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Inflação em fevereiro é a menor para o mês desde 2000

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A inflação no Brasil, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), foi de 0,32% em fevereiro.
A taxa subiu levemente em relação aos 0,29% de janeiro, mas foi a mais baixa para fevereiro desde o ano 2000, quando ficou em 0,13%.
O acumulado nos dois primeiros meses do ano é de 0,61%, o mais baixo percentual para o período desde que o Plano Real foi implementado em 1994.
Os dados foram informados na manhã da última sexta-feira, 09, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A inflação também não surpreendeu o mercado ao se mostrar muito próxima dos 0,33% previstos pelo último Boletim Focus.
O acumulado dos últimos 12 meses está em 2,84%, o menor para o período desde 1999 (2,24%) e abaixo do piso da meta.
A lei define que o governo deve perseguir em 2018 uma inflação de 4,5% com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima (6%) ou para baixo (3%).

Setores
O grupo Educação dominou a inflação de fevereiro: a alta foi de 3,89% com impacto de 0,19 ponto percentual no índice final.
O número reflete os reajustes que costumam ser feitos no início do ano letivo, em especial os aumentos nas mensalidades dos cursos regulares.
Já o grupo Alimentação e Bebidas, de longe o mais importante com cerca de um terço de peso no índice, caiu 0,33% e teve impacto negativo de -0,08 p.p. na taxa final.
Houve queda de preços em fevereiro de produtos importantes como alho (-4,79%), tomate (-3,29%), frutas (-1,13%) e carnes (-1,09%).
Vestuário foi o outro único grupo que caiu em fevereiro, mas a queda de 0,38% foi menos intensa que os 0,98% de queda em janeiro.
Transportes teve alta de 0,74%, menor do que a de janeiro, e impacto de 0,13 ponto percentual no índice final.
O grupo sofreu impacto de uma alta de 1,90% nos ônibus urbanos, com destaque para um reajuste de 6,28% em Goiânia.
Também houve uma alta média de 0,85% na gasolina, considerando variações entre -3,70% em Fortaleza e 8,55% em Salvador.
Outro item que entra neste grupo é o táxi, que subiu 1,73% com impacto significativo do reajuste de 7,39% no Rio de Janeiro, em vigor desde 24 de janeiro.

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Brasil e Argentina concluem acordo de homologação de veículos

O Brasil e a Argentina concluíram a negociação de um acordo para reconhecerem mutuamente as normas de segurança de veículos, anunciaram hoje (30) à noite os ministérios da Economia, da Infraestrutura e das Relações Exteriores. O acordo será assinado em julho por autoridades dos dois países.

Por meio da homologação veicular, os órgãos máximos de trânsito atestam a conformidade dos veículos a normas de segurança e autorizam a circulação no país. Com o acordo, o Brasil reconhecerá a aprovação de um modelo de veículo produzido na Argentina, com o país vizinho fazendo o mesmo com os veículos montados no Brasil.

O acordo, informou o comunicado, facilitará o comércio de veículos entre Brasil e Argentina, reduzindo custos e prazos. “O reconhecimento mútuo de homologações veiculares favorece o desenvolvimento do setor automotivo nos dois países e o incremento dos fluxos de comércio, além de conferir mais previsibilidade e segurança jurídica para os investimentos”, destacou a nota.

Com a homologação, o governo brasileiro reconhecerá a Licença para Configuração de Modelo emitida pelo Ministério de Desenvolvimento Produtivo da Argentina. O país vizinho reconhecerá o Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito, emitido pela Secretaria Nacional de Trânsito, do Ministério da Infraestrutura brasileiro.

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Num primeiro momento, o acordo cobrirá cerca de 80% dos itens de segurança de veículos leves de passageiro e leves de carga (categorias M1 e N1, respectivamente). Está prevista a ampliação de itens e a inclusão de novas categorias de veículos, como ônibus e caminhões. Os dois governos pretendem estender o acordo às autopeças.

“O acordo vai ao encontro dos interesses dos setores produtivos dos dois países, que já destacaram em outras oportunidades os benefícios de uma aproximação ainda maior entre Brasil e Argentina, destacando-se a criação de oportunidade para ganhos de competitividade e a otimização de custos e investimento, num setor que possui uma participação significativa no comércio bilateral”, concluiu a nota conjunta.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Economia

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