documentos falsos utilizados por eles. A delegada-geral adjunta, Denise Maria Carvalho, destacou o trabalho realizado pela delegacia de Jaguaré no combate a crimes na região.

“Nos últimos meses a delegacia de Jaguaré tem sido muito atuante no combate de crimes contra o patrimônio e crimes contra a vida. Isso resultou na diminuição dos nossos indicadores de violência na região, inclusive, com a diminuição do índice de homicídio em 50%”, disse.

Texto: Victória Meireles, estagiária da Seção de Imprensa e Comunicação Interna (Sicoi). 

 

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Fonte: Polícia Civil ES

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