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Hemoes explica como é feita a captação de plaquetas e pede que mais pessoas doem

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O concentrado de plaquetas é um dos componentes do sangue mais utilizados para transfusão no dia a dia dos 51 hospitais atendidos pelo Hemocentro do Espírito Santo (Hemoes). A manutenção do estoque deste hemocomponente, no entanto, é um grande desafio, pois a vida útil da plaqueta após coletada é de cinco dias, enquanto o concentrado de hemácias dura de 30 a 35 dias e o crioprecipitado e o plasma fresco congelado chegam a durar um ano.
Segundo a diretora do Hemoes, Rachel Lacourt Costa, as plaquetas desempenham um importante papel na coagulação sanguínea. Ela, que é médica hematologista, explica que quando há queda acentuada do número de plaquetas no sangue, ou quando esse hemocomponente não funciona adequadamente, há risco de sangramentos incontroláveis, sendo necessária a transfusão de concentrado de plaquetas. Situações assim são frequentes, por exemplo, em pacientes com leucemia, dengue grave e pessoas submetidas a cirurgia cardíaca.
De acordo com Rachel, o concentrado de plaquetas pode ser obtido por meio da coleta de sangue total ou por aférese. Após a coleta do sangue total, o sangue passa por um processo de centrifugação e é separado em diversos hemocomponentes, sendo um deles o concentrado de plaquetas. Já na coleta de plaquetas por aférese, o sangue retirado do doador passa por uma máquina que extrai seletivamente as plaquetas e devolve os demais componentes ao doador.
“Por meio da coleta de sangue total, de cada doação de sangue é retirada uma unidade de plaquetas. Já o método de aférese permite coletar oito unidades de plaquetas de um único doador. Se considerarmos que para cada 10 kg de peso corporal é necessária uma unidade de concentrado plaquetas, o número de doadores por aférese que precisaremos para ajudar um paciente de 70 kg, por exemplo, é bem menor do que o número de doadores de sangue total”, complementou a diretora técnica do Hemoes.
Rachel Costa esclarece que as plaquetas colhidas por aférese oferecem menor chance de reação porque o paciente que precisa da transfusão consegue receber uma quantidade maior desse hemocomponente proveniente de um único doador. Outro benefício da aférese é que o doador pode ser submetido ao procedimento quatro vezes por mês, respeitando o limite de 24 doações ao ano, enquanto o doador de sangue total pode doar no máximo quatro vezes por ano, se for homem, e três vezes se for mulher.
“Apesar de a doação demorar um pouco mais, o doador por aférese pode ser submetido ao procedimento toda semana, se necessário. Na prática, no entanto, isso se torna inviável para muita gente, já que as pessoas têm trabalho e outras atividades que as impossibilitam de dedicar esse tempo. Por isso, o ideal é que mais pessoas sejam doadoras por aférese e mantenham seu cadastro no hemocentro atualizado. Hoje, temos mil voluntários cadastrados para doação por aférese, o que é ótimo, mas com muitos deles não conseguimos entrar em contato”, complementou a diretora do Hemoes.
Para manter o cadastro atualizado, o doador por aférese pode entrar em contato com o Hemoes por e-mail, pelo endereço [email protected], ou pelo telefone (27) 3636-7902.

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Quem pode doar

A doação por aférese é feita na unidade do Hemoes de Vitória. Todo doador deve apresentar um documento original com foto. Para doar, é preciso ter entre 16 e 69 anos de idade, sendo que a primeira doação deve ter sido feita obrigatoriamente até os 60 anos. Menores de 18 anos só podem doar com a autorização dos responsáveis legais.
Para fazer a doação por aférese, o voluntário precisa ter feito doação de sangue total pelo menos uma vez no hemocentro estadual. Normalmente, a equipe do Hemoes pergunta aos voluntários que doam sangue se eles querem se candidatar à doação por aférese. Se a resposta for sim, é feita a avaliação para verificar se a pessoa tem um acesso venoso adequado para esse tipo de coleta.
Segundo a diretora técnica do Hemoes, Rachel Costa, o tempo gasto pelo voluntário na doação da bolsa de sangue total é de aproximadamente 1h20, sendo cerca de 15 minutos de coleta e o restante no atendimento prévio. Já a doação por aférese leva em torno de 2h30, sendo que o doador fica entre 70 e 90 minutos na coleta, por isso esse tipo de doação costuma ser agendada.
“Quando o doador de plaquetas chega, fazemos um hemograma para saber a quantidade de plaquetas no sangue. A maioria das pessoas tem entre 150 mil e 400 mil plaquetas. A partir dessa avaliação, e considerando o peso e a altura do voluntário, é feito o cálculo de quantas mil plaquetas poderão ser coletadas do doador sem prejudicá-lo”, detalhou a diretora técnica do Hemoes, Rachel Costa.

