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Grupão do Povo já conseguiu mais de R$ 5 mi para a cidade

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O vereador de Barra de São Francisco Huander Cleidy Cardoso de Souza, 44 anos, mais conhecido como Boff, é casado e trabalha no setor empresarial junto com o irmão, Carlos, na fábrica de bebidas Cardosano. Ligado à família Pereira desde a adolescência, ele se envolveu no meio político a partir da amizade com o ex-prefeito Luciano Pereira.

“Desde o início da campanha em que o Alencar chegou ao êxito, consegui agregar pessoas sem me preocupar em estar no grupo A ou B. Eu acho que a gente pode conviver no meio político com todas as pessoas, tanto do grupo do Enivaldo quanto dos Pereira, mas o meu mandato tem uma independência.”

Em 2014 foi candidato a deputado estadual pelo Partido Ecológico Nacional (PEN), tendo obtido 2.430 votos. Em 2016, saiu candidato a vereador, apoiando a candidatura do atual prefeito, Alencar Marim, pelo PSB, tendo sido eleito com 741 votos.

Boff chegou a ser cogitado para assumir a Mesa Diretora da Câmara de Vereadores, com apoio do prefeito eleito, Alencar Marim, nos dois primeiros anos dessa legislatura, porém, na última hora o seu nome foi substituído pelo do atual presidente da Casa, Jonciclé Honório. 

“Infelizmente, não houve comparecimento de um dos vereadores, por motivos que não me cabe falar. Mas, devido a isso, tivemos que abrir mão da nossa candidatura e fazer a vontade até do próprio prefeito, Alencar Marim, para ajudá-lo a ter condições de governabilidade. Então foi decidido que iríamos eleger o atual presidente”.

Para o próximo biênio, quando assumirá como segundo secretário da Mesa Diretora, Boff espera poder ajudar mais à comunidade e ao prefeito Alencar Marim. “Poderemos ser parceiros realmente do Executivo, se assim ele desejar, para dar melhores condições de vida à nossa população”.

 

ES1 – Vereador, o senhor esteve para ser presidente da Câmara no primeiro biênio dessa legislatura, e no mês passado foi eleito membro da Mesa Diretora para o próximo biênio, como é que foi essa articulação?

Boff – Na verdade, a gente esteve à frente de um grupo para ser candidato no início desta legislatura e, infelizmente, por ações ou movimentos aqui na Casa, não houve comparecimento de um dos vereadores, por motivos que não me cabe falar, cada um deve prestar contas da sua vida. Mas, devido a isso, tivemos que abrir mão da nossa candidatura e fazer a vontade até do próprio prefeito, Alencar Marim, para ajudá-lo a ter condições de governabilidade. Então foi decidido que iríamos eleger o atual presidente. Não pedimos nada em troca, votamos na certeza de que estávamos contribuindo para que a atual administração pudesse iniciar bem.

 

ES1 – O senhor tradicionalmente era aliado do grupo dos Pereira, mas na última eleição acabou apoiando o Alencar Marim, como o senhor avalia essa questão dos grupos políticos na cidade?

Boff – Infelizmente, a gente tem notado que a definição de representante político sempre tem que passar por algum grupo, ou dos Pereira ou do Enivaldo e isso tem trazido muito prejuízo para a cidade. Eu sou bem dono das minhas posições. Sempre fui ligado ao grupo que se denomina dos Pereira, do Edinho. Depois veio o Luciano, mas do mandato do Luciano para cá, até comecei a trabalhar com ele no primeiro, na Secretaria de Ação Social, na Defesa Civil, mas não conseguimos nos manter junto à administração e decidimos encerrar o vínculo político, não a amizade, que permanece. Eu saí em abril de 2014 e não voltei mais. Fiz uma campanha independente. Desde o início da campanha em que o Alencar chegou ao êxito, consegui agregar pessoas sem me preocupar em estar no grupo A ou B. Eu acho que a gente pode conviver no meio político com todas as pessoas, tanto do grupo do Enivaldo quanto dos Pereira, mas o meu mandato tem uma independência.

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camera_enhance (Crédito: .)

