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Política Nacional

Humberto Costa lamenta recorde de mortes e acusa descaso do governo

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O senador Humberto Costa (PT-PE) lamentou, em pronunciamento nesta quinta-feira (30), o fato de o Brasil ter superado as marcas de 2,5 milhões de infectados pelo novo coronavírus e de 90 mil mortes causadas pela covid-19. Os números foram registrados nesta quarta-feria (29) e, na opinião do senador, que é médico e ex-ministro da Saúde, revelam a gravidade da pandemia e a falta de compromisso do governo federal na contenção do avanço da doença.

Humberto lembrou que, dos 46 milhões de testes para detecção do coronavírus que haviam sido prometidos, o governo só enviou 9 milhões aos estados e municípios e, mesmo assim, sem todos os insumos necessários. Além disso, o senador informou que, depois de 120 dias de pandemia, o Ministério da Saúde executou apenas metade do orçamento aprovado pelo Congresso. O ministério, continuou, está sem titular há 3 meses, o que compromete a estruturação e coordenação do trabalho de enfrentamento da pandemia.

O senador destacou ainda que dados registrados no Brasil, como a morte por covid-19 de 200 gestantes e de mulheres que haviam recentemente dado à luz a seus filhos, causam espanto em todo mundo.

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Para Humberto Costa, o processo de flexibilização do isolamento no país, por pressão de setores econômicos e pelo fato de a população já achar natural o elevado número de mortes, pode fazer com que surjam mais casos, inclusive em cidades e estados onde houve redução de mortes.

— Podemos chegar, segundo estudos feitos pelo instituto que dá suporte à política americana de enfrentamento à covid, a mais de 200 mil mortes até o final de outubro, aqui no Brasil. Isso, se nada for feito para mudar esse quadro que estamos enfrentando hoje, de descrédito e de descaso do governo federal com essa pandemia.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Política Nacional

Randolfe julga insatisfatórias respostas de André Mendonça sobre dossiê antifascista


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Depois de cerca de três horas e meia de reunião com o ministro da Justiça, André Mendonça, na Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), nesta sexta-feira (7), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) considerou insatisfatórias as explicações dadas sobre a produção de dossiê e monitoramento de servidores que se declararam antifascistas. A reunião atendeu a requerimento de Randolfe e do senador Jaques Wagner (PT-BA) e ocorreu de forma remota e reservada.

Conforme divulgado pela imprensa, a maior parte dos monitorados no referido dossiê seria de agentes de segurança contrários ao governo do presidente Jair Bolsonaro. Alguns professores também teriam sido vigiados e as investigações, conduzidas pela Secretaria de Operações Integradas (Seopi), órgão vinculado ao Ministério da Justiça.

Randolfe informou que vai protocolar um requerimento, juntamente com outros senadores de oposição, para que a comissão instaure um procedimento investigatório sobre a conduta do Ministério da Justiça e do Seopi. O senador disse que também vai pedir a convocação do ministro André Mendonça para falar ao Plenário do Senado, de forma aberta e pública, para que “ele preste os esclarecimentos que não foram feitos de forma devida na reunião de hoje”.

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— Estou mais do que convencido de que o governo atuou indevidamente com prática de espionagem política em relação a seus opositores — afirmou Randolfe, acrescentando que vai pedir ao Superior Tribunal Federal que investigue a conduta do ministro.

Outros três deputados também apresentaram requerimentos no mesmo sentido. Os senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Marcos do Val (Podemos-ES), além de vários deputados, participaram da reunião. O presidente da comissão, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), foi quem conduziu o encontro. Ele não quis comentar as respostas do ministro, em razão do caráter sigiloso da reunião.

— Infelizmente nós não podemos exteriorizar aquilo que foi tratado no âmbito da reunião. O que a gente pode dizer é que, ali, a gente pode externar nossas preocupações e o ministro respondeu aos questionamentos que foram feitos — declarou o presidente.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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