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Onde doar

– Hemocentro do Estado do Espírito Santo (Hemoes)
Tel. 3636-7900/7920/7921 – Avenida Marechal Campos, nº 1.468, Maruípe, Vitória. Funciona de segunda a sexta-feira, das 7 às 19h, com cadastramento do doador até as 18h20; e sábado, das 7h às 18h, com cadastro até as 17h20. 

Governo ES

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Covid-19: ministro da Saúde pede que se reforcem cuidados na vacinação


O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, alertou hoje (17) para a necessidade de estados e municípios reforçarem a atenção nos procedimentos para a imunização da população contra a covid-19, especialmente crianças e adolescentes. 

O alerta foi feito após o episódio ocorrido no município paraibano de Lucena, na grande João Pessoa, onde cerca de 40 crianças foram vacinadas equivocadamente com imunizantes para adultos. Além disso, também foram usadas vacinas fora do prazo de validade.

“Nós, do Ministério da Saúde, temos alertado acerca das questões relativas à segurança. Muitas vezes quando damos os alertas, muitas vezes [dizem que] o ministério é contra [a vacinação de crianças]. Não é questão de ser contra, é questão de compromisso com a aplicação adequada de vacinas e evitar possíveis efeitos adversos”, disse Queiroga pouco antes de se deslocar para a cidade de Monteiro (PB), onde participa de um ato de testagem para diagnóstico da covid-19.

A história veio a público nos últimos dias, após uma mãe publicar nas redes sociais um vídeo do cartão de vacinas dos filhos com a informação de que eles foram vacinados contra o coronavírus no início de janeiro. Porém, as doses e a vacinação de crianças só tiveram início depois do episódio. As primeiras doses do imunizante só chegaram na Paraíba na última sexta-feira (14).

A vacina contra covid-19, autorizada para crianças, apresenta diferenças na dosagem, composição e concentração do principal componente, o RNA mensageiro, com a dosagem sendo o equivalente a um terço da vacina aplicada em adolescentes, a partir dos 12 anos, e adultos.

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Orientações

Segundo o ministro da Saúde, cabe aos gestores locais do Sistema Único de Saúde (SUS) o armazenamento correto, além do acompanhamento da validade dos frascos e aplicação das doses, seguindo as orientações do ministério.

“É por isso que a vacinação de crianças de 5 a 11 anos foi autorizada, mas autorizada dentro de recomendações da Agência de Vigilância Sanitária, a Anvisa, em relação a sua aplicação. O frasco da vacina é diferente, justamente para evitar uma aplicação indevida, as salas de vacinação são salas que devem ser exclusivas, os aplicadores da vacina têm que ser exclusivos, as crianças têm que ficar em observação depois de vacinadas”, afirmou. 

“Temos que ter uma atenção especial para que se cumpra as normas, seja em relação à aplicação, seja em relação a fármaco-vigilância”, acrescentou o ministro.

Após o episódio, a prefeitura de Lucena disse lamentar o ocorrido e informou que afastou uma profissional de saúde do município que aplicou o imunizante para adultos em crianças. Ainda conforme a prefeitura, as crianças estão sob acompanhamento do município e não apresentaram reações adversas graves.

“Esclarecemos que a decisão foi tomada individualmente pela pessoa que fez a aplicação, sendo uma falha pontual e que não partiu de determinação da administração municipal, de forma que assim que tomamos conhecimento, afastamos a responsável”, disse a prefeitura em nota divulgada no sábado (15). “Até o momento, felizmente, as crianças que recebem as vacinas não apresentam quadro adverso na saúde”, diz outro trecho da nota.

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Terceira onda

O ministro Marcelo Queiroga disse ainda que os estados devem dobrar a atenção para evitar a aplicação de imunizantes vencidos e que a prioridade deve ser a aplicação da segunda dose ou dose de reforço. Para o ministro, com a variante Ômicron o país está diante de uma possível terceira onda da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

“Há mais de 70 milhões de doses que estão com os estados e essas doses têm que ser aplicadas no público- alvo. A prioridade é a aplicação da segunda dose e da dose de reforço. Estamos diante de uma possível terceira onda em função da variante Ômicron aumentando o número de casos”, disse. 

“Os dados iniciais apontam que, em países que têm um nível de vacinação equiparado ao Brasil, não têm gerado tanto impacto sobre o sistema hospitalar e sobre as unidades de terapia intensiva, mas o vírus é um inimigo imprevisível e nós não temos que baixar a guarda”, finalizou o ministro da Saúde.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Saúde

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