ES1 – Mas o senhor também tem que obedecer ao seu partido, ou seja, para se aliar com alguém é preciso o aval lá de cima… 

Boff – Eu sou do PSB, comungo minhas ideias e decisões ao deputado Paulo Foletto e ao ex-governador Renato Casagrande. Agora, eu tenho autonomia nas minhas escolhas, autonomia nos meus votos e não vejo dificuldade nenhuma em dizer sim ou não, sempre buscando o que for melhor para o município.

 

ES1 – O senhor foi eleito no palanque do Alencar, mas hoje está formando fileiras em um grupo de vereadores, o Grupão do Povo, que se autodenomina independente. O que te levou a deixar a base de apoio do atual prefeito?

Boff – Olha, na verdade, nós estamos em um grupo que não é contra a administração do Alencar. Prova disso que tudo que veio a esta Casa de Leis, do Executivo, foi aprovado, inclusive as suplementações que foram pedidas. 

Se formos olhar tudo que já veio de benefício para Barra de São Francisco, através do Grupão do Povo, nós temos aí cerca de 5 R$ milhões em emendas que estão sendo ou vão ser empregados e vai beneficiar toda a população. 

Então, nós não estamos aqui preocupados em prejudicar, em atrapalhar a administração. Nós estamos em um grupo porque, do projeto de campanha, onde estive participando até o primeiro ano do Alencar, a gente não concorda com alguns tipos de ação que estão acontecendo. A gente não está tendo resposta satisfatória de alguns órgãos públicos para o morador da cidade em várias coisas, seja na limpeza das ruas, na área da saúde, na questão educacional…

camera_enhance (Crédito: .)

 

ES1 – Os problemas no setor educacional levaram os vereadores a se mobilizarem, ano passado, contra a extinção do tempo integral em duas creches e o fechamento de uma escola…

Boff – Na área de educação nós estamos com problemas sérios, várias escolas com algumas matérias faltando professor, nas creches nós tivemos um desgaste muito grande porque a administração tirou de várias mães a oportunidade de ter o filho na creche em horário integral, então, essa falta de diálogo entre a administração e o poder Legislativo, me fez repensar a forma de apoiar o Executivo…

 

ES1 – O senhor acha que o prefeito está se desviando das propostas que fez em campanha?

Boff – Sim, algumas ideias que na campanha nós colocamos ainda não foram postas em prática, principalmente na área rural. O projeto de construção de barragens, de caixas secas, são alguns exemplos. O produtor rural está abandonado, as estradas estão em más condições, o produtor não tem acompanhamento com maquinário, a não ser em certas regiões… Então, antes de me afastar um pouco da administração, eu questionei isso, mas após a eleição o diálogo não vinha acontecendo…

 

ES1 – Parece que o prefeito Alencar Marim prometeu, inclusive, criar uma comissão, um conselho suprapartidário para ajudar a orientá-lo nas decisões…

Boff – Infelizmente, essa comissão, só agora está se iniciando, mas a gente nem foi chamado. Nós, representantes da população não fomos chamados. Se não me engano, do nosso grupo, apenas o vereador Mulinha foi convidado.

Então, essa questão que tem acabar. Se a gente toma um posicionamento aqui, não é que a gente está brigado com a administração. Nós temos uma visão e alguns tem outras, mas como representantes, nós deveríamos pelo menos ser convidados a tomar conhecimento das ações do Executivo, mas nós estamos sendo excluídos. 

Alguns dentro da administração querem colocar nossas posições como prejudiciais à população, querem nos colocar contra o povo, mas a nossa intenção é cumprir nosso dever, ajudar a fiscalizar, ajudar a melhorar a gestão. Nós estamos fazendo um papel que muitos vereadores que foram eleitos no mandato passado, foram eleitos com essa bandeira, de questionamento, alguns até seguravam pauta, votavam contra projetos de interesse do governo e hoje, querem passar para a população que esse papel é errado.

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ES1 – Mas o Grupão do Povo tem retido algum projeto do Executivo?

Boff  – Não, na verdade, só tem um projeto parado aqui, que é o projeto que tenta retirar as gratificações do funcionário público. Mas está em análise na Comissão de Justiça e Finanças, cujo presidente é o líder da Administração, o José Valdeci.

Então, tudo que  veio nessa Casa, nós votamos e aprovamos. O único projeto que não foi votado aqui, foi retirado antes pelo vereador José Valdeci, porque era um projeto vexatório, vergonhoso, para aumentar em 60% os benefícios, os salários de pessoas da área jurídica que fazem parte de comissão. Mas como é que íamos aprovar isso se o município prega que está com problemas financeiros. Mas isto não veio à tona e esse jogo é que está causando algum desgaste com o Executivo.

 

ES1 – A questão das diárias tem provocado muita polêmica…

Boff  – A questão das diárias, está na mão da Comissão de Justiça só falta ir para a pauta de votação.  Às vezes criticam, que o vereador pegou diária, foi a Vitória, mas é preciso saber o que ele trouxe de investimento para o município. Às vezes eles querem criticar o seguinte: O vereador está pegando diária. Mas o que ele trouxe de investimento? Essa história de que o vereador não pegou diária, ele é melhor do que o outro, isso não é verdade. O que nós devemos olhar é que o vereador, muitas vezes, não pega diária, mas também não faz nada em prol do município. Eu peguei diárias no ano passado, mas prestei contas de tudo e consegui trazer muitos recursos em emendas obtidas junto aos deputados estaduais e federais que nos dão suporte.

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ES1 – Finalizando, quais os seus projetos para esse próximo biênio, como segundo secretário da Mesa Diretora?

Boff – A gente quer fazer uma gestão transparente, junto com o Juvenal, a Zilene, o Admilson Brum e os demais colegas, onde se dê ao vereador condições claras de trabalho. Acho que o vereador não pode ser travado para buscar benefícios para sua comunidade, para seu município. Queremos fazer uma gestão democrática, que preste contas de tudo que é gasto, mas de forma clara, não burocrática, arcaica a ponto de ser uma ditadura. Nós temos alguns direitos, como as diárias, os salários. Aquele vereador que  quiser abrir mão de benefícios, que o faça, mas nós não somos obrigados a fazer o outro a assumir aquilo que nós queremos. Então, quero estar junto com a Mesa Diretora, vigiando onde estão sendo empregados os recursos desta Casa e também do Executivo.
Não queremos competir com gestões passadas, vamos trabalhar com responsabilidade e cada um que preste conta dos seus atos, nós vamos nos preocupar com 2019 e 2020, dando direito ao vereador de trabalhar e ao mesmo tempo trazer benefício, fazer com que investimentos possam chegar ao município.

 

ES1 – Qual a mensagem para a população francisquense?
Boff – Eu acredito que esse ano o meu partido deve se fortalecer e, a partir do ano que vem, eu possa ajudar muito mais o município, a nossa população. Então, é isso que vamos tentar fazer, junto com a Mesa Diretora, com os nossos colegas do grupo e os demais vereadores, poderemos ser parceiros realmente do Executivo, se assim ele desejar, para dar melhores condições de vida à nossa população.

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Dr. Antônio Neto inicia diálogo para fortalecer pré-candidatura a Deputado Estadual

No sábado (25), o pré-candidato a Deputado Estadual, Dr. Antônio Neto esteve em Nova Venécia, participando de um almoço de confraternização pela inauguração do clube de cabos e soldados.

Segundo informações o evento contou com a participação de 200 pessoas, o clube de cabos e soldados de Nova Venécia já está em funcionamento no bairro Bela Vista.

Dr. Antônio é Procurador Jurídico Municipal de Vila Valério há 24 anos e aproveitou a oportunidade para dialogar sobre a sua pré-candidatura, lançada em maio. Na oportunidade, Dr. Antônio comentou sobre o convite e a satisfação de participar do almoço no clube de cabos e soltados em Nova Venécia: “Estive nesse evento a convite do pré-candidato ao cargo de Deputado Federal, Ten Assis, que obteve melhor votação interna da corporação. Pra mim foi um privilégio estar com pessoas que colocam suas vidas em risco para proteger as nossas. Eles merecem esse espaço para descanso e descontração e é isso que o clube oferece”.

Almoço de confraternização no clube de cabos e soldados. Foto: Arquivo Pessoal

Júlio Ângelo e Dr. Antônio. Foto: Arquivo Pessoal

Fonte: Editora Hoje

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